PROCURA VÃ ( António Rocha / Fado Maria Rita )
PROCURA VÃ
Andei á tua procura
Na rua do esquecimento
Procurei mas não te vi
Nessa noite fria e escura
Ouvi apenas o vento
Que veio falar-me de ti
Não sei se o vento mentiu
Ou me disse com verdade
Coisas que nem adivinhas
Pois contou-me que te viu
Na travessa da saudade
E tinhas saudades minhas
Fui lá mas não vi ninguém
Apenas a voz do vento
Deixou-me triste e surpreso
Porque te viu com alguém
Nesse preciso momento
Junto ao beco do desprezo
Cansado de procurar-te
Ruas e ruas em vão
E tu sem nunca apareceres
Resolvi então esperar-te
No largo da solidão
Podes vir quando quiseres
Vamos tentar apresentar neste blogger uma grande gama de fados, antigos e modernos. Deixando assim o vídeo e a respectiva letra. Péta e Luísa
PEDIDOS DE OPINIÕES
Pedimos a quem nos visite!... que nos deixe a vossa opinião, utilizando o espaço das mensagens ou comentários, estamos empenhadas a 100% neste blogue.
Mas, gostávamos de saber se o mesmo, será do vosso agrado...Para nós é muito importante a vossa opinião.
Porque, este blogue, foi criado a pensar em si.
Um bem-haja para todos.....obrigado
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
MARINA MOTA
MEU NOME
MEU NOME
Com a guitarra e viola
E os seus dedilhadores
Eu vou me apresentar
Boa noite meus senhores
Eu sou do bairro de Alcântara
De grande tradição bem de moda
Gosto de cantar o fado
Meu nome é Marina Mota
Ando na escola a estudar
Com toda a dedicação
Mas o fado e a guitarra
Estão no meu coração
Certo dia ao serão
Pus-me a cantarolar
Imitando a viola
E a guitarra a trinar
Perdoem a ousadia
De eu me apresentar
Sou pequena mas com fé
O fado hei-de cantar
MEU NOME
Com a guitarra e viola
E os seus dedilhadores
Eu vou me apresentar
Boa noite meus senhores
Eu sou do bairro de Alcântara
De grande tradição bem de moda
Gosto de cantar o fado
Meu nome é Marina Mota
Ando na escola a estudar
Com toda a dedicação
Mas o fado e a guitarra
Estão no meu coração
Certo dia ao serão
Pus-me a cantarolar
Imitando a viola
E a guitarra a trinar
Perdoem a ousadia
De eu me apresentar
Sou pequena mas com fé
O fado hei-de cantar
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
TERESA TAROUCA
COMPANHEIRO ( Pedro Homem de Melo / Lima Brummom )
COMPANHEIRO
Negaram-lhe a luz
Negaram-lhe a água
Negaram-lhe o vinho
As rosas por pão
Meu único amigo
Meu único irmão
Não teve jazigo
Não teve caixão
E se encontrou cama
Onde ainda se deite
É porque a beleza
É feita de mágoa
Meu único amigo
Meu único irmão
Não teve jazigo
Não teve caixão
Embrulhou-o a lua
Em seu cobertor
Meu único amigo
Meu único amor
Não teve jazigo
Não teve caixão
Teve uma guitarra
O meu coração
COMPANHEIRO
Negaram-lhe a luz
Negaram-lhe a água
Negaram-lhe o vinho
As rosas por pão
Meu único amigo
Meu único irmão
Não teve jazigo
Não teve caixão
E se encontrou cama
Onde ainda se deite
É porque a beleza
É feita de mágoa
Meu único amigo
Meu único irmão
Não teve jazigo
Não teve caixão
Embrulhou-o a lua
Em seu cobertor
Meu único amigo
Meu único amor
Não teve jazigo
Não teve caixão
Teve uma guitarra
O meu coração
JOSÉ MANUEL BARRETO
DÁDIVA ( Teresa Tarouca / Armando Machado )
DÁDIVA
Se morrer a descansar
Eu peço a Deus a cantar
Que me deixe adormecer
Mas se vir o teu olhar
Eu peço a Deus p’ra esperar
E não me deixar morrer
Põe a tua mão na minha
Olha p’ra mim e caminha
Quero ser a tua luz
Quero seguir os teus passos
Dar-te o meu corpo em abraços
E levar a tua cruz
Põe no teu olhar a esperança
Faz de mim nova criança
Acende luar no céu
Põe a tua mão na minha
Sorri para mim e caminha
Que o teu caminho é o meu
DÁDIVA
Se morrer a descansar
Eu peço a Deus a cantar
Que me deixe adormecer
Mas se vir o teu olhar
Eu peço a Deus p’ra esperar
E não me deixar morrer
Põe a tua mão na minha
Olha p’ra mim e caminha
Quero ser a tua luz
Quero seguir os teus passos
Dar-te o meu corpo em abraços
E levar a tua cruz
Põe no teu olhar a esperança
Faz de mim nova criança
Acende luar no céu
Põe a tua mão na minha
Sorri para mim e caminha
Que o teu caminho é o meu
RICARDO RIBEIRO
A MINHA ORAÇÃO ( João Black / Mário Rainho )
A MINHA ORAÇÃO
Não fui menino de coro
Nunca aprendi a rezar
Mas aprendi este choro
Que a vida me soube dar
Esta mágoa na garganta
Com que canto os meus revezes
Diz o povo que quem canta
Reza sempre duas vezes
Cada verso uma oração
Um padre-nosso rezado
E na minha confissão
Vão as rimas do meu fado
Nunca aprendi a rezar
A erguer as mãos aos céus
Mas eu sinto que ao cantar
Estou a conversar com Deus
A MINHA ORAÇÃO
Não fui menino de coro
Nunca aprendi a rezar
Mas aprendi este choro
Que a vida me soube dar
Esta mágoa na garganta
Com que canto os meus revezes
Diz o povo que quem canta
Reza sempre duas vezes
Cada verso uma oração
Um padre-nosso rezado
E na minha confissão
Vão as rimas do meu fado
Nunca aprendi a rezar
A erguer as mãos aos céus
Mas eu sinto que ao cantar
Estou a conversar com Deus
JENYFER RAINHO
MEU AMOR NÃO VALE A PENA ( Almeida Santos / Fado Acácio )
MEU AMOR NÃO VALE A PENA
Meu amor não vale a pena
Teres dó do meu coração
E fingires falsa ternura
Quando a sorte nos condena
Ao amor da solidão
Atraiçoa-lo é loucura
Solidão é toda a gente
É cada olhar cada rosto
Que mora onde a gente mora
Viver a vida de frente
Achar prazer no desgosto
Chorar ao pé de quem chora
È cada pobre que pede
É Guitarra abandonada
Á espera de melodias
É cada boca, cada boca com sede
É tudo dentro do nada
Que preenche os nossos dias
Não te ter e sempre ter-te
Julgar que ainda te tenho
Sabendo que te perdi
É ganhar-te no perder-te
Ter perdido o que mantenho
Ter-te sem esperar por ti
MEU AMOR NÃO VALE A PENA
Meu amor não vale a pena
Teres dó do meu coração
E fingires falsa ternura
Quando a sorte nos condena
Ao amor da solidão
Atraiçoa-lo é loucura
Solidão é toda a gente
É cada olhar cada rosto
Que mora onde a gente mora
Viver a vida de frente
Achar prazer no desgosto
Chorar ao pé de quem chora
È cada pobre que pede
É Guitarra abandonada
Á espera de melodias
É cada boca, cada boca com sede
É tudo dentro do nada
Que preenche os nossos dias
Não te ter e sempre ter-te
Julgar que ainda te tenho
Sabendo que te perdi
É ganhar-te no perder-te
Ter perdido o que mantenho
Ter-te sem esperar por ti
MARINA MOTA
O FADO NÃO É CASTIGO
O FADO NÃO É CASTIGO
O fado um dia nasceu
Pra ser eterno Deus quis
Quem diz que o fado morreu
Não sabe aquilo que diz
Oh guitarra minha amiga
Teu mavioso trinar
Põe-me tão entristecida
Penso que estás a chorar
O fado não é castigo
O fado é alma a vibrar
Ele anda sempre comigo
Pois eu nasci pra cantar
Se foi Deus que assim o quis
Até quando Deus quiser
Canto o fado eu sou feliz
A vida dá-me prazer
Com a maior devoção
Toda a vida o hei-de amar
Porque o fado é oração
Que eu vou rezando a cantar
O FADO NÃO É CASTIGO
O fado um dia nasceu
Pra ser eterno Deus quis
Quem diz que o fado morreu
Não sabe aquilo que diz
Oh guitarra minha amiga
Teu mavioso trinar
Põe-me tão entristecida
Penso que estás a chorar
O fado não é castigo
O fado é alma a vibrar
Ele anda sempre comigo
Pois eu nasci pra cantar
Se foi Deus que assim o quis
Até quando Deus quiser
Canto o fado eu sou feliz
A vida dá-me prazer
Com a maior devoção
Toda a vida o hei-de amar
Porque o fado é oração
Que eu vou rezando a cantar
JOSÉ GEADAS
CANTAR A MEU JEITO (excerto)& MEU ALENTEJO TÃO QUERIDO ( Manuel Rodrigues / Estrela Meirinho )
CANTAR A MEU JEITO & MEU ALENTEJO TÃO QUERIDO
Vou cantar o fado
Que tanto me abraça
O fado é mistério, é triste e vadio
Mas também tem graça
Quero ser fadista cantar a meu jeito
Quando piso o palco
Sinto o coração a bater no peito
MEU ALENTEJO TAO QUERIDO
Meu Alentejo tão querido
Eu aqui tenho crescido
Não sabes como eu te amo
Levo-te pra todo o lado
Gosto de cantar o fado
Com sotaque alentejano
Adoro poder brincar
De correr e de saltar
Sempre sempre de campo aberto
Em perfeita harmonia
A viver esta alegria
Tenho o meu irmão por perto
Aqui o sol é o meu lume
As flores têm mais perfume
As estrelas mais brilhantes
Passarinhos a cantar
O regato a murmurar
Os campos mais verdejantes
Eu adoro a natureza
Com toda esta beleza
De ficar inebriado
É tudo isto que eu amo
Com sotaque alentejano
Gosto de cantar o fado
CANTAR A MEU JEITO & MEU ALENTEJO TÃO QUERIDO
Vou cantar o fado
Que tanto me abraça
O fado é mistério, é triste e vadio
Mas também tem graça
Quero ser fadista cantar a meu jeito
Quando piso o palco
Sinto o coração a bater no peito
MEU ALENTEJO TAO QUERIDO
Meu Alentejo tão querido
Eu aqui tenho crescido
Não sabes como eu te amo
Levo-te pra todo o lado
Gosto de cantar o fado
Com sotaque alentejano
Adoro poder brincar
De correr e de saltar
Sempre sempre de campo aberto
Em perfeita harmonia
A viver esta alegria
Tenho o meu irmão por perto
Aqui o sol é o meu lume
As flores têm mais perfume
As estrelas mais brilhantes
Passarinhos a cantar
O regato a murmurar
Os campos mais verdejantes
Eu adoro a natureza
Com toda esta beleza
De ficar inebriado
É tudo isto que eu amo
Com sotaque alentejano
Gosto de cantar o fado
ANTÓNIO ROCHA
A MINHA ESTRELA ( Conde Sobral / )
A MINHA ESTRELA
No azul silento do céu
Brilha uma estrela sozinha
Concerteza que é a minha
Tão sozinha como eu
Já farto de mendigar
A esmola de um olhar teu
Fui meus olhos repousar
No azul silento do céu
No firmamento sem fim
Que a mão de Deus acarinha
Talvez com pena de mim
Brilha uma estrela sozinha
A sua luz lembra bem
A que dos teus olhos vinha
Mas a constância que tem
Concerteza que é a minha
Passo as noites a revê-la
Na graça que Deus me deu
Ando preso a essa estrela
Tão sozinha como eu
A MINHA ESTRELA
No azul silento do céu
Brilha uma estrela sozinha
Concerteza que é a minha
Tão sozinha como eu
Já farto de mendigar
A esmola de um olhar teu
Fui meus olhos repousar
No azul silento do céu
No firmamento sem fim
Que a mão de Deus acarinha
Talvez com pena de mim
Brilha uma estrela sozinha
A sua luz lembra bem
A que dos teus olhos vinha
Mas a constância que tem
Concerteza que é a minha
Passo as noites a revê-la
Na graça que Deus me deu
Ando preso a essa estrela
Tão sozinha como eu
LINDA LEONARDO
MISTÉRIO DE FADO (Carlos Baleia / Marino de Freitas )
MISTÉRIO DE FADO
Há um mistério qualquer
Que ninguém sabe entender
Á tua volta Lisboa
Um segredo de mulher
Que nunca diz o que quer
Silencio que se perdoa
Talvez saudades de amante
Que assim te põem distante
E calam a tua dor
Ou talvez a cada instante
Num silêncio provocante
Recorde as noites de amor
Depois do sol se deitar
Quando a lua já brilhar
Com a guitarra a teu lado
A tua voz ó cidade
Num mistério de saudade
Confessar-se- á num fado
MISTÉRIO DE FADO
Há um mistério qualquer
Que ninguém sabe entender
Á tua volta Lisboa
Um segredo de mulher
Que nunca diz o que quer
Silencio que se perdoa
Talvez saudades de amante
Que assim te põem distante
E calam a tua dor
Ou talvez a cada instante
Num silêncio provocante
Recorde as noites de amor
Depois do sol se deitar
Quando a lua já brilhar
Com a guitarra a teu lado
A tua voz ó cidade
Num mistério de saudade
Confessar-se- á num fado
CÉSAR MORGADO
IMIGRANTE
IMIGRANTE
Longe da sua terra o imigrante
Desde o que nada tem ao que venceu
Recorda com saudade a todo o instante
A casinha singela onde nasceu
Revê a sua aldeia tão branquinha
Sem ódios sem invejas nem vaidades
Recorda a voz dos sinos da ermidinha
Na terna sinfonia das trindades
Lembrando o que deixou o seu peito encerra
Um misto de amargura e de ansiedade
E mesmo as coisas más da sua terra
Hoje são para ele uma saudade
Quando voltar que deus lhe de o gosto
Beijar sua mãezinha com ternura
Quer tê-la nos seus braços ver-lhe o rosto
E não deitar flores na sepultura
IMIGRANTE
Longe da sua terra o imigrante
Desde o que nada tem ao que venceu
Recorda com saudade a todo o instante
A casinha singela onde nasceu
Revê a sua aldeia tão branquinha
Sem ódios sem invejas nem vaidades
Recorda a voz dos sinos da ermidinha
Na terna sinfonia das trindades
Lembrando o que deixou o seu peito encerra
Um misto de amargura e de ansiedade
E mesmo as coisas más da sua terra
Hoje são para ele uma saudade
Quando voltar que deus lhe de o gosto
Beijar sua mãezinha com ternura
Quer tê-la nos seus braços ver-lhe o rosto
E não deitar flores na sepultura
CELESTE RODRIGUES
VELHAS SOMBRAS ( António Sousa Freitas / M. Nóbrega e Sousa )
VELHAS SOMBRAS
Por toda a vida as sombras passam
Num rumo igual a outro rumo
As sombras vão e não se abraçam
E as vidas são nuvens e fumo
Assim eu passo também
Meus dias meus anos
Num sonho antigo que tem
Tristezas enganos
E so dou por mim agora
Meu amor a cantar aquele dia
Estranho dia estranha hora
Das velhas sombras tão sombrias
Amar-te é como o amor responde
Ao seu apelo ao seu cantar
E trás as sombras em que esconde
A tua sombra o teu olhar
VELHAS SOMBRAS
Por toda a vida as sombras passam
Num rumo igual a outro rumo
As sombras vão e não se abraçam
E as vidas são nuvens e fumo
Assim eu passo também
Meus dias meus anos
Num sonho antigo que tem
Tristezas enganos
E so dou por mim agora
Meu amor a cantar aquele dia
Estranho dia estranha hora
Das velhas sombras tão sombrias
Amar-te é como o amor responde
Ao seu apelo ao seu cantar
E trás as sombras em que esconde
A tua sombra o teu olhar
AMÁLIA RODRIGUES
AMOR SEM CASA ( D.R. / Alain Oulman )
AMOR SEM CASA
O amor sem rosto o amor sem casa
Pássaro pequeno de asa tão leve
De asa tão leve pra onde me levas
O amor sem casa o amor sem tréguas
O amor sem tréguas o amor sem guerras
Asa sem destino pra onde me levas
Pra onde me levas deixai-me ficar
Não quero amanha hora de chegar
Hora de chegar a lugar nenhum
Não sou de ninguém deixai-me ficar
Deixai-me ficar não sei porque vim
Deixai-me partir não sei porque vou
Não sei porque vou que vento me leva
O amor sem rosto o amor sem tréguas
Não sei onde vou que sopro me arrasta
O amor sem rosto o amor sem casa
AMOR SEM CASA
O amor sem rosto o amor sem casa
Pássaro pequeno de asa tão leve
De asa tão leve pra onde me levas
O amor sem casa o amor sem tréguas
O amor sem tréguas o amor sem guerras
Asa sem destino pra onde me levas
Pra onde me levas deixai-me ficar
Não quero amanha hora de chegar
Hora de chegar a lugar nenhum
Não sou de ninguém deixai-me ficar
Deixai-me ficar não sei porque vim
Deixai-me partir não sei porque vou
Não sei porque vou que vento me leva
O amor sem rosto o amor sem tréguas
Não sei onde vou que sopro me arrasta
O amor sem rosto o amor sem casa
ISABEL DE OLIVEIRA
CRUZ DE GUERRA ( Armando Neves / Miguel Ramos )
CRUZ DE GUERRA
Quando vieram dizer á pobre mãe
Que o filho tinha morrido lá na guerra
Ela ajoelhou a tremer sentindo bem
O desgosto mais dorido que há na terra
Trouxeram-lhe a cruz de guerra de seu filho
Como valente soldado a merecera
E sobre ela a mãe poisou o olhar sem brilho
Recordado o filho amado que perdera
Na cruz de guerra pegou como quem recebe
Um reconforto divino que sonhava
Com ternura a colocou serenamente
No berço em que pequenino o embalava
Pobre mãe santa do céu em pleno inferno
Pôs-se a embalar o berço e a dizer
Dorme dorme filho meu o sono eterno
Como eterna é a minha dor de te perder
A a pobre mãe rematou neste contraste:
Dorme, dorme o sono eterno filho meu
Por causa da cruz de guerra que ganhaste
Quantas mães estão chorando como eu?
CRUZ DE GUERRA
Quando vieram dizer á pobre mãe
Que o filho tinha morrido lá na guerra
Ela ajoelhou a tremer sentindo bem
O desgosto mais dorido que há na terra
Trouxeram-lhe a cruz de guerra de seu filho
Como valente soldado a merecera
E sobre ela a mãe poisou o olhar sem brilho
Recordado o filho amado que perdera
Na cruz de guerra pegou como quem recebe
Um reconforto divino que sonhava
Com ternura a colocou serenamente
No berço em que pequenino o embalava
Pobre mãe santa do céu em pleno inferno
Pôs-se a embalar o berço e a dizer
Dorme dorme filho meu o sono eterno
Como eterna é a minha dor de te perder
A a pobre mãe rematou neste contraste:
Dorme, dorme o sono eterno filho meu
Por causa da cruz de guerra que ganhaste
Quantas mães estão chorando como eu?
ANTÓNIO MENANO
MENINA E MOÇA (?)
MENINA E MOÇA
É preciso ter sofrido
E ter-se de amor chorado
Pra se entender o sentido
Que há na tristeza do fado
Numa noite de luar
Sob um céu doce e calado
Nada se pode igualar
Á mágoa de um triste fado
MENINA E MOÇA
É preciso ter sofrido
E ter-se de amor chorado
Pra se entender o sentido
Que há na tristeza do fado
Numa noite de luar
Sob um céu doce e calado
Nada se pode igualar
Á mágoa de um triste fado
terça-feira, 16 de novembro de 2010
CELESTE RODRIGUES
JÁ ERA TARDE ( )
JÁ ERA TARDE
Já era tarde quando o fado conheci
E sem alarde quis falar-lhe da saudade
Mas na verdade pra me lembrar de ti
Do grande amor que perdi
Era tarde, muito tarde
Pedi ao fado que me desse outro caminho
Ficasse ele com a saudade
Que eu queria ficar sozinha
Ele respondeu que o pedido era escusado
Porque o fado e a saudade andavam de braço dado
JÁ ERA TARDE
Já era tarde quando o fado conheci
E sem alarde quis falar-lhe da saudade
Mas na verdade pra me lembrar de ti
Do grande amor que perdi
Era tarde, muito tarde
Pedi ao fado que me desse outro caminho
Ficasse ele com a saudade
Que eu queria ficar sozinha
Ele respondeu que o pedido era escusado
Porque o fado e a saudade andavam de braço dado
CÉSAR MORGADO
SAUDADE ( F. Brito / C. Morgado )
SAUDADE
Melhor do que ninguém me pode dar
O afecto o amor que necessito
Tão linda esta palavra amar
Como o nome de mãe é tão bonito
O afecto é o símbolo da amizade
Feliz aquele ser que o encontrar
Mas tu oh minha mãe dás-me saudade
Saudades que só me fazem chorar
Tua ausência mãezinha me tortura
Já não há quem me possa acarinhar
Vem pra junto de mim que a vida é dura
Pois tu só tu me sabes confortar
Por tal razão desejo ardentemente
Beijar o teu rosto imaculado
Mãezinha vem não queiras estar ausente
Abraçar o teu sacrificado
Julgando estar por ti abandonado
Será cruel destino ou sorte minha
Vem confortar teu filho já cansado
Que só te quer a ti querida mãezinha
SAUDADE
Melhor do que ninguém me pode dar
O afecto o amor que necessito
Tão linda esta palavra amar
Como o nome de mãe é tão bonito
O afecto é o símbolo da amizade
Feliz aquele ser que o encontrar
Mas tu oh minha mãe dás-me saudade
Saudades que só me fazem chorar
Tua ausência mãezinha me tortura
Já não há quem me possa acarinhar
Vem pra junto de mim que a vida é dura
Pois tu só tu me sabes confortar
Por tal razão desejo ardentemente
Beijar o teu rosto imaculado
Mãezinha vem não queiras estar ausente
Abraçar o teu sacrificado
Julgando estar por ti abandonado
Será cruel destino ou sorte minha
Vem confortar teu filho já cansado
Que só te quer a ti querida mãezinha
CUCA ROSETA
TORTURA ( Mário Pacheco / Florbela Espanca )
TORTURA
Tirar dentro do peito a emoção
A lúcida verdade o sentimento
E ser depois de vir do coração
Um punhado de cinzas esparso ao vento
Sonhar um verso de alto pensamento
E puro como um ritmo de oração
E ser depois de vir do coração
O pó o nada o sonho dum momento
São assim ocos rudes os meus versos
Rimas perdidas vendavais dispersos
Com que eu iludo outros com que minto
Quem me dera encontrar o verso puro
O verso altivo e forte estranho e duro
Que dissesse a chorar isto que sinto
TORTURA
Tirar dentro do peito a emoção
A lúcida verdade o sentimento
E ser depois de vir do coração
Um punhado de cinzas esparso ao vento
Sonhar um verso de alto pensamento
E puro como um ritmo de oração
E ser depois de vir do coração
O pó o nada o sonho dum momento
São assim ocos rudes os meus versos
Rimas perdidas vendavais dispersos
Com que eu iludo outros com que minto
Quem me dera encontrar o verso puro
O verso altivo e forte estranho e duro
Que dissesse a chorar isto que sinto
CLARA
FADO PARA ESTA NOITE ( César Oliveira / Ferrer Trindade )
FADO PARA ESTA NOITE
Anda deitar-te fiz a cama de lavado
Cheira a alfazema o meu lençol alinhado
Pus almofadas com fitas de cor
Colcha de chita com barras de flores
E á cabeceira tenho um santo alumiado
Volta esta noite p’ra mim
Canto-te um fado no silêncio se quiseres
Mando um recado ao luar
Que se costuma deitar ao nosso lado
Pra não vir hoje se tu vieres
Estendo o meu xaile pra nos servir de coberta
E um solitário ao pé da janela aberta
Pus duas rosas que estão a atirar
Beijos vermelhos sem boca p’rós dar
Sem o teu corpo minha noite está deserta
Volta esta noite p’ra mim
Pois só é noite p’ra mim
Ser abraçada pelos teus braços atrevidos
Quero o teu corpo sadio neste meu leito vazio
De madrugada beijo os teus lábios Adormecidos
FADO PARA ESTA NOITE
Anda deitar-te fiz a cama de lavado
Cheira a alfazema o meu lençol alinhado
Pus almofadas com fitas de cor
Colcha de chita com barras de flores
E á cabeceira tenho um santo alumiado
Volta esta noite p’ra mim
Canto-te um fado no silêncio se quiseres
Mando um recado ao luar
Que se costuma deitar ao nosso lado
Pra não vir hoje se tu vieres
Estendo o meu xaile pra nos servir de coberta
E um solitário ao pé da janela aberta
Pus duas rosas que estão a atirar
Beijos vermelhos sem boca p’rós dar
Sem o teu corpo minha noite está deserta
Volta esta noite p’ra mim
Pois só é noite p’ra mim
Ser abraçada pelos teus braços atrevidos
Quero o teu corpo sadio neste meu leito vazio
De madrugada beijo os teus lábios Adormecidos
FRANCISCO STOFFEL
CANTO PARA NÃO CHORAR ( Manuel de Andrade / Fado Puxavante )
CANTO PARA NÃO CHORAR
Eu canto p’ra não chorar
Chorando canto também
Eu vivo só p’ra cantar
Toda a dor que a vida tem
Como uma prece diferente
Que aos pés de deus vá rezar
Cada um canta o que sente
Eu canto p’ra não chorar
E esta canção tão linda
Que me ensinou minha mãe
Cada vez que a lembro ainda
Chorando-a canto também
Comecei de pequenino
Este longo caminhar
Fiz do fado o meu destino
Eu vivo só p’ra cantar
Na minha voz dolorida
O fado retrata bem
As incertezas da vida
Toda a dor que a vida tem
CANTO PARA NÃO CHORAR
Eu canto p’ra não chorar
Chorando canto também
Eu vivo só p’ra cantar
Toda a dor que a vida tem
Como uma prece diferente
Que aos pés de deus vá rezar
Cada um canta o que sente
Eu canto p’ra não chorar
E esta canção tão linda
Que me ensinou minha mãe
Cada vez que a lembro ainda
Chorando-a canto também
Comecei de pequenino
Este longo caminhar
Fiz do fado o meu destino
Eu vivo só p’ra cantar
Na minha voz dolorida
O fado retrata bem
As incertezas da vida
Toda a dor que a vida tem
HÉLDER MOUTINHO
AO VELHO CANTOR ( Hélder Moutinho / DR Fado Menor )
AO VELHO CANTOR
Velho cantor do passado
Senhor que o fado abençoa
Imagem do velho fado
O velho fado em pessoa
Teus olhos negros, cansados
Cheios de dor e verdade
Trazem imagens de fados
De fados feitos saudade
Tua voz cansada e triste
Sempre cheia de ternura
Quer dizer que o fado existe
Na morada da loucura
E é tão louca a tua vida
Senhor que o fado abançoa
Mas é loucura sentida
O velho fado em pessoa
AO VELHO CANTOR
Velho cantor do passado
Senhor que o fado abençoa
Imagem do velho fado
O velho fado em pessoa
Teus olhos negros, cansados
Cheios de dor e verdade
Trazem imagens de fados
De fados feitos saudade
Tua voz cansada e triste
Sempre cheia de ternura
Quer dizer que o fado existe
Na morada da loucura
E é tão louca a tua vida
Senhor que o fado abançoa
Mas é loucura sentida
O velho fado em pessoa
ISILDA MIRANDA
BUZIOS ( Jorge Fernando )
BUZIOS
Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte
Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte
BUZIOS
Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte
Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte
TERESA TAROUCA
NÃO SOU FADISTA DE RAÇA ( T. Cavazini / Alfredo Marceneiro )
NAO SOU FADISTA DE RAÇA
Não sou fadista de raça
Não nasci no Capelão
Eu canto o fado que passa
Nas asas da tradição
Nunca usei negra chinela
Nem vesti saia de lista
Nunca entrei numa viela
Mas tenho raça fadista
Tirei suspiros ao vento
Olhei um pouco o passado
Busquei do mar o lamento
E fiz assim o meu fado
É este fado famoso
Que em noites enluaradas
O Conde de Vimioso
Tangia nas guitarradas
Era fidalgo de raça
E ficou na tradição
Cantando o fado que passa
Na Rua do Capelão
NAO SOU FADISTA DE RAÇA
Não sou fadista de raça
Não nasci no Capelão
Eu canto o fado que passa
Nas asas da tradição
Nunca usei negra chinela
Nem vesti saia de lista
Nunca entrei numa viela
Mas tenho raça fadista
Tirei suspiros ao vento
Olhei um pouco o passado
Busquei do mar o lamento
E fiz assim o meu fado
É este fado famoso
Que em noites enluaradas
O Conde de Vimioso
Tangia nas guitarradas
Era fidalgo de raça
E ficou na tradição
Cantando o fado que passa
Na Rua do Capelão
CRISTINA NAVARRO
AS TUAS MÃOS GUITARRISTA ( Maria Manuel Cid / Joaquim Campos da SIlva )
AS TUAS MÃOS GUITARRISTA
São tuas mãos guitarrista
Que as cordas fazem vibrar
Que me fizeram fadista
E não deixam que desista
Ao desejo de cantar
A guitarra quere-te tanto
Tem por ti tal afeição
Que te deu consentimento
Pra desvendares o tormento
Que arde no coraçao
Em teu peito tem guarida
Em tuas maos seu penar
Se tu não lhe desses vida
Ficava pra li esquecida
E não voltava a trinar
E se a tens abandonado
Não seria mais fadista
Mesmo que fosse cantado
Morria com ela o fado
Sem tuas maos guitarrista
AS TUAS MÃOS GUITARRISTA
São tuas mãos guitarrista
Que as cordas fazem vibrar
Que me fizeram fadista
E não deixam que desista
Ao desejo de cantar
A guitarra quere-te tanto
Tem por ti tal afeição
Que te deu consentimento
Pra desvendares o tormento
Que arde no coraçao
Em teu peito tem guarida
Em tuas maos seu penar
Se tu não lhe desses vida
Ficava pra li esquecida
E não voltava a trinar
E se a tens abandonado
Não seria mais fadista
Mesmo que fosse cantado
Morria com ela o fado
Sem tuas maos guitarrista
FERNANDO MAURICIO
DIZ-ME MÃE ( DR / Fernando Mauricio )
DIZ-ME MÃE
Tu não tens culpa mãe de eu ser só isto
Havia dois caminhos, o do diabo e o de Cristo
O terceiro inventei nele me perdi
Então criei sozinho um outro mundo, tão belo
Tão perfeito como as curvas suaves do teu peito
Que não vi.
Mãe, quero ser pequenino
Que os meus primeiros passos
Sejam iguais aos de menino
Saído dos teus braços sem ambição.
Tu não tens culpa mãe de eu ser só isto
Perdão.
Diz-me, diz-me, minha mãe
Na tristeza desta hora
Quantas dores eu te custei
E te dei, pela vida fora
Diz-me, se quando dormia
Nesse teu colo divino
A tua alma, não pedia
A Deus pelo teu ninho
Diz-me tu, que me geras-te
Meu vaso, minha raiz
Quantas lágrimas choras-te
Pelas loucuras que fiz
Todas as dores, do passado
E do presente também
Descansas, neste meu fado
Boa noite, minha mãe
DIZ-ME MÃE
Tu não tens culpa mãe de eu ser só isto
Havia dois caminhos, o do diabo e o de Cristo
O terceiro inventei nele me perdi
Então criei sozinho um outro mundo, tão belo
Tão perfeito como as curvas suaves do teu peito
Que não vi.
Mãe, quero ser pequenino
Que os meus primeiros passos
Sejam iguais aos de menino
Saído dos teus braços sem ambição.
Tu não tens culpa mãe de eu ser só isto
Perdão.
Diz-me, diz-me, minha mãe
Na tristeza desta hora
Quantas dores eu te custei
E te dei, pela vida fora
Diz-me, se quando dormia
Nesse teu colo divino
A tua alma, não pedia
A Deus pelo teu ninho
Diz-me tu, que me geras-te
Meu vaso, minha raiz
Quantas lágrimas choras-te
Pelas loucuras que fiz
Todas as dores, do passado
E do presente também
Descansas, neste meu fado
Boa noite, minha mãe
CÉSAR MORGADO
AMOR DE MÃE ( Miguel Ramos / César Morgado )
AMOR DE MÃE
És sempre para mim a mais bonita
Apesar de enrugado esse teu rosto
Serás até morrer mãe infinita
Aquela sempre aquela que eu mais gosto
Apesar de velhinha podes crer
Gostar sempre de ti nada o evita
Nunca te trocarei por outra qualquer
És sempre para mim a mais bonita
Frases puras do amor que tanto zelo
Como o dever dum filho honrar tal posto
Assim és para mim o ser mais belo
Apesar de enrugado esse teu rosto
De tantos sacrifícios teres passado
Só quem não sabe amar não acredita
Que a deusa dum amor puro e sagrado
Serás até morrer mãe infinita
De todas és para mim a mais querida
Apesar de outro amor que eu não desgosto
Assim és sempre tu pra toda a vida
Aquela sempre aquela que eu mais gosto
AMOR DE MÃE
És sempre para mim a mais bonita
Apesar de enrugado esse teu rosto
Serás até morrer mãe infinita
Aquela sempre aquela que eu mais gosto
Apesar de velhinha podes crer
Gostar sempre de ti nada o evita
Nunca te trocarei por outra qualquer
És sempre para mim a mais bonita
Frases puras do amor que tanto zelo
Como o dever dum filho honrar tal posto
Assim és para mim o ser mais belo
Apesar de enrugado esse teu rosto
De tantos sacrifícios teres passado
Só quem não sabe amar não acredita
Que a deusa dum amor puro e sagrado
Serás até morrer mãe infinita
De todas és para mim a mais querida
Apesar de outro amor que eu não desgosto
Assim és sempre tu pra toda a vida
Aquela sempre aquela que eu mais gosto
LIDIA RIBEIRO
AGORA É TARDE ( )
AGORA É TARDE
De tanto que te amei já não me interesso
Foi rasto que ficou sob a poeira
De tudo o que te dei nada te peço
Foi cinza que voou dessa fogueira
Pois nem sequer a dor de uma saudade
Guarda o calor de tal amor sem amizade
Agora é tarde pois acredita
Amor que morre não ressuscita
Nada te presta minha dor em que me abismo
E o que em ti resta desse amor é egoísmo
Não finjas compaixão é escusado
Tentar descer ao fundo deste abismo
Não tenhas ilusão porque o passado
Está morto no teu mundo de cinismo
Pois nem sequer a flor de uma lembrança
Acorda a cor nem o fulgor de nova esperança
Agora é tarde pois acredita
Amor que morre não ressuscita
Nada te presta minha dor em que me abismo
E o que em ti resta desse amor é egoísmo
AGORA É TARDE
De tanto que te amei já não me interesso
Foi rasto que ficou sob a poeira
De tudo o que te dei nada te peço
Foi cinza que voou dessa fogueira
Pois nem sequer a dor de uma saudade
Guarda o calor de tal amor sem amizade
Agora é tarde pois acredita
Amor que morre não ressuscita
Nada te presta minha dor em que me abismo
E o que em ti resta desse amor é egoísmo
Não finjas compaixão é escusado
Tentar descer ao fundo deste abismo
Não tenhas ilusão porque o passado
Está morto no teu mundo de cinismo
Pois nem sequer a flor de uma lembrança
Acorda a cor nem o fulgor de nova esperança
Agora é tarde pois acredita
Amor que morre não ressuscita
Nada te presta minha dor em que me abismo
E o que em ti resta desse amor é egoísmo
CELESTE RODRIGUES
AS CARTAS ( )
AS CARTAS
As cartas que me mandas devolver-te
Agora que acabou o nosso amor
Perdoa mas eu tenho que dizer-te
Que todas já rasguei sei-as de cor
Ditava-as uma a uma ao teu ouvido
Com a mesma vibração com que as li
E a pena de te ver pra mim perdido
É igual ao meu sentir quando te vi
Pedes-me o teu retrato e eu não tenho
Não te posso mandar também agora
Pois o amor que te tive foi tamanho
Que o devorei com beijos hora a hora
As flores que me ofertas-te emurcheceram
Perdendo a pouco e pouco vicicor
Mas aqui tas devolvo o que elas eram
Espelho mais fiel do teu amor
AS CARTAS
As cartas que me mandas devolver-te
Agora que acabou o nosso amor
Perdoa mas eu tenho que dizer-te
Que todas já rasguei sei-as de cor
Ditava-as uma a uma ao teu ouvido
Com a mesma vibração com que as li
E a pena de te ver pra mim perdido
É igual ao meu sentir quando te vi
Pedes-me o teu retrato e eu não tenho
Não te posso mandar também agora
Pois o amor que te tive foi tamanho
Que o devorei com beijos hora a hora
As flores que me ofertas-te emurcheceram
Perdendo a pouco e pouco vicicor
Mas aqui tas devolvo o que elas eram
Espelho mais fiel do teu amor
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
ANA MOURA
COMO O TEMPO CORRE ( Fernando Mata / Fado meia noite )
COMO O TEMPO CORRE
No céu de estrelas lavado
Pelo luar que beija o chão
Nasce um cinzento azulado
Que me aquece o coração
Como o tempo seca o pranto
Adormece a própria dor
E vejo com desencanto
Passar o tempo do amor
No seu correr tudo leva
Na fúria da tempestade
Se parte nunca mais chega
Chega em seu lugar a saudade
Meu deus como o tempo corre
No tempo do meu viver
Parece que o tempo morre
Mesmo antes de nascer
COMO O TEMPO CORRE
No céu de estrelas lavado
Pelo luar que beija o chão
Nasce um cinzento azulado
Que me aquece o coração
Como o tempo seca o pranto
Adormece a própria dor
E vejo com desencanto
Passar o tempo do amor
No seu correr tudo leva
Na fúria da tempestade
Se parte nunca mais chega
Chega em seu lugar a saudade
Meu deus como o tempo corre
No tempo do meu viver
Parece que o tempo morre
Mesmo antes de nascer
ANTÓNIO PARREIRA
BALADA DA SUADADE ( António Parreira )
Guitarra- António PArreira / Viola- Francisco Gonçalves
Video feito pelo Sr. Américo. O nosso muito obrigada pelo seu trabalho e por o disponibilizar aqui na net, para que nós e outros o possamos usar.
Guitarra- António PArreira / Viola- Francisco Gonçalves
Video feito pelo Sr. Américo. O nosso muito obrigada pelo seu trabalho e por o disponibilizar aqui na net, para que nós e outros o possamos usar.
LINDA LEONARDO
ESQUINA DO CÉU( Alfredo Marceneiro / Tiago Torres da Silva )
ESQUINA DO CÉU
Não sei se andei na lota
Não sei se senti frio
Mas sei que fui gaivota
Voando sobre o rio
Gaivota que insinua
O céu que existe em mim
A sombra de uma rua
Que nunca mais tem fim
O meu coração voa
Sem conhecer a rota
Que lhe traçou Lisboa
Num voo de gaivota
Deus queira que eu não me esqueça
Que o céu tem uma esquina
Onde quem vai depressa
Não vê a própria sina
Quem não acreditar
Que a sua alma voa
Não deve procurar
Os beijos de Lisboa
Um beijo ressuscita
Um beijo também mata
Quem finge que acredita
Que o Tejo é todo em prata
Uma bala percorre
Um triste entardecer
Mas Lisboa não morre
Sem antes me dizer
Por teres sido gaivota
Talvez um dia eu faça
Um céu que abrace a rota
Da dor que me trespassa
ESQUINA DO CÉU
Não sei se andei na lota
Não sei se senti frio
Mas sei que fui gaivota
Voando sobre o rio
Gaivota que insinua
O céu que existe em mim
A sombra de uma rua
Que nunca mais tem fim
O meu coração voa
Sem conhecer a rota
Que lhe traçou Lisboa
Num voo de gaivota
Deus queira que eu não me esqueça
Que o céu tem uma esquina
Onde quem vai depressa
Não vê a própria sina
Quem não acreditar
Que a sua alma voa
Não deve procurar
Os beijos de Lisboa
Um beijo ressuscita
Um beijo também mata
Quem finge que acredita
Que o Tejo é todo em prata
Uma bala percorre
Um triste entardecer
Mas Lisboa não morre
Sem antes me dizer
Por teres sido gaivota
Talvez um dia eu faça
Um céu que abrace a rota
Da dor que me trespassa
MARIA DO ROSÁRIO BETTENCOURT
VERDES CAMPOS, VERDE VIDA ( Maria Manuel Cid / Fernando P. Coelho )
VERDES CAMPOS, VERDE VIDA
Verdes campos verde vida
Toda a campina florida
De repente escureceu
Fez-se noite em toda a parte
E porque o sonho não parte
Fiquei só apenas eu
Uma certeza me deste
E nela o sabor agreste
Da sina que foi traçada
A parra do azevinho
Já nasce trazendo espinho
E morre quando pisada
E morre porque não sabe
Que alguma parte lhe cabe
De tanta coisa perdida
Algo mais amargo e doce
E sempre se mais não fosse
Verdes campos verde vida
Nada tenho resta apenas
Esta roupagem de penas
Mais pobre que um pobrezinho
Mas quando a morte chegar
Eu sei que posso voltar
Ao verde do meu caminho
VERDES CAMPOS, VERDE VIDA
Verdes campos verde vida
Toda a campina florida
De repente escureceu
Fez-se noite em toda a parte
E porque o sonho não parte
Fiquei só apenas eu
Uma certeza me deste
E nela o sabor agreste
Da sina que foi traçada
A parra do azevinho
Já nasce trazendo espinho
E morre quando pisada
E morre porque não sabe
Que alguma parte lhe cabe
De tanta coisa perdida
Algo mais amargo e doce
E sempre se mais não fosse
Verdes campos verde vida
Nada tenho resta apenas
Esta roupagem de penas
Mais pobre que um pobrezinho
Mas quando a morte chegar
Eu sei que posso voltar
Ao verde do meu caminho
DULCE GUIMARÃES
ANSIEDADE ( )
ANSIEDADE
Ansiedade
De ter-te nos meus braços
Murmurando palavras de amor
Ansiedade
De ter os teus encantos
E a tua boca voltar a beijar
Quem sabe estão chorando os meus pensamentos
E as lágrimas são pérolas que caiem ao mar
O eco adormecido esse meu lamento
Fez-te estar presente no meu sonhar
Quem sabe está chorando ao recordar-me
E abraças o meu retrato com frenesim
E chega ao teu ouvido a melodia selvagem
Que é toda essa tristeza de estar sem ti
ANSIEDADE
Ansiedade
De ter-te nos meus braços
Murmurando palavras de amor
Ansiedade
De ter os teus encantos
E a tua boca voltar a beijar
Quem sabe estão chorando os meus pensamentos
E as lágrimas são pérolas que caiem ao mar
O eco adormecido esse meu lamento
Fez-te estar presente no meu sonhar
Quem sabe está chorando ao recordar-me
E abraças o meu retrato com frenesim
E chega ao teu ouvido a melodia selvagem
Que é toda essa tristeza de estar sem ti
LINDA RODRIGUES
MADRUGADA DE ALFAMA ( David Mourão Ferreira / Alain Oulman )
MADRUGADA DE ALFAMA
Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
Mas ela de tão estouvada
Nem sabe como se chama
Nem sabe como se chama
Mora numa água furtada
Que é a mais alta de Alfama
A que o sol primeiro inflama
Quando acorda a madrugada
Quando acorda a madrugada
Mora numa água furtada
Que é a mais alta de Alfama
Nem mesmo na Madragoa
Ninguém compete com ela
Ninguém compete com ela
Que do alto da janela
Tão cedo beija Lisboa
Tão cedo beija Lisboa
E a sua colcha amarela
Faz inveja á Madragoa
Madragoa não perdoa
Que madruguem mais do que ela
Que madruguem mais do que ela
E a sua colcha amarela
Faz inveja á Madragoa
Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
São mastros de luz doirada
Os ferros da sua cama
Os ferros da sua cama
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
É como estátua de proa
Que anuncia a caravela
Que anuncia a caravela
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
MADRUGADA DE ALFAMA
Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
Mas ela de tão estouvada
Nem sabe como se chama
Nem sabe como se chama
Mora numa água furtada
Que é a mais alta de Alfama
A que o sol primeiro inflama
Quando acorda a madrugada
Quando acorda a madrugada
Mora numa água furtada
Que é a mais alta de Alfama
Nem mesmo na Madragoa
Ninguém compete com ela
Ninguém compete com ela
Que do alto da janela
Tão cedo beija Lisboa
Tão cedo beija Lisboa
E a sua colcha amarela
Faz inveja á Madragoa
Madragoa não perdoa
Que madruguem mais do que ela
Que madruguem mais do que ela
E a sua colcha amarela
Faz inveja á Madragoa
Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
São mastros de luz doirada
Os ferros da sua cama
Os ferros da sua cama
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
É como estátua de proa
Que anuncia a caravela
Que anuncia a caravela
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
sexta-feira, 25 de junho de 2010
FRANCISCO STOFFEL
ORAÇÃO (Fado Cravo/Jorge Empis
ORAÇÃO
Quero-te mais do que á vida
Como quem com a morte lida
Quero a deus nosso senhor
Quero-te com toda a alma
E ninguém me leva a palma
A querer-te com tanto ardor
Como fadista á guitarra
Preso está na mesma garra
Assim preso por ti estou
Como a tristeza á saudade
Como a morte á eternidade
Como a dor a quem chorou
Por isso confio ao fado
Que é amigo dedicado
As penas do coração
Pego na guitarra e canto
E ás vezes este meu pranto
Faz lembrar uma oração
ORAÇÃO
Quero-te mais do que á vida
Como quem com a morte lida
Quero a deus nosso senhor
Quero-te com toda a alma
E ninguém me leva a palma
A querer-te com tanto ardor
Como fadista á guitarra
Preso está na mesma garra
Assim preso por ti estou
Como a tristeza á saudade
Como a morte á eternidade
Como a dor a quem chorou
Por isso confio ao fado
Que é amigo dedicado
As penas do coração
Pego na guitarra e canto
E ás vezes este meu pranto
Faz lembrar uma oração
sábado, 29 de maio de 2010
SUSANA LOPES
FOI NA TRAVESSA DA PALHA (Gabriel Oliveira/Frederico de Brito)
FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coraçao
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocaçao.
Na taberna do friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza nao valia
Nem sombras do meu amor.
P'ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer.
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Provando ser mais mulher.
Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que nao se esquecem depois,
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois.
FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coraçao
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocaçao.
Na taberna do friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza nao valia
Nem sombras do meu amor.
P'ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer.
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Provando ser mais mulher.
Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que nao se esquecem depois,
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
LINDA LEONARDO
TEMPO DE GAIVOTAS (Humberto Sotto Mayor/Marino de Freitas)
TEMPO DE GAIVOTAS
Como vai longe
Aquele tempo das gaivotas
Como vai longe
Aquele mar que nos unia
Como trilhamos
Novas ruas novas rotas
Como ganhamos
Esta vã melancolia
Como vai longe
A nostalgia dessa tarde
Como vai longe
O por do sol daquele Outono
Como é eterno
Nosso fogo que não arde
E como é de hoje
Esse sossego este abandono
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
Como vai longe
Este querer de não te querer
Como anda perto
Desta boca o desalento
Ai como dói
Esta saudade de te ver
E como é longo
De passar este momento
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
TEMPO DE GAIVOTAS
Como vai longe
Aquele tempo das gaivotas
Como vai longe
Aquele mar que nos unia
Como trilhamos
Novas ruas novas rotas
Como ganhamos
Esta vã melancolia
Como vai longe
A nostalgia dessa tarde
Como vai longe
O por do sol daquele Outono
Como é eterno
Nosso fogo que não arde
E como é de hoje
Esse sossego este abandono
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
Como vai longe
Este querer de não te querer
Como anda perto
Desta boca o desalento
Ai como dói
Esta saudade de te ver
E como é longo
De passar este momento
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
SEBASTIÃO ROBALINHO
VELHO BARCO (António Rodrigues/Zulmiro Vieira)
VELHO BARCO
Meu velho barco cansado
Do tempo e dos vendavais
É mais triste este meu fado
Quando estás junto do cais
No teu casco envelhecido
De tanta tanta viagem
Quanto roteiro vencido
E quando porto esquecido
Tu trazes como bagagem
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
Vive em mim preza
E em ti também
Mas só a gente é quem a sente
E mais ninguém
Deitei ao mar os ciúmes
Que tinha no coração
E ele fez dos meus queixumes
A rota da solidão
Como é igual o nosso fado
Nossa cruz nosso tormento
Meu velho barco cansado
Nosso fim está ligado
Ao sol ao mar e ao vento
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
vive em mim preza
E em ti também
Mas so a gente é quem a sente
E mais ninguém
VELHO BARCO
Meu velho barco cansado
Do tempo e dos vendavais
É mais triste este meu fado
Quando estás junto do cais
No teu casco envelhecido
De tanta tanta viagem
Quanto roteiro vencido
E quando porto esquecido
Tu trazes como bagagem
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
Vive em mim preza
E em ti também
Mas só a gente é quem a sente
E mais ninguém
Deitei ao mar os ciúmes
Que tinha no coração
E ele fez dos meus queixumes
A rota da solidão
Como é igual o nosso fado
Nossa cruz nosso tormento
Meu velho barco cansado
Nosso fim está ligado
Ao sol ao mar e ao vento
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
vive em mim preza
E em ti também
Mas so a gente é quem a sente
E mais ninguém
MANUELA CAVACO
BAIRRO ALTO (Carlos Neves/Francisco Carvalhinho)
BAIRRO ALTO
Bairro Alto aos seus amores tão delicado
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com os trovadores mais o fado
Pr'a fazer suas conquistas
Tangeu as liras singelas,
Lisboa abriu as janelas
Acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silêncio velha Lisboa
Vai cantar o Bairro Alto
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
Por isso é que ganhou fama de boémio
Por condão é fatalista
Atiraram-lhe com a lama como prédio
Por ser nobre e ser fadista
Hoje saudoso e velhinho,
Recordando com carinho
Seus amores suas paixões
Pr'a cumprir a sina sua
Ainda veio pr'o meio da rua
Cantar as suas canções
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
BAIRRO ALTO
Bairro Alto aos seus amores tão delicado
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com os trovadores mais o fado
Pr'a fazer suas conquistas
Tangeu as liras singelas,
Lisboa abriu as janelas
Acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silêncio velha Lisboa
Vai cantar o Bairro Alto
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
Por isso é que ganhou fama de boémio
Por condão é fatalista
Atiraram-lhe com a lama como prédio
Por ser nobre e ser fadista
Hoje saudoso e velhinho,
Recordando com carinho
Seus amores suas paixões
Pr'a cumprir a sina sua
Ainda veio pr'o meio da rua
Cantar as suas canções
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
domingo, 23 de maio de 2010
FRANCISCO MARTINHO
VELHA LISBOA (João de Freitas)
VELHA LISBOA
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Em que o fado era mais fado
E falava ao coração
A tua grande beleza
Deves sentir-te orgulhosa
E ao mesmo tempo saudosa
Da passada singeleza
Tu eras bem portuguesa
Tinhas nisso galardão
Mas hoje o lindo pregão
Já não se ouve em qualquer lado
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Já não te lembras das hortas
Das esferas e tipóias
E dessas belas rambóias
Que haviam fora de portas
Ali até horas mortas
Em tempos que já lá vão
O fado linda canção
Em silêncio era escutado
Porque o fado era mais fado
E falava ao coração
VELHA LISBOA
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Em que o fado era mais fado
E falava ao coração
A tua grande beleza
Deves sentir-te orgulhosa
E ao mesmo tempo saudosa
Da passada singeleza
Tu eras bem portuguesa
Tinhas nisso galardão
Mas hoje o lindo pregão
Já não se ouve em qualquer lado
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Já não te lembras das hortas
Das esferas e tipóias
E dessas belas rambóias
Que haviam fora de portas
Ali até horas mortas
Em tempos que já lá vão
O fado linda canção
Em silêncio era escutado
Porque o fado era mais fado
E falava ao coração
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