ORAÇÃO (Fado Cravo/Jorge Empis
ORAÇÃO
Quero-te mais do que á vida
Como quem com a morte lida
Quero a deus nosso senhor
Quero-te com toda a alma
E ninguém me leva a palma
A querer-te com tanto ardor
Como fadista á guitarra
Preso está na mesma garra
Assim preso por ti estou
Como a tristeza á saudade
Como a morte á eternidade
Como a dor a quem chorou
Por isso confio ao fado
Que é amigo dedicado
As penas do coração
Pego na guitarra e canto
E ás vezes este meu pranto
Faz lembrar uma oração
Vamos tentar apresentar neste blogger uma grande gama de fados, antigos e modernos. Deixando assim o vídeo e a respectiva letra. Péta e Luísa
PEDIDOS DE OPINIÕES
Pedimos a quem nos visite!... que nos deixe a vossa opinião, utilizando o espaço das mensagens ou comentários, estamos empenhadas a 100% neste blogue.
Mas, gostávamos de saber se o mesmo, será do vosso agrado...Para nós é muito importante a vossa opinião.
Porque, este blogue, foi criado a pensar em si.
Um bem-haja para todos.....obrigado
---------------------------------------------------------------
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Um bem-haja para todos.....obrigado
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sexta-feira, 25 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
SUSANA LOPES
FOI NA TRAVESSA DA PALHA (Gabriel Oliveira/Frederico de Brito)
FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coraçao
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocaçao.
Na taberna do friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza nao valia
Nem sombras do meu amor.
P'ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer.
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Provando ser mais mulher.
Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que nao se esquecem depois,
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois.
FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coraçao
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocaçao.
Na taberna do friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza nao valia
Nem sombras do meu amor.
P'ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer.
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Provando ser mais mulher.
Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que nao se esquecem depois,
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
LINDA LEONARDO
TEMPO DE GAIVOTAS (Humberto Sotto Mayor/Marino de Freitas)
TEMPO DE GAIVOTAS
Como vai longe
Aquele tempo das gaivotas
Como vai longe
Aquele mar que nos unia
Como trilhamos
Novas ruas novas rotas
Como ganhamos
Esta vã melancolia
Como vai longe
A nostalgia dessa tarde
Como vai longe
O por do sol daquele Outono
Como é eterno
Nosso fogo que não arde
E como é de hoje
Esse sossego este abandono
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
Como vai longe
Este querer de não te querer
Como anda perto
Desta boca o desalento
Ai como dói
Esta saudade de te ver
E como é longo
De passar este momento
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
TEMPO DE GAIVOTAS
Como vai longe
Aquele tempo das gaivotas
Como vai longe
Aquele mar que nos unia
Como trilhamos
Novas ruas novas rotas
Como ganhamos
Esta vã melancolia
Como vai longe
A nostalgia dessa tarde
Como vai longe
O por do sol daquele Outono
Como é eterno
Nosso fogo que não arde
E como é de hoje
Esse sossego este abandono
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
Como vai longe
Este querer de não te querer
Como anda perto
Desta boca o desalento
Ai como dói
Esta saudade de te ver
E como é longo
De passar este momento
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
SEBASTIÃO ROBALINHO
VELHO BARCO (António Rodrigues/Zulmiro Vieira)
VELHO BARCO
Meu velho barco cansado
Do tempo e dos vendavais
É mais triste este meu fado
Quando estás junto do cais
No teu casco envelhecido
De tanta tanta viagem
Quanto roteiro vencido
E quando porto esquecido
Tu trazes como bagagem
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
Vive em mim preza
E em ti também
Mas só a gente é quem a sente
E mais ninguém
Deitei ao mar os ciúmes
Que tinha no coração
E ele fez dos meus queixumes
A rota da solidão
Como é igual o nosso fado
Nossa cruz nosso tormento
Meu velho barco cansado
Nosso fim está ligado
Ao sol ao mar e ao vento
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
vive em mim preza
E em ti também
Mas so a gente é quem a sente
E mais ninguém
VELHO BARCO
Meu velho barco cansado
Do tempo e dos vendavais
É mais triste este meu fado
Quando estás junto do cais
No teu casco envelhecido
De tanta tanta viagem
Quanto roteiro vencido
E quando porto esquecido
Tu trazes como bagagem
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
Vive em mim preza
E em ti também
Mas só a gente é quem a sente
E mais ninguém
Deitei ao mar os ciúmes
Que tinha no coração
E ele fez dos meus queixumes
A rota da solidão
Como é igual o nosso fado
Nossa cruz nosso tormento
Meu velho barco cansado
Nosso fim está ligado
Ao sol ao mar e ao vento
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
vive em mim preza
E em ti também
Mas so a gente é quem a sente
E mais ninguém
MANUELA CAVACO
BAIRRO ALTO (Carlos Neves/Francisco Carvalhinho)
BAIRRO ALTO
Bairro Alto aos seus amores tão delicado
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com os trovadores mais o fado
Pr'a fazer suas conquistas
Tangeu as liras singelas,
Lisboa abriu as janelas
Acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silêncio velha Lisboa
Vai cantar o Bairro Alto
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
Por isso é que ganhou fama de boémio
Por condão é fatalista
Atiraram-lhe com a lama como prédio
Por ser nobre e ser fadista
Hoje saudoso e velhinho,
Recordando com carinho
Seus amores suas paixões
Pr'a cumprir a sina sua
Ainda veio pr'o meio da rua
Cantar as suas canções
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
BAIRRO ALTO
Bairro Alto aos seus amores tão delicado
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com os trovadores mais o fado
Pr'a fazer suas conquistas
Tangeu as liras singelas,
Lisboa abriu as janelas
Acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silêncio velha Lisboa
Vai cantar o Bairro Alto
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
Por isso é que ganhou fama de boémio
Por condão é fatalista
Atiraram-lhe com a lama como prédio
Por ser nobre e ser fadista
Hoje saudoso e velhinho,
Recordando com carinho
Seus amores suas paixões
Pr'a cumprir a sina sua
Ainda veio pr'o meio da rua
Cantar as suas canções
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
domingo, 23 de maio de 2010
FRANCISCO MARTINHO
VELHA LISBOA (João de Freitas)
VELHA LISBOA
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Em que o fado era mais fado
E falava ao coração
A tua grande beleza
Deves sentir-te orgulhosa
E ao mesmo tempo saudosa
Da passada singeleza
Tu eras bem portuguesa
Tinhas nisso galardão
Mas hoje o lindo pregão
Já não se ouve em qualquer lado
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Já não te lembras das hortas
Das esferas e tipóias
E dessas belas rambóias
Que haviam fora de portas
Ali até horas mortas
Em tempos que já lá vão
O fado linda canção
Em silêncio era escutado
Porque o fado era mais fado
E falava ao coração
VELHA LISBOA
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Em que o fado era mais fado
E falava ao coração
A tua grande beleza
Deves sentir-te orgulhosa
E ao mesmo tempo saudosa
Da passada singeleza
Tu eras bem portuguesa
Tinhas nisso galardão
Mas hoje o lindo pregão
Já não se ouve em qualquer lado
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Já não te lembras das hortas
Das esferas e tipóias
E dessas belas rambóias
Que haviam fora de portas
Ali até horas mortas
Em tempos que já lá vão
O fado linda canção
Em silêncio era escutado
Porque o fado era mais fado
E falava ao coração
terça-feira, 18 de maio de 2010
MÁRIO SARAIVA
TANTOS FADOS DEU-ME A VIDA ( )
TANTOS FADOS DEU-ME A VIDA
Eu fui a voz aquela voz dolorida
Cantando a sós ou a solidão da vida
Mas sei que em mim há um laço transparente
E há um generoso abraço entre mim e a minha gente
Tantos fados deu-me a vida
E eu dei-me todo ao fado
Entre um verso e uma bebida
Em cada noite perdida
Em mil fados fui escutado
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores
Dei a voz a tristes fados
Vou cantar de olhos cerrados
Vi mais perto as suas dores
Fui o sal de tanta lágrima triste
Um vendaval que se amaina e logo insiste
Mas sei que em mim houve sempre á flor da voz
Um fado triste e dolente que é fado que há em nós
Tantos fados deu-me a vida
E eu dei-me todo ao fado
Entre um verso e uma bebida
Em cada noite perdida
Em mil fados fui escutado
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores
Dei a voz a tristes fados
Vou cantar de olhos cerrados
Vi mais perto as suas dores
TANTOS FADOS DEU-ME A VIDA
Eu fui a voz aquela voz dolorida
Cantando a sós ou a solidão da vida
Mas sei que em mim há um laço transparente
E há um generoso abraço entre mim e a minha gente
Tantos fados deu-me a vida
E eu dei-me todo ao fado
Entre um verso e uma bebida
Em cada noite perdida
Em mil fados fui escutado
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores
Dei a voz a tristes fados
Vou cantar de olhos cerrados
Vi mais perto as suas dores
Fui o sal de tanta lágrima triste
Um vendaval que se amaina e logo insiste
Mas sei que em mim houve sempre á flor da voz
Um fado triste e dolente que é fado que há em nós
Tantos fados deu-me a vida
E eu dei-me todo ao fado
Entre um verso e uma bebida
Em cada noite perdida
Em mil fados fui escutado
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores
Dei a voz a tristes fados
Vou cantar de olhos cerrados
Vi mais perto as suas dores
segunda-feira, 17 de maio de 2010
CARMINHO
CARTA A LISBOA (Diogo Clemeente/Ricardo Rocha)
CARTA A LISBOA
Tal qual o velho Tejo e as águas p’ra depois
Aqui me tens na espera de quem partiu de mim
Em ti Lisboa eu vejo as horas de nós dois
E sei não ser quem era num tempo antes do fim
Como eu barcos parados cansados deste mar
Ocultam liberdades na frágil luz das velas
Que ás mãos doutros recados que o vento quis roubar
Perderam-se as saudades fecharam-se as janelas
Assim vivo comigo num rio de mim p’ra mim
Maiores os dias de hoje são menos que outros dias
Talvez por ser abrigo de alguém que antes de fim
Me chega e que me foge deixando as mãos vazias
E há tanto por dizer nas linhas desta dor
Que a voz do que magoa confunde-me o desejo
Aqui espero por ter o rio do meu amor
Correndo em ti Lisboa tal qual o velho Tejo
CARTA A LISBOA
Tal qual o velho Tejo e as águas p’ra depois
Aqui me tens na espera de quem partiu de mim
Em ti Lisboa eu vejo as horas de nós dois
E sei não ser quem era num tempo antes do fim
Como eu barcos parados cansados deste mar
Ocultam liberdades na frágil luz das velas
Que ás mãos doutros recados que o vento quis roubar
Perderam-se as saudades fecharam-se as janelas
Assim vivo comigo num rio de mim p’ra mim
Maiores os dias de hoje são menos que outros dias
Talvez por ser abrigo de alguém que antes de fim
Me chega e que me foge deixando as mãos vazias
E há tanto por dizer nas linhas desta dor
Que a voz do que magoa confunde-me o desejo
Aqui espero por ter o rio do meu amor
Correndo em ti Lisboa tal qual o velho Tejo
SEBASTIÃO ROBALINHO
FADO ROBALINHO (Joaquim Pimental/Sebastião Robalinho)
FADO ROBALINHO
Não nasci na Mouraria
Bairro Alto ou Madragoa
Nasci p’rás bandas do norte
E mal conheço Lisboa
Mas sou fadista de lei
Posso afirmá-lo não minto
Canto o fado como eu sei
Como eu posso e como eu sinto
Gosto do fado corrido
Do Mouraria ao Menor
Gosto do fado batido
Quando marcado a rigor
De todos o mais castiço
Gosto deles cá pra mim
Cá pró ti ó Robalinho
Nascido em Gaias Sandim
Há quem diga mal do fado
Há quem fale sem saber
O fado não é culpado
Do destino de um qualquer
Gosto de cantar o fado
Ao canta-lo sou feliz
O fado é hino sagrado
Das canções do meu pais
Gosto do fado corrido
Do Mouraria ao Menor
Gosto do fado batido
Quando marcado a rigor
De todos o mais castiço
Gosto deles cá pra mim
Cá pró ti ó Robalinho
Nascido em Gaias Sandim
FADO ROBALINHO
Não nasci na Mouraria
Bairro Alto ou Madragoa
Nasci p’rás bandas do norte
E mal conheço Lisboa
Mas sou fadista de lei
Posso afirmá-lo não minto
Canto o fado como eu sei
Como eu posso e como eu sinto
Gosto do fado corrido
Do Mouraria ao Menor
Gosto do fado batido
Quando marcado a rigor
De todos o mais castiço
Gosto deles cá pra mim
Cá pró ti ó Robalinho
Nascido em Gaias Sandim
Há quem diga mal do fado
Há quem fale sem saber
O fado não é culpado
Do destino de um qualquer
Gosto de cantar o fado
Ao canta-lo sou feliz
O fado é hino sagrado
Das canções do meu pais
Gosto do fado corrido
Do Mouraria ao Menor
Gosto do fado batido
Quando marcado a rigor
De todos o mais castiço
Gosto deles cá pra mim
Cá pró ti ó Robalinho
Nascido em Gaias Sandim
MANUELA CAVACO
BRINCOS PARA BRINCAR (João Linhares Barbosa/Francisco Carvalhinho)
BRINCOS PARA BRINCAR
Quando eu era pequenina
P’ra me enfeitar as orelhas
Minha mãe punha-me ás vezes
Quatro cerejas vermelhas
E toda tola lembro-me ainda
Que ia para escola vaidosa e linda
Brincos vermelhos a dar que dar
Pedia espelhos p’ra me mirar
Diziam todos que bem que fica
Lembra nos modos menina rica
Via-os revia-os como riqueza
Depois comia-os á sobremesa
Um dias as mais raparigas
Filhas como eu da pobreza
Puseram-me nas orelhas
Dois brinquinhos de princesa
E toda triques faces coradas
Ia aos despiques nas desfolhadas
Vinham meus brincos de algum vergel
Não punham vincos na minha pele
Depois mais tarde vi-te e amei
Deste-me brincos de oiro de lei
Bendito sejas mas na verdade
Vejo cerejas sinto saudades
BRINCOS PARA BRINCAR
Quando eu era pequenina
P’ra me enfeitar as orelhas
Minha mãe punha-me ás vezes
Quatro cerejas vermelhas
E toda tola lembro-me ainda
Que ia para escola vaidosa e linda
Brincos vermelhos a dar que dar
Pedia espelhos p’ra me mirar
Diziam todos que bem que fica
Lembra nos modos menina rica
Via-os revia-os como riqueza
Depois comia-os á sobremesa
Um dias as mais raparigas
Filhas como eu da pobreza
Puseram-me nas orelhas
Dois brinquinhos de princesa
E toda triques faces coradas
Ia aos despiques nas desfolhadas
Vinham meus brincos de algum vergel
Não punham vincos na minha pele
Depois mais tarde vi-te e amei
Deste-me brincos de oiro de lei
Bendito sejas mas na verdade
Vejo cerejas sinto saudades
JORGE GANHÃO
POR UM COPO DE VINHO (José Fanha/Jorge Ganhão)
POR UM COPO DE VINHO
Por um copo de vinho te diria
Onde o mundo começa e se dilata
Onde a veia rebenta e se desata
A fonte da ternura e da alegria
Por um copo de vinho te diria
Por um beijo azul por uma mão
Dançaria contigo até cair
Na cama maravilha de faquir
Que arranca a luz da lua ao coração
Por um beijo azul por uma mão
Eu sei no mar a cor dos laranjais
E a rota das gaivotas sob a pele
E tudo te diria pão e mel
Por um copo de vinho e pouco mais
Por um copo de vinho e pouco mais
Por um copo de vinho e pouco mais
POR UM COPO DE VINHO
Por um copo de vinho te diria
Onde o mundo começa e se dilata
Onde a veia rebenta e se desata
A fonte da ternura e da alegria
Por um copo de vinho te diria
Por um beijo azul por uma mão
Dançaria contigo até cair
Na cama maravilha de faquir
Que arranca a luz da lua ao coração
Por um beijo azul por uma mão
Eu sei no mar a cor dos laranjais
E a rota das gaivotas sob a pele
E tudo te diria pão e mel
Por um copo de vinho e pouco mais
Por um copo de vinho e pouco mais
Por um copo de vinho e pouco mais
António Moreira da Silva
DIGAM (Manuel Andrade / Frederico de Brito)
DIGAM
Se hoje alguém me procurar
Digam que não pode entrar
Que não estou p’ra ninguém
Fechem-lhe a minha janela
E mesmo que seja ela
Digam que não estou também
Digam que a não quero ver
Que não me faça sofrer
Digam -lhe que se vá embora
Digam que á muito morri
Mesmo que nunca existi
Digam que aqui ninguém mora
Façam o que lhes lembrar
Digam que não pode entrar
Que não estou p’ra ninguém
Que a porta ficou trancada
Ou então não digam nada
Porque eu sei que ela não vem
DIGAM
Se hoje alguém me procurar
Digam que não pode entrar
Que não estou p’ra ninguém
Fechem-lhe a minha janela
E mesmo que seja ela
Digam que não estou também
Digam que a não quero ver
Que não me faça sofrer
Digam -lhe que se vá embora
Digam que á muito morri
Mesmo que nunca existi
Digam que aqui ninguém mora
Façam o que lhes lembrar
Digam que não pode entrar
Que não estou p’ra ninguém
Que a porta ficou trancada
Ou então não digam nada
Porque eu sei que ela não vem
sexta-feira, 14 de maio de 2010
FERNANDA OLIVEIRA
ESTADO D'ALMA ( VILA BRANCA? )( )
ESTADO D'ALMA - VILA BRANCA ?
Que linda vila é a minha
Ó vila que tanto encanta
De muralhas tão velhinhas
Chamam-lhe hoje Vila branca
Entrei nas portas de Beja
Subi a santa Maria
Fui ver o velho castelo
Que há muito tempo não via
Desci pela porta nova
Esse casario com graça
Entrei nas portas de Moura
Dei por mim estava na praça
Já noite nas suas ruas
Fui vivendo a solidão
Fui sonhando fui chorando
Fui cantando uma canção
Lembrando que fui criança
Nas suas ruas brinquei
Vivendo recordações
Foi cantando que chorei
Que linda vila é a minha
Chamam-lhe hoje
Vila branca
ESTADO D'ALMA - VILA BRANCA ?
Que linda vila é a minha
Ó vila que tanto encanta
De muralhas tão velhinhas
Chamam-lhe hoje Vila branca
Entrei nas portas de Beja
Subi a santa Maria
Fui ver o velho castelo
Que há muito tempo não via
Desci pela porta nova
Esse casario com graça
Entrei nas portas de Moura
Dei por mim estava na praça
Já noite nas suas ruas
Fui vivendo a solidão
Fui sonhando fui chorando
Fui cantando uma canção
Lembrando que fui criança
Nas suas ruas brinquei
Vivendo recordações
Foi cantando que chorei
Que linda vila é a minha
Chamam-lhe hoje
Vila branca
ROBERTA SÁ
EU JÁ NÃO SEI (Domingos Gonçalves Costa/Carlos Rocha)
EU JÁ NÃO SEI
Eu já não sei
Se fiz bem ou se fiz mal
Em pôr um ponto final
Na minha paixão ardente
Eu já não sei
Porque quem sofre de amor
A cantar sofre melhor
As mágoas que o peito sente
Quando te vejo e em sonhos sigo os teus passos
Sinto o desejo de me lançar nos teus braços
Tenho vontade de lhe dizer frente a frente
Quanta saudade há do teu amor ausente
Num louco anseio, lembrando o que já chorei
Se te amo ou se te odeio
Eu já não sei
EU JÁ NÃO SEI
Eu já não sei
Se fiz bem ou se fiz mal
Em pôr um ponto final
Na minha paixão ardente
Eu já não sei
Porque quem sofre de amor
A cantar sofre melhor
As mágoas que o peito sente
Quando te vejo e em sonhos sigo os teus passos
Sinto o desejo de me lançar nos teus braços
Tenho vontade de lhe dizer frente a frente
Quanta saudade há do teu amor ausente
Num louco anseio, lembrando o que já chorei
Se te amo ou se te odeio
Eu já não sei
domingo, 9 de maio de 2010
JOSÉ MANUEL BARRETO
PALHAÇO ( )
PALHAÇO
Foi na pista dum circo certo dia
Um famoso palhaço trabalhava
E o publico em delírio e alegria
Não nota que na pista alguém chorava
Dada por finda a sua actuação
Do público se despede o artista
Mas nisto uma estrondosa ovação
Exige que o palhaço volte á pista
Ao longe ouviu-se a voz dum garotinho
Que o rir de muita gente interrompeu
Dizendo vem depressa meu paizinho
Porque a minha mãezinha já morreu
Abraçado ao petiz a soluçar
O palhaço caiu por sobre a pista
Então ouviu-se o público a gargalhar
Pensando ser trabalho do artista
O palhaço levantando-se se ergueu
Dizendo para todos com voz forte
A mulher que eu mais amo já morreu
E vós estais a rir da sua morte
O garoto que eu agora muito abraço
É tudo quanto resta do meu lar
Por isso tenham pena dum palhaço
Que leva a vida rir pra não chorar
PALHAÇO
Foi na pista dum circo certo dia
Um famoso palhaço trabalhava
E o publico em delírio e alegria
Não nota que na pista alguém chorava
Dada por finda a sua actuação
Do público se despede o artista
Mas nisto uma estrondosa ovação
Exige que o palhaço volte á pista
Ao longe ouviu-se a voz dum garotinho
Que o rir de muita gente interrompeu
Dizendo vem depressa meu paizinho
Porque a minha mãezinha já morreu
Abraçado ao petiz a soluçar
O palhaço caiu por sobre a pista
Então ouviu-se o público a gargalhar
Pensando ser trabalho do artista
O palhaço levantando-se se ergueu
Dizendo para todos com voz forte
A mulher que eu mais amo já morreu
E vós estais a rir da sua morte
O garoto que eu agora muito abraço
É tudo quanto resta do meu lar
Por isso tenham pena dum palhaço
Que leva a vida rir pra não chorar
MANUELA CAVACO
MALMEQUERES (Dr. Manuel Paulino Gomes Junior)
MALMEQUERES
Malmequeres bem me queres
São flores de louco encanto
Malmequeres bem me queres
Desfolham risos ou pranto
Os jovens apaixonados
Perguntam baixinho á flor
Se são queridos desejados
Se são queridos desejados
Ou felizes no amor
Se os malmequeres
Gentis e formosos
Dizem bem me queres
Aos rostos ansiosos
Das lindas mulheres
Constroem castelos
Nos seus corações
Loucas ilusões, loucas ilusões
E sonhos tão belos
Dois jovens enamorados
Um malmequer desfolharam
Mas ficaram enganados
Com a resposta que apanharam
O malmequer respondeu
Com o seu eterno sorrir
Isso não respondo eu
Isso não respondo eu
Pois não gosto de mentir
Se os malmequeres
Gentis e formosos
Dizem bem me queres
Aos rostos ansiosos
Das lindas mulheres
Constroem castelos
Nos seus corações
Loucas ilusões, loucas ilusões
E sonhos tão belos
MALMEQUERES
Malmequeres bem me queres
São flores de louco encanto
Malmequeres bem me queres
Desfolham risos ou pranto
Os jovens apaixonados
Perguntam baixinho á flor
Se são queridos desejados
Se são queridos desejados
Ou felizes no amor
Se os malmequeres
Gentis e formosos
Dizem bem me queres
Aos rostos ansiosos
Das lindas mulheres
Constroem castelos
Nos seus corações
Loucas ilusões, loucas ilusões
E sonhos tão belos
Dois jovens enamorados
Um malmequer desfolharam
Mas ficaram enganados
Com a resposta que apanharam
O malmequer respondeu
Com o seu eterno sorrir
Isso não respondo eu
Isso não respondo eu
Pois não gosto de mentir
Se os malmequeres
Gentis e formosos
Dizem bem me queres
Aos rostos ansiosos
Das lindas mulheres
Constroem castelos
Nos seus corações
Loucas ilusões, loucas ilusões
E sonhos tão belos
terça-feira, 4 de maio de 2010
SUSANA LOPES
HERANÇAS (Susana Metello Lopes/Fado Carriche)
HERANÇAS
Minha mãe deu-me esta voz
Este soluço magoado
Pôs-me na garganta a noz
Dolente e bela do fado
Meu pai deu-me a poesia
E este gosto de escutar
A doce melancolia
De uma guitarra a trinar
Também herdei a magia
De ter nascido em Lisboa
No meu peito á Mouraria
Nos meus olhos Madragoa
Trago o fado nos sentidos
Que linda herança a minha
Que os meus dois amores queridos
Deram á sua alfacinha
Minha herança é a mais bela
Que alguém jamais recebeu
Azul e rosa aguarela
O fado a guitarra e eu
HERANÇAS
Minha mãe deu-me esta voz
Este soluço magoado
Pôs-me na garganta a noz
Dolente e bela do fado
Meu pai deu-me a poesia
E este gosto de escutar
A doce melancolia
De uma guitarra a trinar
Também herdei a magia
De ter nascido em Lisboa
No meu peito á Mouraria
Nos meus olhos Madragoa
Trago o fado nos sentidos
Que linda herança a minha
Que os meus dois amores queridos
Deram á sua alfacinha
Minha herança é a mais bela
Que alguém jamais recebeu
Azul e rosa aguarela
O fado a guitarra e eu
MANUELA CAVACO
FADO DO PESCADOR (Desconhecido / Aníbal Nazaré)
FADO DO PESCADOR
Vieste-me perguntar
O que era um pescador
Agora vou explicar
Toma atenção por favor
É um homem de pulso forte
A quem nada mete afronta
Sem temer a própria morte
Corre o mar de ponta a ponta
Noites passar fora do lar abençoado
Ter alma nobre ser homem pobre e ser honrado
Andar no mar e suportar frio e calor
Viver na fé eis o que é ser pescador
É um homem sem vaidade
Que não possui ambição
Trabalha com lealdade
Para angariar seu pão
Nas noites de chuva e vento
Em que o mar lhe dá mais trilho
Não lhe sai do pensamento
Sua mulher e seus filhos
Noites passar fora do lar abençoado
Ter alma nobre ser homem pobre e ser honrado
Andar no mar e suportar frio e calor
Viver na fé eis o que é ser pescador
FADO DO PESCADOR
Vieste-me perguntar
O que era um pescador
Agora vou explicar
Toma atenção por favor
É um homem de pulso forte
A quem nada mete afronta
Sem temer a própria morte
Corre o mar de ponta a ponta
Noites passar fora do lar abençoado
Ter alma nobre ser homem pobre e ser honrado
Andar no mar e suportar frio e calor
Viver na fé eis o que é ser pescador
É um homem sem vaidade
Que não possui ambição
Trabalha com lealdade
Para angariar seu pão
Nas noites de chuva e vento
Em que o mar lhe dá mais trilho
Não lhe sai do pensamento
Sua mulher e seus filhos
Noites passar fora do lar abençoado
Ter alma nobre ser homem pobre e ser honrado
Andar no mar e suportar frio e calor
Viver na fé eis o que é ser pescador
sábado, 24 de abril de 2010
ROSITA
VERSOS À MINHA MÃE (Manuel Carvalho / Fado Carriche)
VERSOS Á MINHA MÃE
Se pudesses cá voltar
Ó minha mãe minha santa
Tinha tanta coisa tanta
Minha mãe p’ra te contar
Na vida o amor de alguém
Para amar eu conheci
Não me compensa de ti
Mas sou feliz minha mãe
P’ra compensar teus afectos
Dos filhos tenho meiguices
Ó minha mãe se tu visses
Que lindos são os teus netos
Eu rezo á virgem por ti
Saudosa do teu amor
Minha vida era melhor
Se tu voltasses aqui
Num canto desse jardim
Se vires o meu pai também
Diz-lhe que vai tudo bem
E dá-lhe um beijo por mim
VERSOS Á MINHA MÃE
Se pudesses cá voltar
Ó minha mãe minha santa
Tinha tanta coisa tanta
Minha mãe p’ra te contar
Na vida o amor de alguém
Para amar eu conheci
Não me compensa de ti
Mas sou feliz minha mãe
P’ra compensar teus afectos
Dos filhos tenho meiguices
Ó minha mãe se tu visses
Que lindos são os teus netos
Eu rezo á virgem por ti
Saudosa do teu amor
Minha vida era melhor
Se tu voltasses aqui
Num canto desse jardim
Se vires o meu pai também
Diz-lhe que vai tudo bem
E dá-lhe um beijo por mim
NELSON DUARTE
ANOS DE CASADOS (Manuel Carvalho / Fado Esmeraldinha)
ANOS DE CASADOS
Hoje fazemos anos de casados
Trago rosas vermelhas para te dar
E um molho de beijos perfumados
Pelo prazer que tenho de te amar
Cá vamos pela vida a caminhar
Sempre de mão dada companheira
Os filhos são o sal p’ra temperar
Este nosso amor p’rá vida inteira
Chamou-nos o destino quando quis
Juntar duas vidas num só fado
Fez de mim o homem mais feliz
Por te ter a ti sempre a meu lado
Bendita seja a hora em que te vi
Grato por na vida seres meu par
E por ainda gostar tanto de ti
Trago rosas vermelhas p’ra te dar
ANOS DE CASADOS
Hoje fazemos anos de casados
Trago rosas vermelhas para te dar
E um molho de beijos perfumados
Pelo prazer que tenho de te amar
Cá vamos pela vida a caminhar
Sempre de mão dada companheira
Os filhos são o sal p’ra temperar
Este nosso amor p’rá vida inteira
Chamou-nos o destino quando quis
Juntar duas vidas num só fado
Fez de mim o homem mais feliz
Por te ter a ti sempre a meu lado
Bendita seja a hora em que te vi
Grato por na vida seres meu par
E por ainda gostar tanto de ti
Trago rosas vermelhas p’ra te dar
JOAQUIM BRANDÃO
VIVES NO MEU PENSAMENTO (Manuel Carvalho / Fado Rosita)
VIVES NO MEU PENSAMENTO
Não me sais do pensamento
Tu andas sempre comigo
A cada hora e momento
Eu ando no fado contigo
Para te ver a surgir
Basta meus olhos fechar
E tu lá vens a sorrir
Á minha mente brincar
Á noite sonho contigo
E adormeço num beijo
Mas durmo para meu castigo
Um sono feito desejo
Quando me ponho a pé
Lá começa o meu tormento
Sabe-me a beijo o café
Não me sais do pensamento
VIVES NO MEU PENSAMENTO
Não me sais do pensamento
Tu andas sempre comigo
A cada hora e momento
Eu ando no fado contigo
Para te ver a surgir
Basta meus olhos fechar
E tu lá vens a sorrir
Á minha mente brincar
Á noite sonho contigo
E adormeço num beijo
Mas durmo para meu castigo
Um sono feito desejo
Quando me ponho a pé
Lá começa o meu tormento
Sabe-me a beijo o café
Não me sais do pensamento
ARTUR BATALHA
QUADRAS SOLTAS ( )
QUADRAS SOLTAS
Ouvi um fado sem nome
Numa voz entristecida
Não sei porquê recordou-me
O fado da minha vida
Eu vi minha mãe rezando
Aos pés da virgem Maria
Era uma santa escutando
O que outra santa dizia
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
Nenhum fadista tem sorte
Rogai por nós virgem mãe
Agora sempre e também
Na hora da nossa morte
QUADRAS SOLTAS
Ouvi um fado sem nome
Numa voz entristecida
Não sei porquê recordou-me
O fado da minha vida
Eu vi minha mãe rezando
Aos pés da virgem Maria
Era uma santa escutando
O que outra santa dizia
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
Nenhum fadista tem sorte
Rogai por nós virgem mãe
Agora sempre e também
Na hora da nossa morte
AMÉLIA MARIA
ESTE MEU AMOR SECRETO ( Manuel Carvalho / Fado Primavera)
ESTE MEU AMOR SECRETO
Este meu amor secreto
Vive tão longe e tão perto
Faz minha vida em pedaços
Mas de tão lindo e profundo
Eu sinto que tenho o mundo
Quando ele está nos meus braços
Um dia se não o vejo
A saudade e o desejo
Vão aumentando em meu peito
Eu vivo nesta ansiedade
E nesta cumplicidade
Traz minha vida sem jeito
Estendo o braço na cama
Mas o frio não me engana
O meu peito é um deserto
E com ele quando sonho
Muitas vezes eu suponho
Que está comigo tão perto
Seu beijo é bebida
Que sacia a minha vida
Na sede do meu afecto
É tão doce e sublime
Que de tão puro redime
Este meu amor secreto
ESTE MEU AMOR SECRETO
Este meu amor secreto
Vive tão longe e tão perto
Faz minha vida em pedaços
Mas de tão lindo e profundo
Eu sinto que tenho o mundo
Quando ele está nos meus braços
Um dia se não o vejo
A saudade e o desejo
Vão aumentando em meu peito
Eu vivo nesta ansiedade
E nesta cumplicidade
Traz minha vida sem jeito
Estendo o braço na cama
Mas o frio não me engana
O meu peito é um deserto
E com ele quando sonho
Muitas vezes eu suponho
Que está comigo tão perto
Seu beijo é bebida
Que sacia a minha vida
Na sede do meu afecto
É tão doce e sublime
Que de tão puro redime
Este meu amor secreto
ANITA GUERREIRO
SENHORA DA SAÚDE (Francisco Radamenteo / Raúl Ferrão)
SENHORA DA SAÚDE
Ai Mouraria roubam-te a jóia mais bela
A dona airosa capela que é teu brasão
Ai nunca mais há pelas ruas rosmaninho
Atapetar o caminho da procissão
Não faltam mais as matines engomadas
Chinelas afiambradas e as samarras
Ai mouraria vão levar pra outro lado
Nossa senhora do fado e das guitarras
Padroeira dos corações fadistas
Nas vielas bairristas eras a luz da vida
A teus pés a pinóia do fado
Chorando o seu pecado
Rezava arrependida
Virgem santa Senhora da saúde
Os homens de alma rude
Roubam-te á Mouraria
Santa virgem sem o teu lindo altar
Onde é que há-de ir rezar
Uma Rosa Maria
Ai Mouraria vai-se-te a graça o encanto
Desse divino recanto da padroeira
Ó pecadora dai-lhe ao menos o desvelo
Dum oratório singelo na Amendoeira
Pra que as fadistas daqui e do Capelão
Tenham amparo e perdão na sua dor
Pra que as guitarras da moirama sonhadora
Rezam a nossa senhora canções de amor
Padroeira dos corações fadistas
Nas vielas bairristas eras a luz da vida
A teus pés a pinóia do fado
Chorando o seu pecado
Rezava arrependida
Virgem santa Senhora da saúde
Os homens de alma rude
Roubam-te á Mouraria
Santa virgem sem o teu lindo altar
Onde é que há-de ir rezar
Uma Rosa Maria
SENHORA DA SAÚDE
Ai Mouraria roubam-te a jóia mais bela
A dona airosa capela que é teu brasão
Ai nunca mais há pelas ruas rosmaninho
Atapetar o caminho da procissão
Não faltam mais as matines engomadas
Chinelas afiambradas e as samarras
Ai mouraria vão levar pra outro lado
Nossa senhora do fado e das guitarras
Padroeira dos corações fadistas
Nas vielas bairristas eras a luz da vida
A teus pés a pinóia do fado
Chorando o seu pecado
Rezava arrependida
Virgem santa Senhora da saúde
Os homens de alma rude
Roubam-te á Mouraria
Santa virgem sem o teu lindo altar
Onde é que há-de ir rezar
Uma Rosa Maria
Ai Mouraria vai-se-te a graça o encanto
Desse divino recanto da padroeira
Ó pecadora dai-lhe ao menos o desvelo
Dum oratório singelo na Amendoeira
Pra que as fadistas daqui e do Capelão
Tenham amparo e perdão na sua dor
Pra que as guitarras da moirama sonhadora
Rezam a nossa senhora canções de amor
Padroeira dos corações fadistas
Nas vielas bairristas eras a luz da vida
A teus pés a pinóia do fado
Chorando o seu pecado
Rezava arrependida
Virgem santa Senhora da saúde
Os homens de alma rude
Roubam-te á Mouraria
Santa virgem sem o teu lindo altar
Onde é que há-de ir rezar
Uma Rosa Maria
VERDES ANOS
MINHA MÃE ( )
MINHA MÃE
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
Quem não tem mãe não tem nada
Quem a perde é pobrezinho
Ó minha mãe minha mãe
Onde estás que eu estou sozinho
Estou sozinho no mar alto
Sem medo á noite cerrada
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
MINHA MÃE
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
Quem não tem mãe não tem nada
Quem a perde é pobrezinho
Ó minha mãe minha mãe
Onde estás que eu estou sozinho
Estou sozinho no mar alto
Sem medo á noite cerrada
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
CARLOS ZEL
QUE OS MEUS AMIGOS ME CANTEM ( )
QUE OS MEUS AMIGOS ME CANTEM
Quando eu morrer que o meu corpo
Vá sobre as ondas do mar
Que um poeta quando morto
Já não pode naufragar
Que os meus amigos me cantem
Uma canção de embalar
E gaivotas me transportem
Por sobre as ondas do mar
Que uma flor seja atirada
Sobre o meu corpo dormente
Que uma flor incendiada
Só não queima quem não sente
Que se acabe em cada porto
O medo de cada olhar
Que um poeta que está morto
Vai sobre as ondas do mar
QUE OS MEUS AMIGOS ME CANTEM
Quando eu morrer que o meu corpo
Vá sobre as ondas do mar
Que um poeta quando morto
Já não pode naufragar
Que os meus amigos me cantem
Uma canção de embalar
E gaivotas me transportem
Por sobre as ondas do mar
Que uma flor seja atirada
Sobre o meu corpo dormente
Que uma flor incendiada
Só não queima quem não sente
Que se acabe em cada porto
O medo de cada olhar
Que um poeta que está morto
Vai sobre as ondas do mar
CARLOS RAMOS
TORRE DE BELÉM ( )
TORRE DE BELÉM
Velha torre de Belém
Padrão de estilo invulgar
Onde Portugal contém
Toda a história de além-mar
Nas tuas pedras singelas
A glória gravou bem fundo
A rota das caravelas
Que deram mundos ao mundo
E nas pedras rendilhadas
Floriu a rosa-dos-ventos
Que acompanhou as cruzadas
E os grandes descobrimentos
Sentinela vigilante
Teu nome no mundo inteiro
Recorda o tempo distante
De Portugal marinheiro
Foi de Belém que partiram
Quando mar era um mistério
Essas naus que descobriram
As terras do nosso império
Velha torre de Belém
Padrão de estilo invulgar
Onde Portugal contém
Toda a história de além-mar
TORRE DE BELÉM
Velha torre de Belém
Padrão de estilo invulgar
Onde Portugal contém
Toda a história de além-mar
Nas tuas pedras singelas
A glória gravou bem fundo
A rota das caravelas
Que deram mundos ao mundo
E nas pedras rendilhadas
Floriu a rosa-dos-ventos
Que acompanhou as cruzadas
E os grandes descobrimentos
Sentinela vigilante
Teu nome no mundo inteiro
Recorda o tempo distante
De Portugal marinheiro
Foi de Belém que partiram
Quando mar era um mistério
Essas naus que descobriram
As terras do nosso império
Velha torre de Belém
Padrão de estilo invulgar
Onde Portugal contém
Toda a história de além-mar
sexta-feira, 23 de abril de 2010
FILOMENO SILVA
UM LEVE GOSTO A PECADO (Manuel Carvalho / Fado Franclim)
UM LEVE GOSTO A PECADO
És na vida a minha sina
Tu és um sonho de deus
Que minha alma ilumina
E alegra os olhos meus
O teu olhar meigo e doce
Duma doçura divina
E mesmo que assim não fosse
És na vida a minha sina
Um leve gosto a pecado
Têm teus lábios nos meus
Tu és na vida o meu fado
Tu és um sonho de deus
O teu corpo me seduz
E tudo em ti me fascina
Meu amor tu és a luz
Que minha alma ilumina
Não passo um dia sem dar
De beber aos lábios teus
Nasce luz no teu olhar
E alegra os olhos meus
UM LEVE GOSTO A PECADO
És na vida a minha sina
Tu és um sonho de deus
Que minha alma ilumina
E alegra os olhos meus
O teu olhar meigo e doce
Duma doçura divina
E mesmo que assim não fosse
És na vida a minha sina
Um leve gosto a pecado
Têm teus lábios nos meus
Tu és na vida o meu fado
Tu és um sonho de deus
O teu corpo me seduz
E tudo em ti me fascina
Meu amor tu és a luz
Que minha alma ilumina
Não passo um dia sem dar
De beber aos lábios teus
Nasce luz no teu olhar
E alegra os olhos meus
LINA SARDINHA
OS MEUS OLHOS SÃO DOIS CÍRIOS ( )
OS MEUS OLHOS SÃO DOIS CÍRIOS
Os meus olhos são dois círios
Dando luz triste ao rosto
Marcados pelos martírios
Da saudade e do desgosto
Quando oiço bater trindades
Que a tarde já vai no fim
Eu peço às suas saudades
Um padre-nosso por mim
Mas não sabes fazer preces
Não tens saudade nem pranto
Porque é que tu me aborreces
Porque é que eu te quero tanto
Mas para meu desespero
Como as nuvens que andam altas
Todos os dias te espero
Todos os dias me faltas
OS MEUS OLHOS SÃO DOIS CÍRIOS
Os meus olhos são dois círios
Dando luz triste ao rosto
Marcados pelos martírios
Da saudade e do desgosto
Quando oiço bater trindades
Que a tarde já vai no fim
Eu peço às suas saudades
Um padre-nosso por mim
Mas não sabes fazer preces
Não tens saudade nem pranto
Porque é que tu me aborreces
Porque é que eu te quero tanto
Mas para meu desespero
Como as nuvens que andam altas
Todos os dias te espero
Todos os dias me faltas
MIGUEL SILVA
A MELHOR DE TODAS ( Carlos Conde / Miguel Ramos)
A MELHOR DE TODAS
Apesar de na vida em que me iludo
A paixão ser um pouco de estranhar,
Eu tive uma mulher que me deu tudo
O que na vida mais se pode dar!
Furtou-me ao caminho desvairado
Onde as vidas sem norma se consomem,
E aconselhou-me sempre a ser honrado
A virtude maior que tem o homem!
Nunca me abandonou nas incertezas
Que fazem apressar os nossos dias,
Chorou sempre comigo nas tristezas
P’ra comigo sorrir nas alegrias!
Deu-me beijos sem fim de amor sem par
Numa ardência profunda e altaneira,
E nunca precisou p’ra me beijar
De saber quanto eu tinha na carteira!
Essa mulher de um bem nobre e profundo
Como outro amor não tive em mais ninguém,
Era a mulher mais rica deste mundo
A mais rica por ser a minha mãe!
A MELHOR DE TODAS
Apesar de na vida em que me iludo
A paixão ser um pouco de estranhar,
Eu tive uma mulher que me deu tudo
O que na vida mais se pode dar!
Furtou-me ao caminho desvairado
Onde as vidas sem norma se consomem,
E aconselhou-me sempre a ser honrado
A virtude maior que tem o homem!
Nunca me abandonou nas incertezas
Que fazem apressar os nossos dias,
Chorou sempre comigo nas tristezas
P’ra comigo sorrir nas alegrias!
Deu-me beijos sem fim de amor sem par
Numa ardência profunda e altaneira,
E nunca precisou p’ra me beijar
De saber quanto eu tinha na carteira!
Essa mulher de um bem nobre e profundo
Como outro amor não tive em mais ninguém,
Era a mulher mais rica deste mundo
A mais rica por ser a minha mãe!
CILA D'AIRE
LENDA DO MAR ( Carlos Conde / )
LENDA DO MAR
Fui ouvir a voz do mar
Feito de sonho e de lenda
Vi morrer ondas na areia
Mas deixando a praia cheia
De filigranas de renda
Vou ouvir no cantar das ondas
Um caso de amor profundo
Dois noivos que em sobressalto
Foram noivar no mar alto
Longe das bocas do mundo
Uniram-se eternamente
Num fervor apaixonado
E a noiva em ultima prece
Pediu que o mar lhe tecesse
O fino véu do noivado
O mar prometeu que sim
Por estranho que pareça
E as ondas com alegria
Trabalham noite e dia
Para cumprir a promessa
Trabalham e vão morrendo
Morrendo sempre a cantar
Para não fugir á lenda
Deixam recortes de renda
Na areia branca do mar
LENDA DO MAR
Fui ouvir a voz do mar
Feito de sonho e de lenda
Vi morrer ondas na areia
Mas deixando a praia cheia
De filigranas de renda
Vou ouvir no cantar das ondas
Um caso de amor profundo
Dois noivos que em sobressalto
Foram noivar no mar alto
Longe das bocas do mundo
Uniram-se eternamente
Num fervor apaixonado
E a noiva em ultima prece
Pediu que o mar lhe tecesse
O fino véu do noivado
O mar prometeu que sim
Por estranho que pareça
E as ondas com alegria
Trabalham noite e dia
Para cumprir a promessa
Trabalham e vão morrendo
Morrendo sempre a cantar
Para não fugir á lenda
Deixam recortes de renda
Na areia branca do mar
DUARTE
FADO NOVEMBRO (Duarte / Fado meno)
FADO NOVEMBRO
Trago em todos os meus fados
Um não sei que de saudade
Corações danificados
E dias sem ter vontade
Trago em todos os meus fados
Um não sei quê de saudade
Trago em todos os meus fados
Aquela melancolia
De quem anda sem cuidados
De fazer de noite os dias
Trago em todos os meus fados
Aquela melancolia
Faço coisas que não digo
Digo coisas que não faço
Às vezes fado é castigo
Outras vezes é cansaço
Faço coisas que não digo
Digo coisas que não faço
Por cada fado que canto
Pago uma noite perdida
Mas se eu perdesse este canto
Perdia também a vida
Mas se eu perdesse este canto
Perdia também a vida
FADO NOVEMBRO
Trago em todos os meus fados
Um não sei que de saudade
Corações danificados
E dias sem ter vontade
Trago em todos os meus fados
Um não sei quê de saudade
Trago em todos os meus fados
Aquela melancolia
De quem anda sem cuidados
De fazer de noite os dias
Trago em todos os meus fados
Aquela melancolia
Faço coisas que não digo
Digo coisas que não faço
Às vezes fado é castigo
Outras vezes é cansaço
Faço coisas que não digo
Digo coisas que não faço
Por cada fado que canto
Pago uma noite perdida
Mas se eu perdesse este canto
Perdia também a vida
Mas se eu perdesse este canto
Perdia também a vida
quarta-feira, 14 de abril de 2010
CARLOS RAMOS
O TEU OLHAR
Letra: Fernando Farinha / Música: Carlos Ramos
O TEU OLHAR
Desde que vi os teus olhos
Tenho o meu fado marcado
Meu fado são os teus olhos
Teus olhos são o meu fado
Teus olhos meninos tontos
Dentro de mim estão brincando
Se ergo os meus olhos um pouco
Vejo os teus olhos dançando
Eu quis cantar ao teu olhar que me encantou
Pois nele achei como não sei inspiração
Foi o calor dum olhar teu que me prendeu
E desde então o teu olhar é a razão desta paixão
Todas as minhas canções
Vivem do teu lindo olhar
Quando não olhas p’ra mim
Já eu não posso cantar
Teus olhos são dois poetas
De grande imaginação
Foram eles que ditaram
Os versos desta canção
Eu quis cantar ao teu olhar que me encantou
Pois nele achei como não sei inspiração
Foi o calor dum olhar teu que me prendeu
E desde então o teu olhar é a razão desta paixão
Letra: Fernando Farinha / Música: Carlos Ramos
O TEU OLHAR
Desde que vi os teus olhos
Tenho o meu fado marcado
Meu fado são os teus olhos
Teus olhos são o meu fado
Teus olhos meninos tontos
Dentro de mim estão brincando
Se ergo os meus olhos um pouco
Vejo os teus olhos dançando
Eu quis cantar ao teu olhar que me encantou
Pois nele achei como não sei inspiração
Foi o calor dum olhar teu que me prendeu
E desde então o teu olhar é a razão desta paixão
Todas as minhas canções
Vivem do teu lindo olhar
Quando não olhas p’ra mim
Já eu não posso cantar
Teus olhos são dois poetas
De grande imaginação
Foram eles que ditaram
Os versos desta canção
Eu quis cantar ao teu olhar que me encantou
Pois nele achei como não sei inspiração
Foi o calor dum olhar teu que me prendeu
E desde então o teu olhar é a razão desta paixão
terça-feira, 13 de abril de 2010
MARIA SILVA
FADO ANTIGO ( )
FADO ANTIGO
Toda a mulher que for mãe
Tem este penar profundo
Ter filhos e não saber
O que eles serão no mundo
Dizem que amar é sofrer
Não o nego assim será
Mas bem ditoso sofrimento
Que tanto prazer nos dá
Quem ama muito padece
Lá diz um ditado antigo
Há quem ame e não parece
Porque guarda a dor consigo
FADO ANTIGO
Toda a mulher que for mãe
Tem este penar profundo
Ter filhos e não saber
O que eles serão no mundo
Dizem que amar é sofrer
Não o nego assim será
Mas bem ditoso sofrimento
Que tanto prazer nos dá
Quem ama muito padece
Lá diz um ditado antigo
Há quem ame e não parece
Porque guarda a dor consigo
SUSANA LOPES
MEU PORTUGAL MEU AMOR (José Luis Gordo / José Fontes Rocha)
MEU PORTUGAL MEU AMOR
Ai meu país
De onde vens pra onde vais
Com tanta gente a fazer
Dos teus dias os meus ais
Ai meu país
Minha terra portuguesa
De Camões
Que tu tiveste
Pelo ventre da tristeza
Todos os dias te canto
Na condição de ser tua
Neste fado neste pranto
Eu por ti ainda canto
Descalça por qualquer rua
Não sei se te cante ou chore
Não sei se te grite um dia
Que na força deste canto
Rasgo a alma e digo em pranto
Que eu por ti ainda morria
Ai meu país
Que trazes nos olhos fado
Desse rei que não voltou
Ao seu povo desejado
Na minha boca
Trago sempre o teu sabor
Por isso te canto e digo
Meu Portugal meu amor
MEU PORTUGAL MEU AMOR
Ai meu país
De onde vens pra onde vais
Com tanta gente a fazer
Dos teus dias os meus ais
Ai meu país
Minha terra portuguesa
De Camões
Que tu tiveste
Pelo ventre da tristeza
Todos os dias te canto
Na condição de ser tua
Neste fado neste pranto
Eu por ti ainda canto
Descalça por qualquer rua
Não sei se te cante ou chore
Não sei se te grite um dia
Que na força deste canto
Rasgo a alma e digo em pranto
Que eu por ti ainda morria
Ai meu país
Que trazes nos olhos fado
Desse rei que não voltou
Ao seu povo desejado
Na minha boca
Trago sempre o teu sabor
Por isso te canto e digo
Meu Portugal meu amor
MARIANA SILVA
E ASSIM NASCEU O FADO (Joaquim da Silva / José António Sabrosa)
E ASSIM NASCEU O FADO
Quando deus formou as rosas
Neste país encantado
Caiu uma e desfolhou-se
E dela nasceu o fado
Não havia uma canção
Entre as canções amorosas
Que despertasse a paixão
Quando Deus formou as rosas
Mas quis o bom criador
Que uma lá do seu agrado
Fosse uma canção de amor
Neste país encantado
Ou por divina magia
Ou fosse lá pelo que fosse
Ao despontar certo dia
Caiu uma e desfolhou-se
Segundo a lenda nos narra
Foi disposta com cuidado
Nas cordas de uma guitarra
E dela nasceu o fado
E ASSIM NASCEU O FADO
Quando deus formou as rosas
Neste país encantado
Caiu uma e desfolhou-se
E dela nasceu o fado
Não havia uma canção
Entre as canções amorosas
Que despertasse a paixão
Quando Deus formou as rosas
Mas quis o bom criador
Que uma lá do seu agrado
Fosse uma canção de amor
Neste país encantado
Ou por divina magia
Ou fosse lá pelo que fosse
Ao despontar certo dia
Caiu uma e desfolhou-se
Segundo a lenda nos narra
Foi disposta com cuidado
Nas cordas de uma guitarra
E dela nasceu o fado
CIDÁLIA MEIRELES
FADO do filme "Os vizinhos do rés-do-chão"
FADO
Se esta vida continua
Por mais uns dias escassos
As pedras da minha rua
Já te conhecem os passos
E quando passas vê lá
Há tantas pedras no chão
Que escusas de vir p’ra cá
Com sete pedras na mão
Se pelo teu negro desdém
Ou por um desgosto choro
Choram as pedras também
Nesta rua aonde moro
Mas enfim se eu não for tua
Sempre tua até ao fim
Que as pedras da minha rua
Se levantem contra mim
FADO
Se esta vida continua
Por mais uns dias escassos
As pedras da minha rua
Já te conhecem os passos
E quando passas vê lá
Há tantas pedras no chão
Que escusas de vir p’ra cá
Com sete pedras na mão
Se pelo teu negro desdém
Ou por um desgosto choro
Choram as pedras também
Nesta rua aonde moro
Mas enfim se eu não for tua
Sempre tua até ao fim
Que as pedras da minha rua
Se levantem contra mim
CARLOS RAMOS
MARIA SARDENTA ( )
MARIA SARDENTA
Menina dos meus olhos
Maria sardenta
São tristes os teus olhos
Que dor te atormenta
Chamaram-te sardenta
É todo o teu desgosto
Não digas a ninguém
As sardas no teu rosto
Até te ficam bem
Na tua carne viva
Em vez de mil dores
Na tua carne viva
As sardas são flores
Alegra o teu sorriso
Não sejas pessimista
Não penses nisso mais
A gente prende a vista
Aonde vê sinais
Feliz seria se deixasses
Matar o meu desejo que me tenta
Beijar-te os mil sinais das faces
Maria sardenta
Não penses nisso mais
A gente prende a vista
Aonde vê sinais
Menina dos meus olhos
Maria sardenta
MARIA SARDENTA
Menina dos meus olhos
Maria sardenta
São tristes os teus olhos
Que dor te atormenta
Chamaram-te sardenta
É todo o teu desgosto
Não digas a ninguém
As sardas no teu rosto
Até te ficam bem
Na tua carne viva
Em vez de mil dores
Na tua carne viva
As sardas são flores
Alegra o teu sorriso
Não sejas pessimista
Não penses nisso mais
A gente prende a vista
Aonde vê sinais
Feliz seria se deixasses
Matar o meu desejo que me tenta
Beijar-te os mil sinais das faces
Maria sardenta
Não penses nisso mais
A gente prende a vista
Aonde vê sinais
Menina dos meus olhos
Maria sardenta
LINDA LEONARDO
CARA A CARA ( Tiago Torres / Carlos Gonçalves )
CARA Á CARA
Não sei o meu coração
Se fartou da condição
De bater só por bater
Se um segundo é uma hora
Desde que te foste embora
E eu não te voltei a ver
Oiço barulho na rua
Quando a saudade insinua
Que te tirei da cabeça
E és tu quem por lá anda
De olhos na minha varanda
Á espera que eu apareça
O tempo pára e ficamos cara a cara
Como alguém que se prepara
Para matar ou morrer
Mas a verdade é que vejo a eternidade
A desfazer a saudade
Que tu me deste a beber
Passam dias passam meses
Com sorrisos muitas vezes
Mas com lágrimas também
E o tempo vem de mansinho
E ao ver-me faz-me um carinho
Sorri mas não se detém
Quando já nem penso em ti
E julgo que já esqueci
O calor dos teus abraços
Por um acaso ou por sina
Vou a dobrar uma esquina
E tropeço nos teus passos
O tempo pára e ficamos cara a cara
Como alguém que se prepara
Para matar ou morrer
Mas a verdade é que vejo a eternidade
A desfazer a saudade
Que tu me deste a beber
CARA Á CARA
Não sei o meu coração
Se fartou da condição
De bater só por bater
Se um segundo é uma hora
Desde que te foste embora
E eu não te voltei a ver
Oiço barulho na rua
Quando a saudade insinua
Que te tirei da cabeça
E és tu quem por lá anda
De olhos na minha varanda
Á espera que eu apareça
O tempo pára e ficamos cara a cara
Como alguém que se prepara
Para matar ou morrer
Mas a verdade é que vejo a eternidade
A desfazer a saudade
Que tu me deste a beber
Passam dias passam meses
Com sorrisos muitas vezes
Mas com lágrimas também
E o tempo vem de mansinho
E ao ver-me faz-me um carinho
Sorri mas não se detém
Quando já nem penso em ti
E julgo que já esqueci
O calor dos teus abraços
Por um acaso ou por sina
Vou a dobrar uma esquina
E tropeço nos teus passos
O tempo pára e ficamos cara a cara
Como alguém que se prepara
Para matar ou morrer
Mas a verdade é que vejo a eternidade
A desfazer a saudade
Que tu me deste a beber
MARIANA SILVA
FADO MENOR ( )
FADO MENOR
Se eu de saudades morrer
Apalpa meu coração
Talvez eu torne a viver
Ao calor da tua mão
Estou cansada de esperar
E não te vejo aparecer
Não é p’rá admirar
Se eu de saudades morrer
Se após morta teres voltado
Em busca do meu perdão
Embora frio e parado
Apalpa meu coração
Se com tua mão fizeres
Meu coração aquecer
Num beijo que tu me deres
Talvez eu torne a viver
Então meu coração quente
Renascida paixão
Viverei eternamente
Ao calor da tua mão
FADO MENOR
Se eu de saudades morrer
Apalpa meu coração
Talvez eu torne a viver
Ao calor da tua mão
Estou cansada de esperar
E não te vejo aparecer
Não é p’rá admirar
Se eu de saudades morrer
Se após morta teres voltado
Em busca do meu perdão
Embora frio e parado
Apalpa meu coração
Se com tua mão fizeres
Meu coração aquecer
Num beijo que tu me deres
Talvez eu torne a viver
Então meu coração quente
Renascida paixão
Viverei eternamente
Ao calor da tua mão
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