SAUDADE ( F. Brito / C. Morgado )
SAUDADE
Melhor do que ninguém me pode dar
O afecto o amor que necessito
Tão linda esta palavra amar
Como o nome de mãe é tão bonito
O afecto é o símbolo da amizade
Feliz aquele ser que o encontrar
Mas tu oh minha mãe dás-me saudade
Saudades que só me fazem chorar
Tua ausência mãezinha me tortura
Já não há quem me possa acarinhar
Vem pra junto de mim que a vida é dura
Pois tu só tu me sabes confortar
Por tal razão desejo ardentemente
Beijar o teu rosto imaculado
Mãezinha vem não queiras estar ausente
Abraçar o teu sacrificado
Julgando estar por ti abandonado
Será cruel destino ou sorte minha
Vem confortar teu filho já cansado
Que só te quer a ti querida mãezinha
Vamos tentar apresentar neste blogger uma grande gama de fados, antigos e modernos. Deixando assim o vídeo e a respectiva letra. Péta e Luísa
PEDIDOS DE OPINIÕES
Pedimos a quem nos visite!... que nos deixe a vossa opinião, utilizando o espaço das mensagens ou comentários, estamos empenhadas a 100% neste blogue.
Mas, gostávamos de saber se o mesmo, será do vosso agrado...Para nós é muito importante a vossa opinião.
Porque, este blogue, foi criado a pensar em si.
Um bem-haja para todos.....obrigado
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Um bem-haja para todos.....obrigado
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
CUCA ROSETA
TORTURA ( Mário Pacheco / Florbela Espanca )
TORTURA
Tirar dentro do peito a emoção
A lúcida verdade o sentimento
E ser depois de vir do coração
Um punhado de cinzas esparso ao vento
Sonhar um verso de alto pensamento
E puro como um ritmo de oração
E ser depois de vir do coração
O pó o nada o sonho dum momento
São assim ocos rudes os meus versos
Rimas perdidas vendavais dispersos
Com que eu iludo outros com que minto
Quem me dera encontrar o verso puro
O verso altivo e forte estranho e duro
Que dissesse a chorar isto que sinto
TORTURA
Tirar dentro do peito a emoção
A lúcida verdade o sentimento
E ser depois de vir do coração
Um punhado de cinzas esparso ao vento
Sonhar um verso de alto pensamento
E puro como um ritmo de oração
E ser depois de vir do coração
O pó o nada o sonho dum momento
São assim ocos rudes os meus versos
Rimas perdidas vendavais dispersos
Com que eu iludo outros com que minto
Quem me dera encontrar o verso puro
O verso altivo e forte estranho e duro
Que dissesse a chorar isto que sinto
CLARA
FADO PARA ESTA NOITE ( César Oliveira / Ferrer Trindade )
FADO PARA ESTA NOITE
Anda deitar-te fiz a cama de lavado
Cheira a alfazema o meu lençol alinhado
Pus almofadas com fitas de cor
Colcha de chita com barras de flores
E á cabeceira tenho um santo alumiado
Volta esta noite p’ra mim
Canto-te um fado no silêncio se quiseres
Mando um recado ao luar
Que se costuma deitar ao nosso lado
Pra não vir hoje se tu vieres
Estendo o meu xaile pra nos servir de coberta
E um solitário ao pé da janela aberta
Pus duas rosas que estão a atirar
Beijos vermelhos sem boca p’rós dar
Sem o teu corpo minha noite está deserta
Volta esta noite p’ra mim
Pois só é noite p’ra mim
Ser abraçada pelos teus braços atrevidos
Quero o teu corpo sadio neste meu leito vazio
De madrugada beijo os teus lábios Adormecidos
FADO PARA ESTA NOITE
Anda deitar-te fiz a cama de lavado
Cheira a alfazema o meu lençol alinhado
Pus almofadas com fitas de cor
Colcha de chita com barras de flores
E á cabeceira tenho um santo alumiado
Volta esta noite p’ra mim
Canto-te um fado no silêncio se quiseres
Mando um recado ao luar
Que se costuma deitar ao nosso lado
Pra não vir hoje se tu vieres
Estendo o meu xaile pra nos servir de coberta
E um solitário ao pé da janela aberta
Pus duas rosas que estão a atirar
Beijos vermelhos sem boca p’rós dar
Sem o teu corpo minha noite está deserta
Volta esta noite p’ra mim
Pois só é noite p’ra mim
Ser abraçada pelos teus braços atrevidos
Quero o teu corpo sadio neste meu leito vazio
De madrugada beijo os teus lábios Adormecidos
FRANCISCO STOFFEL
CANTO PARA NÃO CHORAR ( Manuel de Andrade / Fado Puxavante )
CANTO PARA NÃO CHORAR
Eu canto p’ra não chorar
Chorando canto também
Eu vivo só p’ra cantar
Toda a dor que a vida tem
Como uma prece diferente
Que aos pés de deus vá rezar
Cada um canta o que sente
Eu canto p’ra não chorar
E esta canção tão linda
Que me ensinou minha mãe
Cada vez que a lembro ainda
Chorando-a canto também
Comecei de pequenino
Este longo caminhar
Fiz do fado o meu destino
Eu vivo só p’ra cantar
Na minha voz dolorida
O fado retrata bem
As incertezas da vida
Toda a dor que a vida tem
CANTO PARA NÃO CHORAR
Eu canto p’ra não chorar
Chorando canto também
Eu vivo só p’ra cantar
Toda a dor que a vida tem
Como uma prece diferente
Que aos pés de deus vá rezar
Cada um canta o que sente
Eu canto p’ra não chorar
E esta canção tão linda
Que me ensinou minha mãe
Cada vez que a lembro ainda
Chorando-a canto também
Comecei de pequenino
Este longo caminhar
Fiz do fado o meu destino
Eu vivo só p’ra cantar
Na minha voz dolorida
O fado retrata bem
As incertezas da vida
Toda a dor que a vida tem
HÉLDER MOUTINHO
AO VELHO CANTOR ( Hélder Moutinho / DR Fado Menor )
AO VELHO CANTOR
Velho cantor do passado
Senhor que o fado abençoa
Imagem do velho fado
O velho fado em pessoa
Teus olhos negros, cansados
Cheios de dor e verdade
Trazem imagens de fados
De fados feitos saudade
Tua voz cansada e triste
Sempre cheia de ternura
Quer dizer que o fado existe
Na morada da loucura
E é tão louca a tua vida
Senhor que o fado abançoa
Mas é loucura sentida
O velho fado em pessoa
AO VELHO CANTOR
Velho cantor do passado
Senhor que o fado abençoa
Imagem do velho fado
O velho fado em pessoa
Teus olhos negros, cansados
Cheios de dor e verdade
Trazem imagens de fados
De fados feitos saudade
Tua voz cansada e triste
Sempre cheia de ternura
Quer dizer que o fado existe
Na morada da loucura
E é tão louca a tua vida
Senhor que o fado abançoa
Mas é loucura sentida
O velho fado em pessoa
ISILDA MIRANDA
BUZIOS ( Jorge Fernando )
BUZIOS
Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte
Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte
BUZIOS
Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte
Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz
À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p’ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte
TERESA TAROUCA
NÃO SOU FADISTA DE RAÇA ( T. Cavazini / Alfredo Marceneiro )
NAO SOU FADISTA DE RAÇA
Não sou fadista de raça
Não nasci no Capelão
Eu canto o fado que passa
Nas asas da tradição
Nunca usei negra chinela
Nem vesti saia de lista
Nunca entrei numa viela
Mas tenho raça fadista
Tirei suspiros ao vento
Olhei um pouco o passado
Busquei do mar o lamento
E fiz assim o meu fado
É este fado famoso
Que em noites enluaradas
O Conde de Vimioso
Tangia nas guitarradas
Era fidalgo de raça
E ficou na tradição
Cantando o fado que passa
Na Rua do Capelão
NAO SOU FADISTA DE RAÇA
Não sou fadista de raça
Não nasci no Capelão
Eu canto o fado que passa
Nas asas da tradição
Nunca usei negra chinela
Nem vesti saia de lista
Nunca entrei numa viela
Mas tenho raça fadista
Tirei suspiros ao vento
Olhei um pouco o passado
Busquei do mar o lamento
E fiz assim o meu fado
É este fado famoso
Que em noites enluaradas
O Conde de Vimioso
Tangia nas guitarradas
Era fidalgo de raça
E ficou na tradição
Cantando o fado que passa
Na Rua do Capelão
CRISTINA NAVARRO
AS TUAS MÃOS GUITARRISTA ( Maria Manuel Cid / Joaquim Campos da SIlva )
AS TUAS MÃOS GUITARRISTA
São tuas mãos guitarrista
Que as cordas fazem vibrar
Que me fizeram fadista
E não deixam que desista
Ao desejo de cantar
A guitarra quere-te tanto
Tem por ti tal afeição
Que te deu consentimento
Pra desvendares o tormento
Que arde no coraçao
Em teu peito tem guarida
Em tuas maos seu penar
Se tu não lhe desses vida
Ficava pra li esquecida
E não voltava a trinar
E se a tens abandonado
Não seria mais fadista
Mesmo que fosse cantado
Morria com ela o fado
Sem tuas maos guitarrista
AS TUAS MÃOS GUITARRISTA
São tuas mãos guitarrista
Que as cordas fazem vibrar
Que me fizeram fadista
E não deixam que desista
Ao desejo de cantar
A guitarra quere-te tanto
Tem por ti tal afeição
Que te deu consentimento
Pra desvendares o tormento
Que arde no coraçao
Em teu peito tem guarida
Em tuas maos seu penar
Se tu não lhe desses vida
Ficava pra li esquecida
E não voltava a trinar
E se a tens abandonado
Não seria mais fadista
Mesmo que fosse cantado
Morria com ela o fado
Sem tuas maos guitarrista
FERNANDO MAURICIO
DIZ-ME MÃE ( DR / Fernando Mauricio )
DIZ-ME MÃE
Tu não tens culpa mãe de eu ser só isto
Havia dois caminhos, o do diabo e o de Cristo
O terceiro inventei nele me perdi
Então criei sozinho um outro mundo, tão belo
Tão perfeito como as curvas suaves do teu peito
Que não vi.
Mãe, quero ser pequenino
Que os meus primeiros passos
Sejam iguais aos de menino
Saído dos teus braços sem ambição.
Tu não tens culpa mãe de eu ser só isto
Perdão.
Diz-me, diz-me, minha mãe
Na tristeza desta hora
Quantas dores eu te custei
E te dei, pela vida fora
Diz-me, se quando dormia
Nesse teu colo divino
A tua alma, não pedia
A Deus pelo teu ninho
Diz-me tu, que me geras-te
Meu vaso, minha raiz
Quantas lágrimas choras-te
Pelas loucuras que fiz
Todas as dores, do passado
E do presente também
Descansas, neste meu fado
Boa noite, minha mãe
DIZ-ME MÃE
Tu não tens culpa mãe de eu ser só isto
Havia dois caminhos, o do diabo e o de Cristo
O terceiro inventei nele me perdi
Então criei sozinho um outro mundo, tão belo
Tão perfeito como as curvas suaves do teu peito
Que não vi.
Mãe, quero ser pequenino
Que os meus primeiros passos
Sejam iguais aos de menino
Saído dos teus braços sem ambição.
Tu não tens culpa mãe de eu ser só isto
Perdão.
Diz-me, diz-me, minha mãe
Na tristeza desta hora
Quantas dores eu te custei
E te dei, pela vida fora
Diz-me, se quando dormia
Nesse teu colo divino
A tua alma, não pedia
A Deus pelo teu ninho
Diz-me tu, que me geras-te
Meu vaso, minha raiz
Quantas lágrimas choras-te
Pelas loucuras que fiz
Todas as dores, do passado
E do presente também
Descansas, neste meu fado
Boa noite, minha mãe
CÉSAR MORGADO
AMOR DE MÃE ( Miguel Ramos / César Morgado )
AMOR DE MÃE
És sempre para mim a mais bonita
Apesar de enrugado esse teu rosto
Serás até morrer mãe infinita
Aquela sempre aquela que eu mais gosto
Apesar de velhinha podes crer
Gostar sempre de ti nada o evita
Nunca te trocarei por outra qualquer
És sempre para mim a mais bonita
Frases puras do amor que tanto zelo
Como o dever dum filho honrar tal posto
Assim és para mim o ser mais belo
Apesar de enrugado esse teu rosto
De tantos sacrifícios teres passado
Só quem não sabe amar não acredita
Que a deusa dum amor puro e sagrado
Serás até morrer mãe infinita
De todas és para mim a mais querida
Apesar de outro amor que eu não desgosto
Assim és sempre tu pra toda a vida
Aquela sempre aquela que eu mais gosto
AMOR DE MÃE
És sempre para mim a mais bonita
Apesar de enrugado esse teu rosto
Serás até morrer mãe infinita
Aquela sempre aquela que eu mais gosto
Apesar de velhinha podes crer
Gostar sempre de ti nada o evita
Nunca te trocarei por outra qualquer
És sempre para mim a mais bonita
Frases puras do amor que tanto zelo
Como o dever dum filho honrar tal posto
Assim és para mim o ser mais belo
Apesar de enrugado esse teu rosto
De tantos sacrifícios teres passado
Só quem não sabe amar não acredita
Que a deusa dum amor puro e sagrado
Serás até morrer mãe infinita
De todas és para mim a mais querida
Apesar de outro amor que eu não desgosto
Assim és sempre tu pra toda a vida
Aquela sempre aquela que eu mais gosto
LIDIA RIBEIRO
AGORA É TARDE ( )
AGORA É TARDE
De tanto que te amei já não me interesso
Foi rasto que ficou sob a poeira
De tudo o que te dei nada te peço
Foi cinza que voou dessa fogueira
Pois nem sequer a dor de uma saudade
Guarda o calor de tal amor sem amizade
Agora é tarde pois acredita
Amor que morre não ressuscita
Nada te presta minha dor em que me abismo
E o que em ti resta desse amor é egoísmo
Não finjas compaixão é escusado
Tentar descer ao fundo deste abismo
Não tenhas ilusão porque o passado
Está morto no teu mundo de cinismo
Pois nem sequer a flor de uma lembrança
Acorda a cor nem o fulgor de nova esperança
Agora é tarde pois acredita
Amor que morre não ressuscita
Nada te presta minha dor em que me abismo
E o que em ti resta desse amor é egoísmo
AGORA É TARDE
De tanto que te amei já não me interesso
Foi rasto que ficou sob a poeira
De tudo o que te dei nada te peço
Foi cinza que voou dessa fogueira
Pois nem sequer a dor de uma saudade
Guarda o calor de tal amor sem amizade
Agora é tarde pois acredita
Amor que morre não ressuscita
Nada te presta minha dor em que me abismo
E o que em ti resta desse amor é egoísmo
Não finjas compaixão é escusado
Tentar descer ao fundo deste abismo
Não tenhas ilusão porque o passado
Está morto no teu mundo de cinismo
Pois nem sequer a flor de uma lembrança
Acorda a cor nem o fulgor de nova esperança
Agora é tarde pois acredita
Amor que morre não ressuscita
Nada te presta minha dor em que me abismo
E o que em ti resta desse amor é egoísmo
CELESTE RODRIGUES
AS CARTAS ( )
AS CARTAS
As cartas que me mandas devolver-te
Agora que acabou o nosso amor
Perdoa mas eu tenho que dizer-te
Que todas já rasguei sei-as de cor
Ditava-as uma a uma ao teu ouvido
Com a mesma vibração com que as li
E a pena de te ver pra mim perdido
É igual ao meu sentir quando te vi
Pedes-me o teu retrato e eu não tenho
Não te posso mandar também agora
Pois o amor que te tive foi tamanho
Que o devorei com beijos hora a hora
As flores que me ofertas-te emurcheceram
Perdendo a pouco e pouco vicicor
Mas aqui tas devolvo o que elas eram
Espelho mais fiel do teu amor
AS CARTAS
As cartas que me mandas devolver-te
Agora que acabou o nosso amor
Perdoa mas eu tenho que dizer-te
Que todas já rasguei sei-as de cor
Ditava-as uma a uma ao teu ouvido
Com a mesma vibração com que as li
E a pena de te ver pra mim perdido
É igual ao meu sentir quando te vi
Pedes-me o teu retrato e eu não tenho
Não te posso mandar também agora
Pois o amor que te tive foi tamanho
Que o devorei com beijos hora a hora
As flores que me ofertas-te emurcheceram
Perdendo a pouco e pouco vicicor
Mas aqui tas devolvo o que elas eram
Espelho mais fiel do teu amor
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
ANA MOURA
COMO O TEMPO CORRE ( Fernando Mata / Fado meia noite )
COMO O TEMPO CORRE
No céu de estrelas lavado
Pelo luar que beija o chão
Nasce um cinzento azulado
Que me aquece o coração
Como o tempo seca o pranto
Adormece a própria dor
E vejo com desencanto
Passar o tempo do amor
No seu correr tudo leva
Na fúria da tempestade
Se parte nunca mais chega
Chega em seu lugar a saudade
Meu deus como o tempo corre
No tempo do meu viver
Parece que o tempo morre
Mesmo antes de nascer
COMO O TEMPO CORRE
No céu de estrelas lavado
Pelo luar que beija o chão
Nasce um cinzento azulado
Que me aquece o coração
Como o tempo seca o pranto
Adormece a própria dor
E vejo com desencanto
Passar o tempo do amor
No seu correr tudo leva
Na fúria da tempestade
Se parte nunca mais chega
Chega em seu lugar a saudade
Meu deus como o tempo corre
No tempo do meu viver
Parece que o tempo morre
Mesmo antes de nascer
ANTÓNIO PARREIRA
BALADA DA SUADADE ( António Parreira )
Guitarra- António PArreira / Viola- Francisco Gonçalves
Video feito pelo Sr. Américo. O nosso muito obrigada pelo seu trabalho e por o disponibilizar aqui na net, para que nós e outros o possamos usar.
Guitarra- António PArreira / Viola- Francisco Gonçalves
Video feito pelo Sr. Américo. O nosso muito obrigada pelo seu trabalho e por o disponibilizar aqui na net, para que nós e outros o possamos usar.
LINDA LEONARDO
ESQUINA DO CÉU( Alfredo Marceneiro / Tiago Torres da Silva )
ESQUINA DO CÉU
Não sei se andei na lota
Não sei se senti frio
Mas sei que fui gaivota
Voando sobre o rio
Gaivota que insinua
O céu que existe em mim
A sombra de uma rua
Que nunca mais tem fim
O meu coração voa
Sem conhecer a rota
Que lhe traçou Lisboa
Num voo de gaivota
Deus queira que eu não me esqueça
Que o céu tem uma esquina
Onde quem vai depressa
Não vê a própria sina
Quem não acreditar
Que a sua alma voa
Não deve procurar
Os beijos de Lisboa
Um beijo ressuscita
Um beijo também mata
Quem finge que acredita
Que o Tejo é todo em prata
Uma bala percorre
Um triste entardecer
Mas Lisboa não morre
Sem antes me dizer
Por teres sido gaivota
Talvez um dia eu faça
Um céu que abrace a rota
Da dor que me trespassa
ESQUINA DO CÉU
Não sei se andei na lota
Não sei se senti frio
Mas sei que fui gaivota
Voando sobre o rio
Gaivota que insinua
O céu que existe em mim
A sombra de uma rua
Que nunca mais tem fim
O meu coração voa
Sem conhecer a rota
Que lhe traçou Lisboa
Num voo de gaivota
Deus queira que eu não me esqueça
Que o céu tem uma esquina
Onde quem vai depressa
Não vê a própria sina
Quem não acreditar
Que a sua alma voa
Não deve procurar
Os beijos de Lisboa
Um beijo ressuscita
Um beijo também mata
Quem finge que acredita
Que o Tejo é todo em prata
Uma bala percorre
Um triste entardecer
Mas Lisboa não morre
Sem antes me dizer
Por teres sido gaivota
Talvez um dia eu faça
Um céu que abrace a rota
Da dor que me trespassa
MARIA DO ROSÁRIO BETTENCOURT
VERDES CAMPOS, VERDE VIDA ( Maria Manuel Cid / Fernando P. Coelho )
VERDES CAMPOS, VERDE VIDA
Verdes campos verde vida
Toda a campina florida
De repente escureceu
Fez-se noite em toda a parte
E porque o sonho não parte
Fiquei só apenas eu
Uma certeza me deste
E nela o sabor agreste
Da sina que foi traçada
A parra do azevinho
Já nasce trazendo espinho
E morre quando pisada
E morre porque não sabe
Que alguma parte lhe cabe
De tanta coisa perdida
Algo mais amargo e doce
E sempre se mais não fosse
Verdes campos verde vida
Nada tenho resta apenas
Esta roupagem de penas
Mais pobre que um pobrezinho
Mas quando a morte chegar
Eu sei que posso voltar
Ao verde do meu caminho
VERDES CAMPOS, VERDE VIDA
Verdes campos verde vida
Toda a campina florida
De repente escureceu
Fez-se noite em toda a parte
E porque o sonho não parte
Fiquei só apenas eu
Uma certeza me deste
E nela o sabor agreste
Da sina que foi traçada
A parra do azevinho
Já nasce trazendo espinho
E morre quando pisada
E morre porque não sabe
Que alguma parte lhe cabe
De tanta coisa perdida
Algo mais amargo e doce
E sempre se mais não fosse
Verdes campos verde vida
Nada tenho resta apenas
Esta roupagem de penas
Mais pobre que um pobrezinho
Mas quando a morte chegar
Eu sei que posso voltar
Ao verde do meu caminho
DULCE GUIMARÃES
ANSIEDADE ( )
ANSIEDADE
Ansiedade
De ter-te nos meus braços
Murmurando palavras de amor
Ansiedade
De ter os teus encantos
E a tua boca voltar a beijar
Quem sabe estão chorando os meus pensamentos
E as lágrimas são pérolas que caiem ao mar
O eco adormecido esse meu lamento
Fez-te estar presente no meu sonhar
Quem sabe está chorando ao recordar-me
E abraças o meu retrato com frenesim
E chega ao teu ouvido a melodia selvagem
Que é toda essa tristeza de estar sem ti
ANSIEDADE
Ansiedade
De ter-te nos meus braços
Murmurando palavras de amor
Ansiedade
De ter os teus encantos
E a tua boca voltar a beijar
Quem sabe estão chorando os meus pensamentos
E as lágrimas são pérolas que caiem ao mar
O eco adormecido esse meu lamento
Fez-te estar presente no meu sonhar
Quem sabe está chorando ao recordar-me
E abraças o meu retrato com frenesim
E chega ao teu ouvido a melodia selvagem
Que é toda essa tristeza de estar sem ti
LINDA RODRIGUES
MADRUGADA DE ALFAMA ( David Mourão Ferreira / Alain Oulman )
MADRUGADA DE ALFAMA
Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
Mas ela de tão estouvada
Nem sabe como se chama
Nem sabe como se chama
Mora numa água furtada
Que é a mais alta de Alfama
A que o sol primeiro inflama
Quando acorda a madrugada
Quando acorda a madrugada
Mora numa água furtada
Que é a mais alta de Alfama
Nem mesmo na Madragoa
Ninguém compete com ela
Ninguém compete com ela
Que do alto da janela
Tão cedo beija Lisboa
Tão cedo beija Lisboa
E a sua colcha amarela
Faz inveja á Madragoa
Madragoa não perdoa
Que madruguem mais do que ela
Que madruguem mais do que ela
E a sua colcha amarela
Faz inveja á Madragoa
Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
São mastros de luz doirada
Os ferros da sua cama
Os ferros da sua cama
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
É como estátua de proa
Que anuncia a caravela
Que anuncia a caravela
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
MADRUGADA DE ALFAMA
Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
Mas ela de tão estouvada
Nem sabe como se chama
Nem sabe como se chama
Mora numa água furtada
Que é a mais alta de Alfama
A que o sol primeiro inflama
Quando acorda a madrugada
Quando acorda a madrugada
Mora numa água furtada
Que é a mais alta de Alfama
Nem mesmo na Madragoa
Ninguém compete com ela
Ninguém compete com ela
Que do alto da janela
Tão cedo beija Lisboa
Tão cedo beija Lisboa
E a sua colcha amarela
Faz inveja á Madragoa
Madragoa não perdoa
Que madruguem mais do que ela
Que madruguem mais do que ela
E a sua colcha amarela
Faz inveja á Madragoa
Mora num beco de Alfama
E chamam-lhe a madrugada
E chamam-lhe a madrugada
São mastros de luz doirada
Os ferros da sua cama
Os ferros da sua cama
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
É como estátua de proa
Que anuncia a caravela
Que anuncia a caravela
E a sua colcha amarela
A brilhar sobre Lisboa
sexta-feira, 25 de junho de 2010
FRANCISCO STOFFEL
ORAÇÃO (Fado Cravo/Jorge Empis
ORAÇÃO
Quero-te mais do que á vida
Como quem com a morte lida
Quero a deus nosso senhor
Quero-te com toda a alma
E ninguém me leva a palma
A querer-te com tanto ardor
Como fadista á guitarra
Preso está na mesma garra
Assim preso por ti estou
Como a tristeza á saudade
Como a morte á eternidade
Como a dor a quem chorou
Por isso confio ao fado
Que é amigo dedicado
As penas do coração
Pego na guitarra e canto
E ás vezes este meu pranto
Faz lembrar uma oração
ORAÇÃO
Quero-te mais do que á vida
Como quem com a morte lida
Quero a deus nosso senhor
Quero-te com toda a alma
E ninguém me leva a palma
A querer-te com tanto ardor
Como fadista á guitarra
Preso está na mesma garra
Assim preso por ti estou
Como a tristeza á saudade
Como a morte á eternidade
Como a dor a quem chorou
Por isso confio ao fado
Que é amigo dedicado
As penas do coração
Pego na guitarra e canto
E ás vezes este meu pranto
Faz lembrar uma oração
sábado, 29 de maio de 2010
SUSANA LOPES
FOI NA TRAVESSA DA PALHA (Gabriel Oliveira/Frederico de Brito)
FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coraçao
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocaçao.
Na taberna do friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza nao valia
Nem sombras do meu amor.
P'ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer.
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Provando ser mais mulher.
Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que nao se esquecem depois,
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois.
FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coraçao
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocaçao.
Na taberna do friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza nao valia
Nem sombras do meu amor.
P'ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer.
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Provando ser mais mulher.
Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que nao se esquecem depois,
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
LINDA LEONARDO
TEMPO DE GAIVOTAS (Humberto Sotto Mayor/Marino de Freitas)
TEMPO DE GAIVOTAS
Como vai longe
Aquele tempo das gaivotas
Como vai longe
Aquele mar que nos unia
Como trilhamos
Novas ruas novas rotas
Como ganhamos
Esta vã melancolia
Como vai longe
A nostalgia dessa tarde
Como vai longe
O por do sol daquele Outono
Como é eterno
Nosso fogo que não arde
E como é de hoje
Esse sossego este abandono
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
Como vai longe
Este querer de não te querer
Como anda perto
Desta boca o desalento
Ai como dói
Esta saudade de te ver
E como é longo
De passar este momento
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
TEMPO DE GAIVOTAS
Como vai longe
Aquele tempo das gaivotas
Como vai longe
Aquele mar que nos unia
Como trilhamos
Novas ruas novas rotas
Como ganhamos
Esta vã melancolia
Como vai longe
A nostalgia dessa tarde
Como vai longe
O por do sol daquele Outono
Como é eterno
Nosso fogo que não arde
E como é de hoje
Esse sossego este abandono
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
Como vai longe
Este querer de não te querer
Como anda perto
Desta boca o desalento
Ai como dói
Esta saudade de te ver
E como é longo
De passar este momento
Como está perto esta lonjura
Esta distancia tua presença
De não estares ao pé de mim
E como é louca
A tua ausência a nossa infância
O nosso lago
O nosso banco de jardim
SEBASTIÃO ROBALINHO
VELHO BARCO (António Rodrigues/Zulmiro Vieira)
VELHO BARCO
Meu velho barco cansado
Do tempo e dos vendavais
É mais triste este meu fado
Quando estás junto do cais
No teu casco envelhecido
De tanta tanta viagem
Quanto roteiro vencido
E quando porto esquecido
Tu trazes como bagagem
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
Vive em mim preza
E em ti também
Mas só a gente é quem a sente
E mais ninguém
Deitei ao mar os ciúmes
Que tinha no coração
E ele fez dos meus queixumes
A rota da solidão
Como é igual o nosso fado
Nossa cruz nosso tormento
Meu velho barco cansado
Nosso fim está ligado
Ao sol ao mar e ao vento
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
vive em mim preza
E em ti também
Mas so a gente é quem a sente
E mais ninguém
VELHO BARCO
Meu velho barco cansado
Do tempo e dos vendavais
É mais triste este meu fado
Quando estás junto do cais
No teu casco envelhecido
De tanta tanta viagem
Quanto roteiro vencido
E quando porto esquecido
Tu trazes como bagagem
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
Vive em mim preza
E em ti também
Mas só a gente é quem a sente
E mais ninguém
Deitei ao mar os ciúmes
Que tinha no coração
E ele fez dos meus queixumes
A rota da solidão
Como é igual o nosso fado
Nossa cruz nosso tormento
Meu velho barco cansado
Nosso fim está ligado
Ao sol ao mar e ao vento
Meu velho barco
No Tejo em arco embandeirado
Na tarde amena
So tu tens pena deste meu fado
Quanta tristeza
vive em mim preza
E em ti também
Mas so a gente é quem a sente
E mais ninguém
MANUELA CAVACO
BAIRRO ALTO (Carlos Neves/Francisco Carvalhinho)
BAIRRO ALTO
Bairro Alto aos seus amores tão delicado
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com os trovadores mais o fado
Pr'a fazer suas conquistas
Tangeu as liras singelas,
Lisboa abriu as janelas
Acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silêncio velha Lisboa
Vai cantar o Bairro Alto
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
Por isso é que ganhou fama de boémio
Por condão é fatalista
Atiraram-lhe com a lama como prédio
Por ser nobre e ser fadista
Hoje saudoso e velhinho,
Recordando com carinho
Seus amores suas paixões
Pr'a cumprir a sina sua
Ainda veio pr'o meio da rua
Cantar as suas canções
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
BAIRRO ALTO
Bairro Alto aos seus amores tão delicado
Quis um dia dar nas vistas
E saíu com os trovadores mais o fado
Pr'a fazer suas conquistas
Tangeu as liras singelas,
Lisboa abriu as janelas
Acordou em sobressalto
Gritaram bairros à toa
Silêncio velha Lisboa
Vai cantar o Bairro Alto
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
Por isso é que ganhou fama de boémio
Por condão é fatalista
Atiraram-lhe com a lama como prédio
Por ser nobre e ser fadista
Hoje saudoso e velhinho,
Recordando com carinho
Seus amores suas paixões
Pr'a cumprir a sina sua
Ainda veio pr'o meio da rua
Cantar as suas canções
Trovas antigas, saudade louca
Andam cantigas a bailar de boca em boca
Tristes bizarras em comunhão
Andam guitarras a gemer de mão em mão
domingo, 23 de maio de 2010
FRANCISCO MARTINHO
VELHA LISBOA (João de Freitas)
VELHA LISBOA
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Em que o fado era mais fado
E falava ao coração
A tua grande beleza
Deves sentir-te orgulhosa
E ao mesmo tempo saudosa
Da passada singeleza
Tu eras bem portuguesa
Tinhas nisso galardão
Mas hoje o lindo pregão
Já não se ouve em qualquer lado
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Já não te lembras das hortas
Das esferas e tipóias
E dessas belas rambóias
Que haviam fora de portas
Ali até horas mortas
Em tempos que já lá vão
O fado linda canção
Em silêncio era escutado
Porque o fado era mais fado
E falava ao coração
VELHA LISBOA
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Em que o fado era mais fado
E falava ao coração
A tua grande beleza
Deves sentir-te orgulhosa
E ao mesmo tempo saudosa
Da passada singeleza
Tu eras bem portuguesa
Tinhas nisso galardão
Mas hoje o lindo pregão
Já não se ouve em qualquer lado
Ó Lisboa do passado
Que é feito da tradição
Já não te lembras das hortas
Das esferas e tipóias
E dessas belas rambóias
Que haviam fora de portas
Ali até horas mortas
Em tempos que já lá vão
O fado linda canção
Em silêncio era escutado
Porque o fado era mais fado
E falava ao coração
terça-feira, 18 de maio de 2010
MÁRIO SARAIVA
TANTOS FADOS DEU-ME A VIDA ( )
TANTOS FADOS DEU-ME A VIDA
Eu fui a voz aquela voz dolorida
Cantando a sós ou a solidão da vida
Mas sei que em mim há um laço transparente
E há um generoso abraço entre mim e a minha gente
Tantos fados deu-me a vida
E eu dei-me todo ao fado
Entre um verso e uma bebida
Em cada noite perdida
Em mil fados fui escutado
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores
Dei a voz a tristes fados
Vou cantar de olhos cerrados
Vi mais perto as suas dores
Fui o sal de tanta lágrima triste
Um vendaval que se amaina e logo insiste
Mas sei que em mim houve sempre á flor da voz
Um fado triste e dolente que é fado que há em nós
Tantos fados deu-me a vida
E eu dei-me todo ao fado
Entre um verso e uma bebida
Em cada noite perdida
Em mil fados fui escutado
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores
Dei a voz a tristes fados
Vou cantar de olhos cerrados
Vi mais perto as suas dores
TANTOS FADOS DEU-ME A VIDA
Eu fui a voz aquela voz dolorida
Cantando a sós ou a solidão da vida
Mas sei que em mim há um laço transparente
E há um generoso abraço entre mim e a minha gente
Tantos fados deu-me a vida
E eu dei-me todo ao fado
Entre um verso e uma bebida
Em cada noite perdida
Em mil fados fui escutado
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores
Dei a voz a tristes fados
Vou cantar de olhos cerrados
Vi mais perto as suas dores
Fui o sal de tanta lágrima triste
Um vendaval que se amaina e logo insiste
Mas sei que em mim houve sempre á flor da voz
Um fado triste e dolente que é fado que há em nós
Tantos fados deu-me a vida
E eu dei-me todo ao fado
Entre um verso e uma bebida
Em cada noite perdida
Em mil fados fui escutado
Cantei os sonhos frustrados
Dos poetas sonhadores
Dei a voz a tristes fados
Vou cantar de olhos cerrados
Vi mais perto as suas dores
segunda-feira, 17 de maio de 2010
CARMINHO
CARTA A LISBOA (Diogo Clemeente/Ricardo Rocha)
CARTA A LISBOA
Tal qual o velho Tejo e as águas p’ra depois
Aqui me tens na espera de quem partiu de mim
Em ti Lisboa eu vejo as horas de nós dois
E sei não ser quem era num tempo antes do fim
Como eu barcos parados cansados deste mar
Ocultam liberdades na frágil luz das velas
Que ás mãos doutros recados que o vento quis roubar
Perderam-se as saudades fecharam-se as janelas
Assim vivo comigo num rio de mim p’ra mim
Maiores os dias de hoje são menos que outros dias
Talvez por ser abrigo de alguém que antes de fim
Me chega e que me foge deixando as mãos vazias
E há tanto por dizer nas linhas desta dor
Que a voz do que magoa confunde-me o desejo
Aqui espero por ter o rio do meu amor
Correndo em ti Lisboa tal qual o velho Tejo
CARTA A LISBOA
Tal qual o velho Tejo e as águas p’ra depois
Aqui me tens na espera de quem partiu de mim
Em ti Lisboa eu vejo as horas de nós dois
E sei não ser quem era num tempo antes do fim
Como eu barcos parados cansados deste mar
Ocultam liberdades na frágil luz das velas
Que ás mãos doutros recados que o vento quis roubar
Perderam-se as saudades fecharam-se as janelas
Assim vivo comigo num rio de mim p’ra mim
Maiores os dias de hoje são menos que outros dias
Talvez por ser abrigo de alguém que antes de fim
Me chega e que me foge deixando as mãos vazias
E há tanto por dizer nas linhas desta dor
Que a voz do que magoa confunde-me o desejo
Aqui espero por ter o rio do meu amor
Correndo em ti Lisboa tal qual o velho Tejo
SEBASTIÃO ROBALINHO
FADO ROBALINHO (Joaquim Pimental/Sebastião Robalinho)
FADO ROBALINHO
Não nasci na Mouraria
Bairro Alto ou Madragoa
Nasci p’rás bandas do norte
E mal conheço Lisboa
Mas sou fadista de lei
Posso afirmá-lo não minto
Canto o fado como eu sei
Como eu posso e como eu sinto
Gosto do fado corrido
Do Mouraria ao Menor
Gosto do fado batido
Quando marcado a rigor
De todos o mais castiço
Gosto deles cá pra mim
Cá pró ti ó Robalinho
Nascido em Gaias Sandim
Há quem diga mal do fado
Há quem fale sem saber
O fado não é culpado
Do destino de um qualquer
Gosto de cantar o fado
Ao canta-lo sou feliz
O fado é hino sagrado
Das canções do meu pais
Gosto do fado corrido
Do Mouraria ao Menor
Gosto do fado batido
Quando marcado a rigor
De todos o mais castiço
Gosto deles cá pra mim
Cá pró ti ó Robalinho
Nascido em Gaias Sandim
FADO ROBALINHO
Não nasci na Mouraria
Bairro Alto ou Madragoa
Nasci p’rás bandas do norte
E mal conheço Lisboa
Mas sou fadista de lei
Posso afirmá-lo não minto
Canto o fado como eu sei
Como eu posso e como eu sinto
Gosto do fado corrido
Do Mouraria ao Menor
Gosto do fado batido
Quando marcado a rigor
De todos o mais castiço
Gosto deles cá pra mim
Cá pró ti ó Robalinho
Nascido em Gaias Sandim
Há quem diga mal do fado
Há quem fale sem saber
O fado não é culpado
Do destino de um qualquer
Gosto de cantar o fado
Ao canta-lo sou feliz
O fado é hino sagrado
Das canções do meu pais
Gosto do fado corrido
Do Mouraria ao Menor
Gosto do fado batido
Quando marcado a rigor
De todos o mais castiço
Gosto deles cá pra mim
Cá pró ti ó Robalinho
Nascido em Gaias Sandim
MANUELA CAVACO
BRINCOS PARA BRINCAR (João Linhares Barbosa/Francisco Carvalhinho)
BRINCOS PARA BRINCAR
Quando eu era pequenina
P’ra me enfeitar as orelhas
Minha mãe punha-me ás vezes
Quatro cerejas vermelhas
E toda tola lembro-me ainda
Que ia para escola vaidosa e linda
Brincos vermelhos a dar que dar
Pedia espelhos p’ra me mirar
Diziam todos que bem que fica
Lembra nos modos menina rica
Via-os revia-os como riqueza
Depois comia-os á sobremesa
Um dias as mais raparigas
Filhas como eu da pobreza
Puseram-me nas orelhas
Dois brinquinhos de princesa
E toda triques faces coradas
Ia aos despiques nas desfolhadas
Vinham meus brincos de algum vergel
Não punham vincos na minha pele
Depois mais tarde vi-te e amei
Deste-me brincos de oiro de lei
Bendito sejas mas na verdade
Vejo cerejas sinto saudades
BRINCOS PARA BRINCAR
Quando eu era pequenina
P’ra me enfeitar as orelhas
Minha mãe punha-me ás vezes
Quatro cerejas vermelhas
E toda tola lembro-me ainda
Que ia para escola vaidosa e linda
Brincos vermelhos a dar que dar
Pedia espelhos p’ra me mirar
Diziam todos que bem que fica
Lembra nos modos menina rica
Via-os revia-os como riqueza
Depois comia-os á sobremesa
Um dias as mais raparigas
Filhas como eu da pobreza
Puseram-me nas orelhas
Dois brinquinhos de princesa
E toda triques faces coradas
Ia aos despiques nas desfolhadas
Vinham meus brincos de algum vergel
Não punham vincos na minha pele
Depois mais tarde vi-te e amei
Deste-me brincos de oiro de lei
Bendito sejas mas na verdade
Vejo cerejas sinto saudades
JORGE GANHÃO
POR UM COPO DE VINHO (José Fanha/Jorge Ganhão)
POR UM COPO DE VINHO
Por um copo de vinho te diria
Onde o mundo começa e se dilata
Onde a veia rebenta e se desata
A fonte da ternura e da alegria
Por um copo de vinho te diria
Por um beijo azul por uma mão
Dançaria contigo até cair
Na cama maravilha de faquir
Que arranca a luz da lua ao coração
Por um beijo azul por uma mão
Eu sei no mar a cor dos laranjais
E a rota das gaivotas sob a pele
E tudo te diria pão e mel
Por um copo de vinho e pouco mais
Por um copo de vinho e pouco mais
Por um copo de vinho e pouco mais
POR UM COPO DE VINHO
Por um copo de vinho te diria
Onde o mundo começa e se dilata
Onde a veia rebenta e se desata
A fonte da ternura e da alegria
Por um copo de vinho te diria
Por um beijo azul por uma mão
Dançaria contigo até cair
Na cama maravilha de faquir
Que arranca a luz da lua ao coração
Por um beijo azul por uma mão
Eu sei no mar a cor dos laranjais
E a rota das gaivotas sob a pele
E tudo te diria pão e mel
Por um copo de vinho e pouco mais
Por um copo de vinho e pouco mais
Por um copo de vinho e pouco mais
António Moreira da Silva
DIGAM (Manuel Andrade / Frederico de Brito)
DIGAM
Se hoje alguém me procurar
Digam que não pode entrar
Que não estou p’ra ninguém
Fechem-lhe a minha janela
E mesmo que seja ela
Digam que não estou também
Digam que a não quero ver
Que não me faça sofrer
Digam -lhe que se vá embora
Digam que á muito morri
Mesmo que nunca existi
Digam que aqui ninguém mora
Façam o que lhes lembrar
Digam que não pode entrar
Que não estou p’ra ninguém
Que a porta ficou trancada
Ou então não digam nada
Porque eu sei que ela não vem
DIGAM
Se hoje alguém me procurar
Digam que não pode entrar
Que não estou p’ra ninguém
Fechem-lhe a minha janela
E mesmo que seja ela
Digam que não estou também
Digam que a não quero ver
Que não me faça sofrer
Digam -lhe que se vá embora
Digam que á muito morri
Mesmo que nunca existi
Digam que aqui ninguém mora
Façam o que lhes lembrar
Digam que não pode entrar
Que não estou p’ra ninguém
Que a porta ficou trancada
Ou então não digam nada
Porque eu sei que ela não vem
sexta-feira, 14 de maio de 2010
FERNANDA OLIVEIRA
ESTADO D'ALMA ( VILA BRANCA? )( )
ESTADO D'ALMA - VILA BRANCA ?
Que linda vila é a minha
Ó vila que tanto encanta
De muralhas tão velhinhas
Chamam-lhe hoje Vila branca
Entrei nas portas de Beja
Subi a santa Maria
Fui ver o velho castelo
Que há muito tempo não via
Desci pela porta nova
Esse casario com graça
Entrei nas portas de Moura
Dei por mim estava na praça
Já noite nas suas ruas
Fui vivendo a solidão
Fui sonhando fui chorando
Fui cantando uma canção
Lembrando que fui criança
Nas suas ruas brinquei
Vivendo recordações
Foi cantando que chorei
Que linda vila é a minha
Chamam-lhe hoje
Vila branca
ESTADO D'ALMA - VILA BRANCA ?
Que linda vila é a minha
Ó vila que tanto encanta
De muralhas tão velhinhas
Chamam-lhe hoje Vila branca
Entrei nas portas de Beja
Subi a santa Maria
Fui ver o velho castelo
Que há muito tempo não via
Desci pela porta nova
Esse casario com graça
Entrei nas portas de Moura
Dei por mim estava na praça
Já noite nas suas ruas
Fui vivendo a solidão
Fui sonhando fui chorando
Fui cantando uma canção
Lembrando que fui criança
Nas suas ruas brinquei
Vivendo recordações
Foi cantando que chorei
Que linda vila é a minha
Chamam-lhe hoje
Vila branca
ROBERTA SÁ
EU JÁ NÃO SEI (Domingos Gonçalves Costa/Carlos Rocha)
EU JÁ NÃO SEI
Eu já não sei
Se fiz bem ou se fiz mal
Em pôr um ponto final
Na minha paixão ardente
Eu já não sei
Porque quem sofre de amor
A cantar sofre melhor
As mágoas que o peito sente
Quando te vejo e em sonhos sigo os teus passos
Sinto o desejo de me lançar nos teus braços
Tenho vontade de lhe dizer frente a frente
Quanta saudade há do teu amor ausente
Num louco anseio, lembrando o que já chorei
Se te amo ou se te odeio
Eu já não sei
EU JÁ NÃO SEI
Eu já não sei
Se fiz bem ou se fiz mal
Em pôr um ponto final
Na minha paixão ardente
Eu já não sei
Porque quem sofre de amor
A cantar sofre melhor
As mágoas que o peito sente
Quando te vejo e em sonhos sigo os teus passos
Sinto o desejo de me lançar nos teus braços
Tenho vontade de lhe dizer frente a frente
Quanta saudade há do teu amor ausente
Num louco anseio, lembrando o que já chorei
Se te amo ou se te odeio
Eu já não sei
domingo, 9 de maio de 2010
JOSÉ MANUEL BARRETO
PALHAÇO ( )
PALHAÇO
Foi na pista dum circo certo dia
Um famoso palhaço trabalhava
E o publico em delírio e alegria
Não nota que na pista alguém chorava
Dada por finda a sua actuação
Do público se despede o artista
Mas nisto uma estrondosa ovação
Exige que o palhaço volte á pista
Ao longe ouviu-se a voz dum garotinho
Que o rir de muita gente interrompeu
Dizendo vem depressa meu paizinho
Porque a minha mãezinha já morreu
Abraçado ao petiz a soluçar
O palhaço caiu por sobre a pista
Então ouviu-se o público a gargalhar
Pensando ser trabalho do artista
O palhaço levantando-se se ergueu
Dizendo para todos com voz forte
A mulher que eu mais amo já morreu
E vós estais a rir da sua morte
O garoto que eu agora muito abraço
É tudo quanto resta do meu lar
Por isso tenham pena dum palhaço
Que leva a vida rir pra não chorar
PALHAÇO
Foi na pista dum circo certo dia
Um famoso palhaço trabalhava
E o publico em delírio e alegria
Não nota que na pista alguém chorava
Dada por finda a sua actuação
Do público se despede o artista
Mas nisto uma estrondosa ovação
Exige que o palhaço volte á pista
Ao longe ouviu-se a voz dum garotinho
Que o rir de muita gente interrompeu
Dizendo vem depressa meu paizinho
Porque a minha mãezinha já morreu
Abraçado ao petiz a soluçar
O palhaço caiu por sobre a pista
Então ouviu-se o público a gargalhar
Pensando ser trabalho do artista
O palhaço levantando-se se ergueu
Dizendo para todos com voz forte
A mulher que eu mais amo já morreu
E vós estais a rir da sua morte
O garoto que eu agora muito abraço
É tudo quanto resta do meu lar
Por isso tenham pena dum palhaço
Que leva a vida rir pra não chorar
MANUELA CAVACO
MALMEQUERES (Dr. Manuel Paulino Gomes Junior)
MALMEQUERES
Malmequeres bem me queres
São flores de louco encanto
Malmequeres bem me queres
Desfolham risos ou pranto
Os jovens apaixonados
Perguntam baixinho á flor
Se são queridos desejados
Se são queridos desejados
Ou felizes no amor
Se os malmequeres
Gentis e formosos
Dizem bem me queres
Aos rostos ansiosos
Das lindas mulheres
Constroem castelos
Nos seus corações
Loucas ilusões, loucas ilusões
E sonhos tão belos
Dois jovens enamorados
Um malmequer desfolharam
Mas ficaram enganados
Com a resposta que apanharam
O malmequer respondeu
Com o seu eterno sorrir
Isso não respondo eu
Isso não respondo eu
Pois não gosto de mentir
Se os malmequeres
Gentis e formosos
Dizem bem me queres
Aos rostos ansiosos
Das lindas mulheres
Constroem castelos
Nos seus corações
Loucas ilusões, loucas ilusões
E sonhos tão belos
MALMEQUERES
Malmequeres bem me queres
São flores de louco encanto
Malmequeres bem me queres
Desfolham risos ou pranto
Os jovens apaixonados
Perguntam baixinho á flor
Se são queridos desejados
Se são queridos desejados
Ou felizes no amor
Se os malmequeres
Gentis e formosos
Dizem bem me queres
Aos rostos ansiosos
Das lindas mulheres
Constroem castelos
Nos seus corações
Loucas ilusões, loucas ilusões
E sonhos tão belos
Dois jovens enamorados
Um malmequer desfolharam
Mas ficaram enganados
Com a resposta que apanharam
O malmequer respondeu
Com o seu eterno sorrir
Isso não respondo eu
Isso não respondo eu
Pois não gosto de mentir
Se os malmequeres
Gentis e formosos
Dizem bem me queres
Aos rostos ansiosos
Das lindas mulheres
Constroem castelos
Nos seus corações
Loucas ilusões, loucas ilusões
E sonhos tão belos
terça-feira, 4 de maio de 2010
SUSANA LOPES
HERANÇAS (Susana Metello Lopes/Fado Carriche)
HERANÇAS
Minha mãe deu-me esta voz
Este soluço magoado
Pôs-me na garganta a noz
Dolente e bela do fado
Meu pai deu-me a poesia
E este gosto de escutar
A doce melancolia
De uma guitarra a trinar
Também herdei a magia
De ter nascido em Lisboa
No meu peito á Mouraria
Nos meus olhos Madragoa
Trago o fado nos sentidos
Que linda herança a minha
Que os meus dois amores queridos
Deram á sua alfacinha
Minha herança é a mais bela
Que alguém jamais recebeu
Azul e rosa aguarela
O fado a guitarra e eu
HERANÇAS
Minha mãe deu-me esta voz
Este soluço magoado
Pôs-me na garganta a noz
Dolente e bela do fado
Meu pai deu-me a poesia
E este gosto de escutar
A doce melancolia
De uma guitarra a trinar
Também herdei a magia
De ter nascido em Lisboa
No meu peito á Mouraria
Nos meus olhos Madragoa
Trago o fado nos sentidos
Que linda herança a minha
Que os meus dois amores queridos
Deram á sua alfacinha
Minha herança é a mais bela
Que alguém jamais recebeu
Azul e rosa aguarela
O fado a guitarra e eu
MANUELA CAVACO
FADO DO PESCADOR (Desconhecido / Aníbal Nazaré)
FADO DO PESCADOR
Vieste-me perguntar
O que era um pescador
Agora vou explicar
Toma atenção por favor
É um homem de pulso forte
A quem nada mete afronta
Sem temer a própria morte
Corre o mar de ponta a ponta
Noites passar fora do lar abençoado
Ter alma nobre ser homem pobre e ser honrado
Andar no mar e suportar frio e calor
Viver na fé eis o que é ser pescador
É um homem sem vaidade
Que não possui ambição
Trabalha com lealdade
Para angariar seu pão
Nas noites de chuva e vento
Em que o mar lhe dá mais trilho
Não lhe sai do pensamento
Sua mulher e seus filhos
Noites passar fora do lar abençoado
Ter alma nobre ser homem pobre e ser honrado
Andar no mar e suportar frio e calor
Viver na fé eis o que é ser pescador
FADO DO PESCADOR
Vieste-me perguntar
O que era um pescador
Agora vou explicar
Toma atenção por favor
É um homem de pulso forte
A quem nada mete afronta
Sem temer a própria morte
Corre o mar de ponta a ponta
Noites passar fora do lar abençoado
Ter alma nobre ser homem pobre e ser honrado
Andar no mar e suportar frio e calor
Viver na fé eis o que é ser pescador
É um homem sem vaidade
Que não possui ambição
Trabalha com lealdade
Para angariar seu pão
Nas noites de chuva e vento
Em que o mar lhe dá mais trilho
Não lhe sai do pensamento
Sua mulher e seus filhos
Noites passar fora do lar abençoado
Ter alma nobre ser homem pobre e ser honrado
Andar no mar e suportar frio e calor
Viver na fé eis o que é ser pescador
sábado, 24 de abril de 2010
ROSITA
VERSOS À MINHA MÃE (Manuel Carvalho / Fado Carriche)
VERSOS Á MINHA MÃE
Se pudesses cá voltar
Ó minha mãe minha santa
Tinha tanta coisa tanta
Minha mãe p’ra te contar
Na vida o amor de alguém
Para amar eu conheci
Não me compensa de ti
Mas sou feliz minha mãe
P’ra compensar teus afectos
Dos filhos tenho meiguices
Ó minha mãe se tu visses
Que lindos são os teus netos
Eu rezo á virgem por ti
Saudosa do teu amor
Minha vida era melhor
Se tu voltasses aqui
Num canto desse jardim
Se vires o meu pai também
Diz-lhe que vai tudo bem
E dá-lhe um beijo por mim
VERSOS Á MINHA MÃE
Se pudesses cá voltar
Ó minha mãe minha santa
Tinha tanta coisa tanta
Minha mãe p’ra te contar
Na vida o amor de alguém
Para amar eu conheci
Não me compensa de ti
Mas sou feliz minha mãe
P’ra compensar teus afectos
Dos filhos tenho meiguices
Ó minha mãe se tu visses
Que lindos são os teus netos
Eu rezo á virgem por ti
Saudosa do teu amor
Minha vida era melhor
Se tu voltasses aqui
Num canto desse jardim
Se vires o meu pai também
Diz-lhe que vai tudo bem
E dá-lhe um beijo por mim
NELSON DUARTE
ANOS DE CASADOS (Manuel Carvalho / Fado Esmeraldinha)
ANOS DE CASADOS
Hoje fazemos anos de casados
Trago rosas vermelhas para te dar
E um molho de beijos perfumados
Pelo prazer que tenho de te amar
Cá vamos pela vida a caminhar
Sempre de mão dada companheira
Os filhos são o sal p’ra temperar
Este nosso amor p’rá vida inteira
Chamou-nos o destino quando quis
Juntar duas vidas num só fado
Fez de mim o homem mais feliz
Por te ter a ti sempre a meu lado
Bendita seja a hora em que te vi
Grato por na vida seres meu par
E por ainda gostar tanto de ti
Trago rosas vermelhas p’ra te dar
ANOS DE CASADOS
Hoje fazemos anos de casados
Trago rosas vermelhas para te dar
E um molho de beijos perfumados
Pelo prazer que tenho de te amar
Cá vamos pela vida a caminhar
Sempre de mão dada companheira
Os filhos são o sal p’ra temperar
Este nosso amor p’rá vida inteira
Chamou-nos o destino quando quis
Juntar duas vidas num só fado
Fez de mim o homem mais feliz
Por te ter a ti sempre a meu lado
Bendita seja a hora em que te vi
Grato por na vida seres meu par
E por ainda gostar tanto de ti
Trago rosas vermelhas p’ra te dar
JOAQUIM BRANDÃO
VIVES NO MEU PENSAMENTO (Manuel Carvalho / Fado Rosita)
VIVES NO MEU PENSAMENTO
Não me sais do pensamento
Tu andas sempre comigo
A cada hora e momento
Eu ando no fado contigo
Para te ver a surgir
Basta meus olhos fechar
E tu lá vens a sorrir
Á minha mente brincar
Á noite sonho contigo
E adormeço num beijo
Mas durmo para meu castigo
Um sono feito desejo
Quando me ponho a pé
Lá começa o meu tormento
Sabe-me a beijo o café
Não me sais do pensamento
VIVES NO MEU PENSAMENTO
Não me sais do pensamento
Tu andas sempre comigo
A cada hora e momento
Eu ando no fado contigo
Para te ver a surgir
Basta meus olhos fechar
E tu lá vens a sorrir
Á minha mente brincar
Á noite sonho contigo
E adormeço num beijo
Mas durmo para meu castigo
Um sono feito desejo
Quando me ponho a pé
Lá começa o meu tormento
Sabe-me a beijo o café
Não me sais do pensamento
ARTUR BATALHA
QUADRAS SOLTAS ( )
QUADRAS SOLTAS
Ouvi um fado sem nome
Numa voz entristecida
Não sei porquê recordou-me
O fado da minha vida
Eu vi minha mãe rezando
Aos pés da virgem Maria
Era uma santa escutando
O que outra santa dizia
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
Nenhum fadista tem sorte
Rogai por nós virgem mãe
Agora sempre e também
Na hora da nossa morte
QUADRAS SOLTAS
Ouvi um fado sem nome
Numa voz entristecida
Não sei porquê recordou-me
O fado da minha vida
Eu vi minha mãe rezando
Aos pés da virgem Maria
Era uma santa escutando
O que outra santa dizia
Ó minha mãe minha mãe
Ó minha mãe minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada
Nenhum fadista tem sorte
Rogai por nós virgem mãe
Agora sempre e também
Na hora da nossa morte
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