PRINCESA PROMETIDA (Aldina Duarte / José marques)
PRINCESA PROMETIDA
Que a brilhar dá que pensar
Há um véu no meu olhar
Nos mistérios da beleza;
Espelho meu, que aconteceu
Do que é teu e do que é meu
Já não temos a certeza
A moldura deste espelho
Espelho feito de oiro velho
Tem os traços duma flor
Muitas vezes foi partido
Prometido e proibido
Aos encantos do amor
Espelho meu diz a verdade
Da idade da saudade
À mulher envelhecida
Segue em frente na memória
Mata a glória dessa história
Da princesa prometida
Vamos tentar apresentar neste blogger uma grande gama de fados, antigos e modernos. Deixando assim o vídeo e a respectiva letra. Péta e Luísa
PEDIDOS DE OPINIÕES
Pedimos a quem nos visite!... que nos deixe a vossa opinião, utilizando o espaço das mensagens ou comentários, estamos empenhadas a 100% neste blogue.
Mas, gostávamos de saber se o mesmo, será do vosso agrado...Para nós é muito importante a vossa opinião.
Porque, este blogue, foi criado a pensar em si.
Um bem-haja para todos.....obrigado
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Um bem-haja para todos.....obrigado
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
ANA SOFIA VARELA
AS LUVAS DE MINHA MÃE (João Monge / João Gil)
AS LUVAS DE MINHA MÃE
De onde vem
O regaço permanente
Esse beijo transparente
Que me dás só de o pensar
De onde vem
A promessa de alegria
A doce melancolia
Que eu herdei do teu olhar
De onde vem
O regaço permanente
Esse beijo transparente
Que me dás só de o pensar
De onde vem
A promessa de alegria
A doce melancolia
Que eu herdei do teu olhar
De onde vem
Este amor que me pressente
Que me dói se estou ausente
Dessa dôr que ele me tem
De onde vem
O saber não aprendido
Do coração aquecido
Nas luvas de minha mãe
De onde vem
Este amor que me pressente
Que me dói se estou ausente
Dessa dôr que ele me tem
De onde vem
O saber não aprendido
Do coração aquecido
Nas luvas de minha mãe
AS LUVAS DE MINHA MÃE
De onde vem
O regaço permanente
Esse beijo transparente
Que me dás só de o pensar
De onde vem
A promessa de alegria
A doce melancolia
Que eu herdei do teu olhar
De onde vem
O regaço permanente
Esse beijo transparente
Que me dás só de o pensar
De onde vem
A promessa de alegria
A doce melancolia
Que eu herdei do teu olhar
De onde vem
Este amor que me pressente
Que me dói se estou ausente
Dessa dôr que ele me tem
De onde vem
O saber não aprendido
Do coração aquecido
Nas luvas de minha mãe
De onde vem
Este amor que me pressente
Que me dói se estou ausente
Dessa dôr que ele me tem
De onde vem
O saber não aprendido
Do coração aquecido
Nas luvas de minha mãe
sábado, 12 de dezembro de 2009
KATIA GUERREIRO
RENASCE (João Veiga)
RENASCE
Renasce a cada instante que passa no meu pensamento
Os poentes passados contigo à beira mar
Quando as marés não mudavam
E as ondas para nós cantavam
Vezes sem conta este fado sem nunca parar
Renasce em cada hora que passa esta enorme saudade
De te amar sempre assim, assim como agora
Pode o mundo dar as voltas que der
Que o nosso amor neste fado há-de ser
Cantado de mim para ti pela vida fora
Beijo o teu corpo
Sabe a madrugada por acontecer
Sabe a água fresca
Sabe a flores silvestres e a renascer
Ao perfume dos dias
Sabe a tarde calma, sabe a ilusão
Sabe à tua alma, sabe a sedução
Renasce a cada tarde que passa esta estranha ilusão
Parece sentir-te chegar ouvindo os teus passos
De repente toda a saudade
Se desvanece na claridade
No brilho dos teus olhos e dos teus abraços
Renasce em cada noite que passa uma saudade maior
De tudo o que a vida nos deu de bom e diferente
Mas na praia ficaram na areia
Nossos beijos feitos maré-cheia
E a lua como nós ficou em quarto crescente
Beijo o teu corpo
Sabe a madrugada por acontecer
Sabe a água fresca
Sabe a flores silvestres e a renascer
Ao perfume dos dias
Sabe a tarde calma, sabe a ilusão
Sabe à tua alma, sabe a sedução
RENASCE
Renasce a cada instante que passa no meu pensamento
Os poentes passados contigo à beira mar
Quando as marés não mudavam
E as ondas para nós cantavam
Vezes sem conta este fado sem nunca parar
Renasce em cada hora que passa esta enorme saudade
De te amar sempre assim, assim como agora
Pode o mundo dar as voltas que der
Que o nosso amor neste fado há-de ser
Cantado de mim para ti pela vida fora
Beijo o teu corpo
Sabe a madrugada por acontecer
Sabe a água fresca
Sabe a flores silvestres e a renascer
Ao perfume dos dias
Sabe a tarde calma, sabe a ilusão
Sabe à tua alma, sabe a sedução
Renasce a cada tarde que passa esta estranha ilusão
Parece sentir-te chegar ouvindo os teus passos
De repente toda a saudade
Se desvanece na claridade
No brilho dos teus olhos e dos teus abraços
Renasce em cada noite que passa uma saudade maior
De tudo o que a vida nos deu de bom e diferente
Mas na praia ficaram na areia
Nossos beijos feitos maré-cheia
E a lua como nós ficou em quarto crescente
Beijo o teu corpo
Sabe a madrugada por acontecer
Sabe a água fresca
Sabe a flores silvestres e a renascer
Ao perfume dos dias
Sabe a tarde calma, sabe a ilusão
Sabe à tua alma, sabe a sedução
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
MARIA DA FÉ
É DAQUI DA MINHA TERRA (José Luís Gordo / Fontes Rocha)
É DAQUI DA MINHA TERRA
É daqui da minha terra que eu vos canto
O fado que vos dou na minha voz
Como um rio que se derrama no meu pranto
E chega com coragem morto á foz
É daqui da minha terra que eu vos canto
A saudade que só nós sabemos ter
E perdidos no jardim do desencanto
Sabemos dar amor sem receber
É daqui da minha terra que eu vos canto
O fado que em nós nasceu um dia
Ai minha terra, amor que eu quero tanto
Que me matas de tristeza e de alegria
É daqui da minha terra que eu vos canto
As palavras desta língua portuguesa
E digo á minha voz, em cada canto
Que a força do amor está sempre acesa
É daqui da minha terra que eu vos canto
As palavras desta língua portuguesa
E digo á minha voz, em cada canto
Que a força do amor está sempre acesa
É DAQUI DA MINHA TERRA
É daqui da minha terra que eu vos canto
O fado que vos dou na minha voz
Como um rio que se derrama no meu pranto
E chega com coragem morto á foz
É daqui da minha terra que eu vos canto
A saudade que só nós sabemos ter
E perdidos no jardim do desencanto
Sabemos dar amor sem receber
É daqui da minha terra que eu vos canto
O fado que em nós nasceu um dia
Ai minha terra, amor que eu quero tanto
Que me matas de tristeza e de alegria
É daqui da minha terra que eu vos canto
As palavras desta língua portuguesa
E digo á minha voz, em cada canto
Que a força do amor está sempre acesa
É daqui da minha terra que eu vos canto
As palavras desta língua portuguesa
E digo á minha voz, em cada canto
Que a força do amor está sempre acesa
NELSON DUARTE
SOU FADO DO MEU FADO (Fernando Alves / Pedro Rodrigues)
SOU FADO DO MEU FADO
Sou a imagem do fado
Sou amado, contestado
Mas muitos gostam de mim;
Sou corpo, sou coração
Sou fado e rejeição
Mas gosto de ser assim
Eu sou fado de certeza
Sou o pranto da tristeza
Sou um gemido de dor
Sou a voz do sentimento
Um sofoco, um lamento
E um suspiro de amor
Sou o fado do meu fado
Poema sempre cantado
Com estranha melodia
Sou a revolta do mar
Sou a saudade a chorar
No colo da nostalgia
Sou o trinar da guitarra
O cantar de uma cigarra
Pelos poentes de verão
Sou grito na sombra escura
Sou fado de amargura
Nas noites de solidão
SOU FADO DO MEU FADO
Sou a imagem do fado
Sou amado, contestado
Mas muitos gostam de mim;
Sou corpo, sou coração
Sou fado e rejeição
Mas gosto de ser assim
Eu sou fado de certeza
Sou o pranto da tristeza
Sou um gemido de dor
Sou a voz do sentimento
Um sofoco, um lamento
E um suspiro de amor
Sou o fado do meu fado
Poema sempre cantado
Com estranha melodia
Sou a revolta do mar
Sou a saudade a chorar
No colo da nostalgia
Sou o trinar da guitarra
O cantar de uma cigarra
Pelos poentes de verão
Sou grito na sombra escura
Sou fado de amargura
Nas noites de solidão
CARLOS MACEDO
APREGOANDO CAUTELAS (José Luís Gordo / Fontes Rocha)
APREGOANDO CAUTELAS
Apregoando cautelas o cauteleiro lá vai
Sorte grande sorte grande, só comprando é que lhe sai
Compre a sorte meu senhor que será por mim vendida
Viver rico é bem melhor do que pobre toda a vida
Sorte grande já eu tenho, é saúde e alegria
É viver sempre feliz, ter o pão de cada dia
Sorte grande é o amor que nós temos para dar
E a felicidade maior, é alguém a quem amar
A sorte nunca se escolhe, vem sempre quando Deus quer
Não há riqueza maior que ser feliz até morrer
Tive a sorte encontrar um amor p'ra toda a vida
Sorte grande para amar, saiu-me sem ser vendida
Sorte grande já eu tenho, é saúde e alegria
É viver sempre feliz, ter o pão de cada dia
Sorte grande é o amor que nós temos para dar
E a felicidade maior, é alguém a quem amar
APREGOANDO CAUTELAS
Apregoando cautelas o cauteleiro lá vai
Sorte grande sorte grande, só comprando é que lhe sai
Compre a sorte meu senhor que será por mim vendida
Viver rico é bem melhor do que pobre toda a vida
Sorte grande já eu tenho, é saúde e alegria
É viver sempre feliz, ter o pão de cada dia
Sorte grande é o amor que nós temos para dar
E a felicidade maior, é alguém a quem amar
A sorte nunca se escolhe, vem sempre quando Deus quer
Não há riqueza maior que ser feliz até morrer
Tive a sorte encontrar um amor p'ra toda a vida
Sorte grande para amar, saiu-me sem ser vendida
Sorte grande já eu tenho, é saúde e alegria
É viver sempre feliz, ter o pão de cada dia
Sorte grande é o amor que nós temos para dar
E a felicidade maior, é alguém a quem amar
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
CARLOS DO CARMO
POR MORRER UMA ANDORINHA "VERSÍCULO" (Frederico de Brito / Alfredo Duarte / Adapt de: Judite Leal)
POR MORRER UMA ANDORINHA "VERSÍCULO"
Se deixaste de ser minha... minha dor
Não deixei de ser quem era... e tudo é novo
Por morrer uma andorinha... sem amor
Não acaba a primavera... diz o povo
Como vês, não estou mudado... felizmente
E nem sequer descontente... ou derrotado
Conservo o mesmo presente... do passado
E guardo o mesmo passado... bem presente
Eu já estava habituado... a este fado
A que não fosses sincera... em teu amor
Por isso, eu não fico á espera... do sabor
Duma ilusão que eu não tinha... e nem renovo;
Se deixaste de ser minha... minha dor
Não deixei de ser quem era... e tudo é novo
Vivo a vida como dantes... a cantar
Não tenho menos nem mais... do que já tinha
Os dias passam iguais... p’ra não voltar
Aos dias que vão distante... de seres minha
Horas minutos instantes... desta vida
Seguem a ordem austera... com rigor
Ninguém se agarra á quimera... sem valor
Do que o destino encaminha... e não é novo;
Pois por morrer uma andorinha... sem amor
Não acaba a primavera... diz o povo
POR MORRER UMA ANDORINHA "VERSÍCULO"
Se deixaste de ser minha... minha dor
Não deixei de ser quem era... e tudo é novo
Por morrer uma andorinha... sem amor
Não acaba a primavera... diz o povo
Como vês, não estou mudado... felizmente
E nem sequer descontente... ou derrotado
Conservo o mesmo presente... do passado
E guardo o mesmo passado... bem presente
Eu já estava habituado... a este fado
A que não fosses sincera... em teu amor
Por isso, eu não fico á espera... do sabor
Duma ilusão que eu não tinha... e nem renovo;
Se deixaste de ser minha... minha dor
Não deixei de ser quem era... e tudo é novo
Vivo a vida como dantes... a cantar
Não tenho menos nem mais... do que já tinha
Os dias passam iguais... p’ra não voltar
Aos dias que vão distante... de seres minha
Horas minutos instantes... desta vida
Seguem a ordem austera... com rigor
Ninguém se agarra á quimera... sem valor
Do que o destino encaminha... e não é novo;
Pois por morrer uma andorinha... sem amor
Não acaba a primavera... diz o povo
CARLOS MACEDO
SER PEREGRINO (Carlos Macedo)
SER PEREGRINO
Caminhamos todo o dia sem pensar
No tempo que temos de percorrer
Andamos por caminhos devagar
Mas com pressa de chegar e de vencer
Quantas luas, quantos sóis, vemos nascer
E é com fé que conseguimos caminhar
O chão é o colchão p’ra adormecer
Porque o cansaço bem merece descansar
Ser peregrino
É ser um poeta ao vento
Com asas no pensamento
Que voam a toda a hora
Ser peregrino
É ter Deus por companheiro
Que dá força ao caminheiro
E o leva á Nossa Senhora
Há momentos de silencio para rezar
E aí o coração fala por nós
Há uma lágrima que cai sem se contar
Porque a emoção fala mais alto sem ter voz
A chegada ao santuário é a cantar
Já ninguém se lembra do que sofreu
O peregrino tem muito para contar
Mas não consegue contar tudo o que viveu
Ser peregrino
É ser um poeta ao vento
Com asas no pensamento
Que voam a toda a hora
Ser peregrino
É ter Deus por companheiro
Que dá força ao caminheiro
E o leva á Nossa Senhora
SER PEREGRINO
Caminhamos todo o dia sem pensar
No tempo que temos de percorrer
Andamos por caminhos devagar
Mas com pressa de chegar e de vencer
Quantas luas, quantos sóis, vemos nascer
E é com fé que conseguimos caminhar
O chão é o colchão p’ra adormecer
Porque o cansaço bem merece descansar
Ser peregrino
É ser um poeta ao vento
Com asas no pensamento
Que voam a toda a hora
Ser peregrino
É ter Deus por companheiro
Que dá força ao caminheiro
E o leva á Nossa Senhora
Há momentos de silencio para rezar
E aí o coração fala por nós
Há uma lágrima que cai sem se contar
Porque a emoção fala mais alto sem ter voz
A chegada ao santuário é a cantar
Já ninguém se lembra do que sofreu
O peregrino tem muito para contar
Mas não consegue contar tudo o que viveu
Ser peregrino
É ser um poeta ao vento
Com asas no pensamento
Que voam a toda a hora
Ser peregrino
É ter Deus por companheiro
Que dá força ao caminheiro
E o leva á Nossa Senhora
MARIA DA FÉ
A SAUDADE É MINHA (Carlos Conde / Túlio Pereira)
A SAUDADE É MINHA
Quando alguém vive longe de quem ama
E sente a alma triste, dolorida
Há sempre uma saudade que nos chama
Para nos ir matando e dando vida
Quando a gente se esquece de lembrar
Aquilo que se lembra de esquecer
Há sempre uma saudade p’ra matar
E logo outra saudade p’ra viver
Venha a saudade... quero rir, brincar com ela
Quero espreitar-te p’las cortinas da janela
Venha a tristeza... quero ter com quem chorar
Abro-te a porta meu amor, podes entrar
Eu tive uma saudade que não digo
Ganheia-a na esperança da amizade
E ando agora a perdê-la por castigo
Na esperança que tive da saudade
A saudade que eu tenho e ando a cantar
É resto dum amor que alguém deixou
Se a lembro, vivo o sol que anda a brilhar
Se a esqueço, sinto a luz que já passou
Venha a saudade... quero rir, brincar com ela
Quero espreitar-te p’las cortinas da janela
Venha a tristeza... quero ter com quem chorar
Abro-te a porta meu amor, podes entrar
A SAUDADE É MINHA
Quando alguém vive longe de quem ama
E sente a alma triste, dolorida
Há sempre uma saudade que nos chama
Para nos ir matando e dando vida
Quando a gente se esquece de lembrar
Aquilo que se lembra de esquecer
Há sempre uma saudade p’ra matar
E logo outra saudade p’ra viver
Venha a saudade... quero rir, brincar com ela
Quero espreitar-te p’las cortinas da janela
Venha a tristeza... quero ter com quem chorar
Abro-te a porta meu amor, podes entrar
Eu tive uma saudade que não digo
Ganheia-a na esperança da amizade
E ando agora a perdê-la por castigo
Na esperança que tive da saudade
A saudade que eu tenho e ando a cantar
É resto dum amor que alguém deixou
Se a lembro, vivo o sol que anda a brilhar
Se a esqueço, sinto a luz que já passou
Venha a saudade... quero rir, brincar com ela
Quero espreitar-te p’las cortinas da janela
Venha a tristeza... quero ter com quem chorar
Abro-te a porta meu amor, podes entrar
TONY DE MATOS
O VENDAVAL (António Rodrigues / Joaquim Pimentel)
VENDAVAL
O vendaval passou, nada mais resta
A nau do meu amor tem novo rumo
Igual a tudo aquilo que não presta
O amor que me prendeu desfez-se em fumo
Navego agora em mar de calmaria
Ao sabor da maré em verdes águas
Ao leme, o esquecimento e a alegria
Vai deixando para trás as minha mágoas
Para onde vou, não sei
O que farei, sei lá
Só sei que me encontrei e que eu sou eu, enfim
E sei que ninguém mais rirá de mim
Longe no cais ficou a tua imagem
Mal a distingo, já desmaecida
Comigo a alegrar-me a viagem
Vão andorinhas de paz, de nova vida
Sigo tranquilo o rumo da esperança
Buscando aquela paz apetecida
Para ti eu fui um lago de bonança
E tu o vendaval na minha vida
Para onde vou, não sei
O que farei, sei lá
Só sei que me encontrei e que eu sou eu, enfim
E sei que ninguém mais rirá de mim
VENDAVAL
O vendaval passou, nada mais resta
A nau do meu amor tem novo rumo
Igual a tudo aquilo que não presta
O amor que me prendeu desfez-se em fumo
Navego agora em mar de calmaria
Ao sabor da maré em verdes águas
Ao leme, o esquecimento e a alegria
Vai deixando para trás as minha mágoas
Para onde vou, não sei
O que farei, sei lá
Só sei que me encontrei e que eu sou eu, enfim
E sei que ninguém mais rirá de mim
Longe no cais ficou a tua imagem
Mal a distingo, já desmaecida
Comigo a alegrar-me a viagem
Vão andorinhas de paz, de nova vida
Sigo tranquilo o rumo da esperança
Buscando aquela paz apetecida
Para ti eu fui um lago de bonança
E tu o vendaval na minha vida
Para onde vou, não sei
O que farei, sei lá
Só sei que me encontrei e que eu sou eu, enfim
E sei que ninguém mais rirá de mim
domingo, 6 de dezembro de 2009
CARLOS MACEDO
MEMÓRIAS (Leonardo)
MEMÓRIAS
Tu foste a maior das minhas amarguras
E vives até hoje na minha loucura
Tu foste a mais cruel de todas as vitórias
E fazes parte do livro das minhas memórias
Lembrar de que nada de bom o teu amor me deu
Faz sofrer alguém que não viveu
Vou recomeçar
Vou tentar viver
Vou tirar-te, enfim, da minha vida
E p'ra não chorar antes de partir
Vou tentar sorrir na despedida
Vou recomeçar
Vou tentar viver
Vou tirar-te, enfim, da minha vida
E p'ra não chorar antes de partir
Vou tentar sorrir na despedida
Agora que voltei à minha realidade
Tentando me esquecer que tudo foi verdade
Vou rebuscando fundo nas minhas memórias
Para riscar-te, enfim, da minha história
Vou recomeçar
Vou tentar viver
Vou tirar-te, enfim, da minha vida
E p'ra não chorar antes de partir
Vou tentar sorrir na despedida
Vou recomeçar
Vou tentar viver
Vou tirar-te, enfim, da minha vida
E p'ra não chorar antes de partir
Vou tentar sorrir na despedida
MEMÓRIAS
Tu foste a maior das minhas amarguras
E vives até hoje na minha loucura
Tu foste a mais cruel de todas as vitórias
E fazes parte do livro das minhas memórias
Lembrar de que nada de bom o teu amor me deu
Faz sofrer alguém que não viveu
Vou recomeçar
Vou tentar viver
Vou tirar-te, enfim, da minha vida
E p'ra não chorar antes de partir
Vou tentar sorrir na despedida
Vou recomeçar
Vou tentar viver
Vou tirar-te, enfim, da minha vida
E p'ra não chorar antes de partir
Vou tentar sorrir na despedida
Agora que voltei à minha realidade
Tentando me esquecer que tudo foi verdade
Vou rebuscando fundo nas minhas memórias
Para riscar-te, enfim, da minha história
Vou recomeçar
Vou tentar viver
Vou tirar-te, enfim, da minha vida
E p'ra não chorar antes de partir
Vou tentar sorrir na despedida
Vou recomeçar
Vou tentar viver
Vou tirar-te, enfim, da minha vida
E p'ra não chorar antes de partir
Vou tentar sorrir na despedida
MAFALDA ARNAUTH
O MAR FALA DE TI (Tiago Torres da Silva / Ernesto Leite)
O MAR FALA DE TI
Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar tecendo o horizonte
E ouvindo o mar gemer
Nasci como a água a correr da fonte
E eu vivi noutro lugar
Onde se escuta o mar batendo contra o cais
Mas vivi, não sei porquê
Como um barco á mercê dos temporais
Eu sei que o mar não me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele que fui eu que te levai ao mar, quando te vi
Eu sei que o mar não me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu quem dele se perdeu assim que te perdi
Vou morrer nalgum lugar
De onde possa avistar a onda que me tente
A morrer livre e sem pressa
Como um rio que regressa á nascente
Talviz ali seja o lugar
Onde eu possa afirmar que me fiz mais humano
Quando, por perder o pé
Senti que a alma é um oceano
O MAR FALA DE TI
Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar tecendo o horizonte
E ouvindo o mar gemer
Nasci como a água a correr da fonte
E eu vivi noutro lugar
Onde se escuta o mar batendo contra o cais
Mas vivi, não sei porquê
Como um barco á mercê dos temporais
Eu sei que o mar não me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele que fui eu que te levai ao mar, quando te vi
Eu sei que o mar não me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu quem dele se perdeu assim que te perdi
Vou morrer nalgum lugar
De onde possa avistar a onda que me tente
A morrer livre e sem pressa
Como um rio que regressa á nascente
Talviz ali seja o lugar
Onde eu possa afirmar que me fiz mais humano
Quando, por perder o pé
Senti que a alma é um oceano
NATÉRCIA MARIA
SARDINHEIRAS (Linhares Barbosa / Fernando Freitas)
SARDINHEIRAS
Um dia ele seguiu-me
Na rua onde eu morava
Cumprimentou-me e fugiu-me
E ao outro dia lá estava
Atirei-lhe da trapeira
Da minha água furtada
Uma rubra sardinheira
Que se tornou mais corada
Depois, nunca mais o vi
Nem do seu olhar a chama
Passou tempo e descobri
Que ele morava na Alfama
Uma noite, sem pensar
Pus o meu xaile, o meu lenço
E fui atrás desse olhar
Que deixara o meu suspenso
Hoje moro onde ele mora
Hoje durmo onde ele dorme
E há sol por dentro e por fora
Da minha alegria enorme
SARDINHEIRAS
Um dia ele seguiu-me
Na rua onde eu morava
Cumprimentou-me e fugiu-me
E ao outro dia lá estava
Atirei-lhe da trapeira
Da minha água furtada
Uma rubra sardinheira
Que se tornou mais corada
Depois, nunca mais o vi
Nem do seu olhar a chama
Passou tempo e descobri
Que ele morava na Alfama
Uma noite, sem pensar
Pus o meu xaile, o meu lenço
E fui atrás desse olhar
Que deixara o meu suspenso
Hoje moro onde ele mora
Hoje durmo onde ele dorme
E há sol por dentro e por fora
Da minha alegria enorme
AMÁLIA RODRIGUES
SRº EXTRATERRESTE ( Carlos Paião)
SRº EXTRATERRESTE
Vou contar-vos um história que não me sai da memória
Foi pra mim uma vitória nesta era espacial
Noutro dia estremeci quando abri a porta e vi
Um grandessíssimo OVNI pousado no meu quintal
Fui logo bater a porta, veio uma figura torta
Eu disse: "se não se importa” poderia ir-se embora
Tenho esta roupa a secar e ainda se vai sujar
Se essa coisa aí ficar a deitar fumo pra fora
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhado
Quis falar mas disse "pi
Estava mal sintonizado
Mexeu lá no botãozinho
E pôde contar-me, então
Que tinha sido multado
Por o terem apanhado
Sem carta de condução
O senhor desculpe lá, não quero passar por má
Pois você aonde está não me adianta nem me atrasa
O pior é a vizinha que parece que adivinha
Quando vir que eu estou sózinha com um estranho em minha casa
Mas já que está aí de pé venha tomar um café
Faz-me pena, pois você nem tem cara de ser mau
E eu queria saber também se na terra donde vem
Não conhece lá ninguém que me arranje bacalhau
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhado
Quis falar mas disse "pi
Estava mal sintonizado
Mexeu lá no botãozinho
Disse para me pôr a pau
Pois na terra donde vinha
Nem há cheiro de sardinha
Quanto mais de bacalhau
Conte agora novidades: é casado? tem saudades?
Já tem filhos? de que idades? só um? a quem é que sai?
Tem retratos, com certeza, mostre lá, ai que riqueza!
Não é mesmo uma beleza? tão gordinho, sai ao pai
Já está de chaves na mão? vai voltar p’ro avião?
Espere, que já ali estão umas sandes pra viagem
E vista também aquela camisinha de flanela
P’ra quando abrir a janela não se constipar co'a aragem
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhado
Quis falar mas disse "pi"
Estava mal sintonizado
Mexeu lá no botãozinho
E pôde-me então dizer
Que quer que eu vá visitá-lo
Que acha graça quando eu falo
Ou ao menos, p’ra escrever
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhado
Quis falar mas disse "pi"
Estava mal sintonizado
Mexeu lá no botãozinho
Só pra dizer: "Deus lhe pague"
Eu dei-lhe um copo de vinho
E lá foi no seu caminho
Que era um pouco em ziguezague
SRº EXTRATERRESTE
Vou contar-vos um história que não me sai da memória
Foi pra mim uma vitória nesta era espacial
Noutro dia estremeci quando abri a porta e vi
Um grandessíssimo OVNI pousado no meu quintal
Fui logo bater a porta, veio uma figura torta
Eu disse: "se não se importa” poderia ir-se embora
Tenho esta roupa a secar e ainda se vai sujar
Se essa coisa aí ficar a deitar fumo pra fora
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhado
Quis falar mas disse "pi
Estava mal sintonizado
Mexeu lá no botãozinho
E pôde contar-me, então
Que tinha sido multado
Por o terem apanhado
Sem carta de condução
O senhor desculpe lá, não quero passar por má
Pois você aonde está não me adianta nem me atrasa
O pior é a vizinha que parece que adivinha
Quando vir que eu estou sózinha com um estranho em minha casa
Mas já que está aí de pé venha tomar um café
Faz-me pena, pois você nem tem cara de ser mau
E eu queria saber também se na terra donde vem
Não conhece lá ninguém que me arranje bacalhau
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhado
Quis falar mas disse "pi
Estava mal sintonizado
Mexeu lá no botãozinho
Disse para me pôr a pau
Pois na terra donde vinha
Nem há cheiro de sardinha
Quanto mais de bacalhau
Conte agora novidades: é casado? tem saudades?
Já tem filhos? de que idades? só um? a quem é que sai?
Tem retratos, com certeza, mostre lá, ai que riqueza!
Não é mesmo uma beleza? tão gordinho, sai ao pai
Já está de chaves na mão? vai voltar p’ro avião?
Espere, que já ali estão umas sandes pra viagem
E vista também aquela camisinha de flanela
P’ra quando abrir a janela não se constipar co'a aragem
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhado
Quis falar mas disse "pi"
Estava mal sintonizado
Mexeu lá no botãozinho
E pôde-me então dizer
Que quer que eu vá visitá-lo
Que acha graça quando eu falo
Ou ao menos, p’ra escrever
E o senhor extraterrestre
Viu-se um pouco atrapalhado
Quis falar mas disse "pi"
Estava mal sintonizado
Mexeu lá no botãozinho
Só pra dizer: "Deus lhe pague"
Eu dei-lhe um copo de vinho
E lá foi no seu caminho
Que era um pouco em ziguezague
ANA MAURÍCIO
BASTA CORAÇÃO (Moita Girão / Alberto Correia )
BASTA CORAÇÃO
Uma promessa, um sorriso
E um leve aperto de mão
E nada mais é preciso
Pra prender um coração
Uma esperança que se afaga
Nunca morre num repente
O lume quando se apaga
Deixa sempre cinza quente
Não há nada que mais doa
Nem que mais faça sofrer
Do que amar uma pessoa
Que nem sequer nos quer ver
A saudade mais sentida
Mais profunda, creio eu
É sentir dentro da vida
O amor que já morreu
BASTA CORAÇÃO
Uma promessa, um sorriso
E um leve aperto de mão
E nada mais é preciso
Pra prender um coração
Uma esperança que se afaga
Nunca morre num repente
O lume quando se apaga
Deixa sempre cinza quente
Não há nada que mais doa
Nem que mais faça sofrer
Do que amar uma pessoa
Que nem sequer nos quer ver
A saudade mais sentida
Mais profunda, creio eu
É sentir dentro da vida
O amor que já morreu
ALDINA DUARTE
AI MEU AMOR SE BASTASSE (Manuela de Freitas / Pedro Rodrigues)
AI MEU AMOR SE BASTASSE
Ai meu amor se bastasse
Saberes que eu te amo tanto;
E cada vez que eu cantasse
Ai meu amor se bastasse
Saberes que é por ti que eu canto
Ai meu amor se bastasse
O que a cantar eu consigo
E mesmo que eu não cantasse
Ai meu amor se bastasse
O que a falar eu não digo
Ai meu amor se bastasse
Eu saber que te não basta
E na vida que eu gastasse
A cantar eu reparasse
Que a nossa vida está gasta
Se o que eu tenho pra te dar
Quanto eu canto te chegasse
Se isso pudesse bastar
Se me bastasse cantar
Ai meu amor se bastasse
AI MEU AMOR SE BASTASSE
Ai meu amor se bastasse
Saberes que eu te amo tanto;
E cada vez que eu cantasse
Ai meu amor se bastasse
Saberes que é por ti que eu canto
Ai meu amor se bastasse
O que a cantar eu consigo
E mesmo que eu não cantasse
Ai meu amor se bastasse
O que a falar eu não digo
Ai meu amor se bastasse
Eu saber que te não basta
E na vida que eu gastasse
A cantar eu reparasse
Que a nossa vida está gasta
Se o que eu tenho pra te dar
Quanto eu canto te chegasse
Se isso pudesse bastar
Se me bastasse cantar
Ai meu amor se bastasse
ANTÓNIO ZAMBUJO
ALENTEJO NA VOZ (José Luís Gordo / Popular)
ALENTEJO NA VOZ
Trago Alentejo na voz
Do cantar da minha gente
Ai rios de todos nós
Que te perdes na corrente
Ai planícies sonhavas
Ai sentir de olivais
Ai ventos na madrugada
Que me transcendem demais
Amigos, amigos
Papoilas de trigo
Só lá eu as tenho
E de braço dado
Contigo a meu lado
É de lá que eu venho
E de braço dado
Cantando ao amor
Guardamos o gado
Papoilas em flor
Que o vento num brado
Refresca o calor
E de braço dado
Contigo a meu lado
Cantamos amor
Ai rebanhos de saudades
Que eu deixei naqueles montes
Ai pastores de ansiedades
Bebendo a água nas fontes
Ai sede nas tardes quentes
Ai lembrança que me alcança
Ai terra prenhe de gente
Nos olhos duma criança
Amigos, amigos
Papoilas de trigo
Só lá eu as tenho
E de braço dado
Contigo a meu lado
É de lá que eu venho
E de braço dado
Cantando ao amor
Guardamos o gado
Papoilas em flor
Que o vento num brado
Refresca o calor
E de braço dado
Contigo a meu lado
Cantamos amor
ALENTEJO NA VOZ
Trago Alentejo na voz
Do cantar da minha gente
Ai rios de todos nós
Que te perdes na corrente
Ai planícies sonhavas
Ai sentir de olivais
Ai ventos na madrugada
Que me transcendem demais
Amigos, amigos
Papoilas de trigo
Só lá eu as tenho
E de braço dado
Contigo a meu lado
É de lá que eu venho
E de braço dado
Cantando ao amor
Guardamos o gado
Papoilas em flor
Que o vento num brado
Refresca o calor
E de braço dado
Contigo a meu lado
Cantamos amor
Ai rebanhos de saudades
Que eu deixei naqueles montes
Ai pastores de ansiedades
Bebendo a água nas fontes
Ai sede nas tardes quentes
Ai lembrança que me alcança
Ai terra prenhe de gente
Nos olhos duma criança
Amigos, amigos
Papoilas de trigo
Só lá eu as tenho
E de braço dado
Contigo a meu lado
É de lá que eu venho
E de braço dado
Cantando ao amor
Guardamos o gado
Papoilas em flor
Que o vento num brado
Refresca o calor
E de braço dado
Contigo a meu lado
Cantamos amor
sábado, 5 de dezembro de 2009
MÍSIA
NASCI PARA MORRER CONTIGO (António Lobo Antunes / Vitorino)
NASCI PARA MORRER UM DIA
Nasci para morrer contigo
A cama que tenho dou-te
Meu amante, meu amigo
Não te vás, fica comigo
Nasci para morrer contigo
Esta noite, toda a noite
Quero que a pele seja trigo
A ondular ao açoite
Dos gemidos que te digo
Meu amante, meu amigo
Nasci para morrer contigo
Esta noite, toda a noite
A gaivota dos meus braços
Foi feita para o teu rio
Tuas pernas são meus laços
A tua boca dois traços
Na boca que o espelho viu
NASCI PARA MORRER UM DIA
Nasci para morrer contigo
A cama que tenho dou-te
Meu amante, meu amigo
Não te vás, fica comigo
Nasci para morrer contigo
Esta noite, toda a noite
Quero que a pele seja trigo
A ondular ao açoite
Dos gemidos que te digo
Meu amante, meu amigo
Nasci para morrer contigo
Esta noite, toda a noite
A gaivota dos meus braços
Foi feita para o teu rio
Tuas pernas são meus laços
A tua boca dois traços
Na boca que o espelho viu
TONY DE MATOS
ROMÂNTICO (João Henrique)
ROMÂNTICO
Eu vou começar uma cantiga sobre a vida de um cantor
Que para cantar, cantava a vida mas com muito mais amor
Eu não vou esquecer na minha vida os amores que eu vivi
Nem posso deixar de me lembrar de tudo aquilo que eu sofri
Eu sou romântico
Em toda a minha vida fui romântico
Em cada despedida fui romântico
E ainda sou
Sou romântico
Cada cantiga agora é um cântico
Canção pela vida fora de um romântico
Que sempre amou
Eu não vou esquecer que às vezes sinto que me falta uma razão
De poder contar histórias da vida que canto nesta canção
Mas vou recordar pequenas coisas que não se podem esquecer
E poder sentir aqueles momentos que se voltam a viver
Eu sou romântico
Em toda a minha vida fui romântico
Em cada despedida fui romântico
E ainda sou
Sou romântico
Cada cantiga agora é um cântico
Canção pela vida fora de um romântico
Que sempre amou
ROMÂNTICO
Eu vou começar uma cantiga sobre a vida de um cantor
Que para cantar, cantava a vida mas com muito mais amor
Eu não vou esquecer na minha vida os amores que eu vivi
Nem posso deixar de me lembrar de tudo aquilo que eu sofri
Eu sou romântico
Em toda a minha vida fui romântico
Em cada despedida fui romântico
E ainda sou
Sou romântico
Cada cantiga agora é um cântico
Canção pela vida fora de um romântico
Que sempre amou
Eu não vou esquecer que às vezes sinto que me falta uma razão
De poder contar histórias da vida que canto nesta canção
Mas vou recordar pequenas coisas que não se podem esquecer
E poder sentir aqueles momentos que se voltam a viver
Eu sou romântico
Em toda a minha vida fui romântico
Em cada despedida fui romântico
E ainda sou
Sou romântico
Cada cantiga agora é um cântico
Canção pela vida fora de um romântico
Que sempre amou
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
MARIA DA FÉ
TUDO POR TUDO (Fernando Farinha / Casimiro Ramos)
TUDO POR TUDO
Dei-te tudo quanto tinha
E não estou arrependida;
Trocamos alma por alma
Demos amor por amor
Pagamos vida por vida
E neste amor tão feliz
Nossas vidas vivem mais
Porque eu vivo o que tu vives
O que eu sinto também sentes
Em tudo somos iguais
Queira Deus que o nosso amor
Assim seja a vida inteira
E que toda a gente saiba
Como é bonito na vida
Amar-se desta maneira
TUDO POR TUDO
Dei-te tudo quanto tinha
E não estou arrependida;
Trocamos alma por alma
Demos amor por amor
Pagamos vida por vida
E neste amor tão feliz
Nossas vidas vivem mais
Porque eu vivo o que tu vives
O que eu sinto também sentes
Em tudo somos iguais
Queira Deus que o nosso amor
Assim seja a vida inteira
E que toda a gente saiba
Como é bonito na vida
Amar-se desta maneira
LENITA GENTIL
PRECISO DE ESPAÇO (Lima Couto/Maria Olimpia Cosme)
PRECISO DE ESPAÇO
Preciso de espaço
Para ser feliz
Preciso de espaço
Para ser raiz
Ter a rede pronta
Para o mar de sempre
Ter aves e sonho
Quando a terra escuta
E falar de amor
Aos tambores da luta
Ter palavras certas no sol do caminho
E beber a rir o doirado vinho
Misturar a vida, misturar o vento
E nas madrugadas
Quando o povo abraço
Para estar contigo, preciso de espaço
Preciso de espaço
Para ser feliz
Preciso de espaço
Para ser raiz
Caminhar sem ódio
Falar sem mentira
Ter meus olhos longe
Na luz de uma estrela
E ser como um rio
Que se agita ao vê-la
Ter palavras certas no sol do caminho
E beber a rir o doirado vinho
Misturar a vida, misturar o vento
E nas madrugadas
Quando o povo abraço
Para estar contigo, preciso de espaço
Ter palavras certas no sol do caminho
E beber a rir o doirado vinho
Misturar a vida, misturar o vento
E nas madrugadas
Quando o povo abraço
Para estar contigo, preciso de espaço
PRECISO DE ESPAÇO
Preciso de espaço
Para ser feliz
Preciso de espaço
Para ser raiz
Ter a rede pronta
Para o mar de sempre
Ter aves e sonho
Quando a terra escuta
E falar de amor
Aos tambores da luta
Ter palavras certas no sol do caminho
E beber a rir o doirado vinho
Misturar a vida, misturar o vento
E nas madrugadas
Quando o povo abraço
Para estar contigo, preciso de espaço
Preciso de espaço
Para ser feliz
Preciso de espaço
Para ser raiz
Caminhar sem ódio
Falar sem mentira
Ter meus olhos longe
Na luz de uma estrela
E ser como um rio
Que se agita ao vê-la
Ter palavras certas no sol do caminho
E beber a rir o doirado vinho
Misturar a vida, misturar o vento
E nas madrugadas
Quando o povo abraço
Para estar contigo, preciso de espaço
Ter palavras certas no sol do caminho
E beber a rir o doirado vinho
Misturar a vida, misturar o vento
E nas madrugadas
Quando o povo abraço
Para estar contigo, preciso de espaço
ARGENTINA SANTOS
DRAMA DE UMA VELHINHA (Carlos Conde / João Maria dos Anjos)
DRAMA DE UMA VELHINHA
Senhor Juiz... o meu filho
Não me roubou nem me bateu
Como alguém já disse aqui;
Tropecei num impecilho
E ele até me levantou
No momento em que caí
Não tem profissão marcada
Mas na sua triste rota
Mal ou bem lá se governa
Mas nunca me exigiu nada
Para perder na batota
Ou p’ra gastar na taberna
É mentira o que se diz!
Este arranhão sem valor
A marcar o meu desgosto
Não chega a ser cicatriz
É uma ruga maior
Entre as rugas do meu rosto
Senhor Juiz... eu sou mãe
E juro que o meu menino
Não me roubou nem bateu
O cadastro que ele tem
Traduz o negro destino
Da sorte que deus lhe deu
Neste conto se adivinha
Mercê de frases tão frias
O triste fim dum ladrão
E o drama de uma velhinha
Que passa todos os dias
A caminho da prisão
DRAMA DE UMA VELHINHA
Senhor Juiz... o meu filho
Não me roubou nem me bateu
Como alguém já disse aqui;
Tropecei num impecilho
E ele até me levantou
No momento em que caí
Não tem profissão marcada
Mas na sua triste rota
Mal ou bem lá se governa
Mas nunca me exigiu nada
Para perder na batota
Ou p’ra gastar na taberna
É mentira o que se diz!
Este arranhão sem valor
A marcar o meu desgosto
Não chega a ser cicatriz
É uma ruga maior
Entre as rugas do meu rosto
Senhor Juiz... eu sou mãe
E juro que o meu menino
Não me roubou nem bateu
O cadastro que ele tem
Traduz o negro destino
Da sorte que deus lhe deu
Neste conto se adivinha
Mercê de frases tão frias
O triste fim dum ladrão
E o drama de uma velhinha
Que passa todos os dias
A caminho da prisão
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
DIAMANTINA
FADO & LUSITANO...FOI NA TRAVESSA DA PALHA (Gabriel de Oliveira / Frederico de Brito)
FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coração;
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocação
Na Taberna do Friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-o sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza não valia
Nem sombra do meu amor
A ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer
Deixei-a perder de vista
Provando ser mais fadista
Mostrando ser mais mulher
Foi uma cena vivida
Em tantas da minha vida
Que se não esquecem depois
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois
FOI NA TRAVESSA DA PALHA
Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coração;
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocação
Na Taberna do Friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-o sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza não valia
Nem sombra do meu amor
A ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer
Deixei-a perder de vista
Provando ser mais fadista
Mostrando ser mais mulher
Foi uma cena vivida
Em tantas da minha vida
Que se não esquecem depois
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois
AMÁLIA RODRIGUES
FADO DO XUXU (Frederico Valério / Amadeu do Vale)
FADO DO XUXU
O fado, canção bizarra
Pôs a samarra
Todo trecheiro
E lá foi com a guitarra
Até ao Rio de Janeiro.
Fez-se um fadista atrevido
Tão destemido
E de tal marca
Que até já é conhecido
P'lo fadistão da Fuzarca.
Com sambinhas
E modinhas
Abacate
Vitamate
Guaraná
Maracujá
E caruru
Com cocada
Batucada
Para ti
Abacaxi
E goiabada
O fado é bom p'ra xuxu.
Um portuguesinho de raça
Bebe cachaça
Come pipoca
E no catete até passa
Por cidadão carioca.
Às vezes vai à favela
Calça chinela
Todo se bamba...
E o fado canção singela
Agora é todo do samba.
Com sambinhas
E modinhas
Abacate
Vitamate
Guaraná
Maracujá
E caruru
Com cocada
Batucada
Para ti
Abacaxi
E goiabada
O fado é bom p'ra xuxu.
FADO DO XUXU
O fado, canção bizarra
Pôs a samarra
Todo trecheiro
E lá foi com a guitarra
Até ao Rio de Janeiro.
Fez-se um fadista atrevido
Tão destemido
E de tal marca
Que até já é conhecido
P'lo fadistão da Fuzarca.
Com sambinhas
E modinhas
Abacate
Vitamate
Guaraná
Maracujá
E caruru
Com cocada
Batucada
Para ti
Abacaxi
E goiabada
O fado é bom p'ra xuxu.
Um portuguesinho de raça
Bebe cachaça
Come pipoca
E no catete até passa
Por cidadão carioca.
Às vezes vai à favela
Calça chinela
Todo se bamba...
E o fado canção singela
Agora é todo do samba.
Com sambinhas
E modinhas
Abacate
Vitamate
Guaraná
Maracujá
E caruru
Com cocada
Batucada
Para ti
Abacaxi
E goiabada
O fado é bom p'ra xuxu.
FERNANDA BATISTA
FADO DA CARTA (Amadeu do Vale / João Nobre)
FADO DA CARTA
Mais uma carta te vou escrever, meu amor
P’ra tu veres que não estou farta de sofrer o teu rancor
Depois de a leres, rasga-a se queres, não me importa
Porque eu estou calma e sinto a alma quase morta
Rogo-te apenas que deixes essa mulher
Por quem eu sofro e tu penas e faz de ti o que quer
Vê com que anseio eu por ti ainda espero
Pois quanto mais eu te odeio, mais ainda eu te quero
Volta meu querido a este amor que trocaste
Por outro amor que encontraste e que acabou de perder
Volta meu querido p’ra eu te ver num instante
Que um só minuto é bastante p’ra eu deixar de sofrer
Tanto suplico o favor dum beijo teu
Que a tudo eu me sacrifico p’ra tu voltares a ser meu
Louco desejo, porque eu já vejo que antes queres
Viver com ela, p’ra seres daquela que preferes
Mas quando um dia se acabar essa ilusão
Desse amor que te sorria sobre uma falsa afeição
Enternecida abrirei de novo os braços
P’ra te prender toda a vida na cadeia dos meus braços
Ouve meu querido, vou terminar esta carta
Pedindo a Deus que ela parta em boa hora daqui
Adeus meus querido, recebe um beijo daquela
Que mesmo sem gostares dela, ainda gosta de ti
FADO DA CARTA
Mais uma carta te vou escrever, meu amor
P’ra tu veres que não estou farta de sofrer o teu rancor
Depois de a leres, rasga-a se queres, não me importa
Porque eu estou calma e sinto a alma quase morta
Rogo-te apenas que deixes essa mulher
Por quem eu sofro e tu penas e faz de ti o que quer
Vê com que anseio eu por ti ainda espero
Pois quanto mais eu te odeio, mais ainda eu te quero
Volta meu querido a este amor que trocaste
Por outro amor que encontraste e que acabou de perder
Volta meu querido p’ra eu te ver num instante
Que um só minuto é bastante p’ra eu deixar de sofrer
Tanto suplico o favor dum beijo teu
Que a tudo eu me sacrifico p’ra tu voltares a ser meu
Louco desejo, porque eu já vejo que antes queres
Viver com ela, p’ra seres daquela que preferes
Mas quando um dia se acabar essa ilusão
Desse amor que te sorria sobre uma falsa afeição
Enternecida abrirei de novo os braços
P’ra te prender toda a vida na cadeia dos meus braços
Ouve meu querido, vou terminar esta carta
Pedindo a Deus que ela parta em boa hora daqui
Adeus meus querido, recebe um beijo daquela
Que mesmo sem gostares dela, ainda gosta de ti
RODRIGO
O FADO DO 31 (João Alves Coelho / José Maria Pereira Coelho)
O FADO DO 31
É pró fado nacional...
Pró pagode e pró banzé
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal
Ólari ló pistaré
O fado do 31
Á porta da Brasileira...
Dois tipos encontram dois
Juntam-se os quatro e depois...
Lá começa a cavaqueira
Agrava-se a chinfrineira
Vai aumentando o zum-zum...
Vem bomba, rebenta, pum
Depois agora vereis
24... 26...29... e 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Um homem que quer sarilhos...
Por um motivo qualquer
Discute com a mulher...
E dá porrada nos filhos
A sogra nos mesmos trilhos
P´ra não ficar em jejum...
leva depois um fartum
Desata tudo ao biscoito
24…28…29…e 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
E depois está tudo torto
E rebenta o 31
Já de manhã os tachados...
Bebem vinho da botija
Mamam dois copos da rija...
De quatro em dois separados
E assim bem engraxados
P´ra não ficar em jejum...
Viram dois copos de rum
Vem Carcavelos e Porto
E depois tá tudo torto
E arrebenta o 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
O FADO DO 31
É pró fado nacional...
Pró pagode e pró banzé
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal
Ólari ló pistaré
O fado do 31
Á porta da Brasileira...
Dois tipos encontram dois
Juntam-se os quatro e depois...
Lá começa a cavaqueira
Agrava-se a chinfrineira
Vai aumentando o zum-zum...
Vem bomba, rebenta, pum
Depois agora vereis
24... 26...29... e 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Um homem que quer sarilhos...
Por um motivo qualquer
Discute com a mulher...
E dá porrada nos filhos
A sogra nos mesmos trilhos
P´ra não ficar em jejum...
leva depois um fartum
Desata tudo ao biscoito
24…28…29…e 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
E depois está tudo torto
E rebenta o 31
Já de manhã os tachados...
Bebem vinho da botija
Mamam dois copos da rija...
De quatro em dois separados
E assim bem engraxados
P´ra não ficar em jejum...
Viram dois copos de rum
Vem Carcavelos e Porto
E depois tá tudo torto
E arrebenta o 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
Ai ó larilólela...
Como este não há nenhum
Tudo bate em Portugal o fado do 31
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
ROSA MADEIRA
TRISTE SINA (Nóbrega e Sousa/Jerónimo Bragança)
TRISTE SINA
Mar de mágoas sem marés
Onde não há sinal de qualquer porto
De lés a lés o céu é cor de cinza,
E o mundo desconforto,
No quadrante deste mar que vai rasgando,
No horizonte sempre iguais à minha frente,
Há um sonho agonizando, lentamente, tristemente.
Mãos e braços, para quê?
E para quê, os meus cinco sentidos?
Se a gente não se abraça e não se vê,
Ambos perdidos
Nau da vida que me leva naufragando em mar de trevas
Com meus sonhos de menina... triste sina
Pelas rochas se quebrou
E se perdeu a onda deste sonho
Depois ficou uma franja de espuma
A desfazer-se em bruma,
No meu jeito de sorrir ficou vincada,
A tristeza, de por ti não ser mais nada
Meu senhor de todo o sempre,
Sendo tudo, não és nada
Mãos e braços, para quê?
E para quê, os meus cinco sentidos?
Se a gente não se abraça e não se vê,
Ambos perdidos
Nau da vida que me leva naufragando em mar de trevas
Com meus sonhos de menina... triste sina
TRISTE SINA
Mar de mágoas sem marés
Onde não há sinal de qualquer porto
De lés a lés o céu é cor de cinza,
E o mundo desconforto,
No quadrante deste mar que vai rasgando,
No horizonte sempre iguais à minha frente,
Há um sonho agonizando, lentamente, tristemente.
Mãos e braços, para quê?
E para quê, os meus cinco sentidos?
Se a gente não se abraça e não se vê,
Ambos perdidos
Nau da vida que me leva naufragando em mar de trevas
Com meus sonhos de menina... triste sina
Pelas rochas se quebrou
E se perdeu a onda deste sonho
Depois ficou uma franja de espuma
A desfazer-se em bruma,
No meu jeito de sorrir ficou vincada,
A tristeza, de por ti não ser mais nada
Meu senhor de todo o sempre,
Sendo tudo, não és nada
Mãos e braços, para quê?
E para quê, os meus cinco sentidos?
Se a gente não se abraça e não se vê,
Ambos perdidos
Nau da vida que me leva naufragando em mar de trevas
Com meus sonhos de menina... triste sina
TONY GOUVEIA
O FADO NOSSA SENHORA (
O FADO NOSSA SENHORA
Perguntei a uma velhinha
Se já tinha amado alguém
E a velhinha respondeu
-Amei, como uma rainha
E sofri como ninguém
Ninguém amou como eu.
Depois sentei-me com ela
Nos degraus de uma capela
E ela prosseguiu então
-Se amares alguém, tem cuidado
Que amar pode ser pecado
Ou talvez a redenção.
O amor é uma miragem
Pode aparecer-te num pagem
Ou transformar-se em algoz
Pode aparecer-te em pastor
Ou ser Deus Nosso Senhor
Que morreu por todos nós.
Depois de me aconselhar
A velhinha, coitadinha,
Despediu-se e foi-se embora
Eu tenho estado a apensar
Se aquela linda velhinha
Seria Nossa Senhora!
O FADO NOSSA SENHORA
Perguntei a uma velhinha
Se já tinha amado alguém
E a velhinha respondeu
-Amei, como uma rainha
E sofri como ninguém
Ninguém amou como eu.
Depois sentei-me com ela
Nos degraus de uma capela
E ela prosseguiu então
-Se amares alguém, tem cuidado
Que amar pode ser pecado
Ou talvez a redenção.
O amor é uma miragem
Pode aparecer-te num pagem
Ou transformar-se em algoz
Pode aparecer-te em pastor
Ou ser Deus Nosso Senhor
Que morreu por todos nós.
Depois de me aconselhar
A velhinha, coitadinha,
Despediu-se e foi-se embora
Eu tenho estado a apensar
Se aquela linda velhinha
Seria Nossa Senhora!
ANA MOURA
LEVA-ME AOS FADOS (Jorge Fernando)
LEVA-ME AOS FADOS
Chegaste a horas como é costume
Bebe um café que eu desabafo o meu queixume
Na minha vida nada dá certo
Mais um amor que de findar me está tão perto
Leva-me aos fados
Onde eu sossego
As desventuras do amor a que me entrego
Leva-me aos fados
Que eu vou perder-me
Nas velhas quadras que parecem conhecer-me
Dá-me um conselho que o teu bom senso
É o aconchego de que há tempos não dispenso
Caí de novo mas quero erguer-me
Olhar-me ao espelho e tentar reconhecer-me
LEVA-ME AOS FADOS
Chegaste a horas como é costume
Bebe um café que eu desabafo o meu queixume
Na minha vida nada dá certo
Mais um amor que de findar me está tão perto
Leva-me aos fados
Onde eu sossego
As desventuras do amor a que me entrego
Leva-me aos fados
Que eu vou perder-me
Nas velhas quadras que parecem conhecer-me
Dá-me um conselho que o teu bom senso
É o aconchego de que há tempos não dispenso
Caí de novo mas quero erguer-me
Olhar-me ao espelho e tentar reconhecer-me
JOÃO CARLOS SILVA
ETERNA AMIZADE (
ETERNA SAUDADE
Dos desgostos que há na vida
O que mais nos faz sofrer
É sentirmos a partida
Daquela mulher tão querida
Que um dia nos deu o ser
É triste perder um pai
Como eu perdi o meu
Mas perder a nossa mãe
É perdermos um pedaço
Da vida que ela nos deu
Meu deus nosso senhor
Olhe por minha velhinha
Que não lhe falte amor
Na cura desta dor
Protege a minha mãezinha
Oh minha mãe, minha mãe
Musa da minha canção
Que deus te guarde no céu
Como eu te guardarei
Dentro do meu coração
Que deus te guarde no céu
Como eu te guardarei
Sempre no meu coração
ETERNA SAUDADE
Dos desgostos que há na vida
O que mais nos faz sofrer
É sentirmos a partida
Daquela mulher tão querida
Que um dia nos deu o ser
É triste perder um pai
Como eu perdi o meu
Mas perder a nossa mãe
É perdermos um pedaço
Da vida que ela nos deu
Meu deus nosso senhor
Olhe por minha velhinha
Que não lhe falte amor
Na cura desta dor
Protege a minha mãezinha
Oh minha mãe, minha mãe
Musa da minha canção
Que deus te guarde no céu
Como eu te guardarei
Dentro do meu coração
Que deus te guarde no céu
Como eu te guardarei
Sempre no meu coração
AMÉRICO
FADO CIGANO (
FADO CIGANO
Perguntei a uma velhinha
Se já tinha amado alguém
E a velhinha respondeu
Amei como uma rainha
E sofri como ninguém
Ninguém amou como eu
Depois sentei-me com ela
Nos degraus de uma capela
E ela prosseguiu então
Se amares alguém tem cuidado
Que amar pode ser pecado
Ou talvez a redenção
O amor é uma miragem
Pode aparecer-te em pagem
Ou transformar-se em algoz
Pode aparecer em pastor
Ou ser deus nosso senhor
Que morreu por todos nos
Depois de me aconselhar
A velhinha coitadinha
Despediu-se e foi-se embora
Eu tenho estado a pensar
Se aquela linda velhinha
Seria nossa senhora
FADO CIGANO
Perguntei a uma velhinha
Se já tinha amado alguém
E a velhinha respondeu
Amei como uma rainha
E sofri como ninguém
Ninguém amou como eu
Depois sentei-me com ela
Nos degraus de uma capela
E ela prosseguiu então
Se amares alguém tem cuidado
Que amar pode ser pecado
Ou talvez a redenção
O amor é uma miragem
Pode aparecer-te em pagem
Ou transformar-se em algoz
Pode aparecer em pastor
Ou ser deus nosso senhor
Que morreu por todos nos
Depois de me aconselhar
A velhinha coitadinha
Despediu-se e foi-se embora
Eu tenho estado a pensar
Se aquela linda velhinha
Seria nossa senhora
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
ADRIANA MARQUES
A LENDA DA FONTE
A LENDA DA FONTE
Maria do monte, nascida e criada
Na encruzilhada que fica defronte da fonte sagrada
A lenda é antiga, mas há quem a conte
Que descia ao monte uma rapariga
P'ra beber na fonte
E aquela hora por ela marcada de noite ou de dia
O Chico da Nora na encruzilhada esperava a Maria
Seguiam depois, bem juntos os dois, ao longo da estrada
Matar de desejos, a sede com beijos
Na fonte sagrada
Mas um certo dia, como era esperada
Na encruzilhada não veio a Maria à hora marcada
Seus olhos divinos p'ra sempre fechou
Aldeia rezou, tocaram os sinos
E a fonte secou
E áquela hora por ela marcada de noite ou de dia
O Chico da Nora na encruzilhada esperava a Maria
Mas oh santo Deus, escureceram- se os céus, finou- se a beldade
E diz- se no monte que a velhinha fonte
Secou de saudade
A LENDA DA FONTE
Maria do monte, nascida e criada
Na encruzilhada que fica defronte da fonte sagrada
A lenda é antiga, mas há quem a conte
Que descia ao monte uma rapariga
P'ra beber na fonte
E aquela hora por ela marcada de noite ou de dia
O Chico da Nora na encruzilhada esperava a Maria
Seguiam depois, bem juntos os dois, ao longo da estrada
Matar de desejos, a sede com beijos
Na fonte sagrada
Mas um certo dia, como era esperada
Na encruzilhada não veio a Maria à hora marcada
Seus olhos divinos p'ra sempre fechou
Aldeia rezou, tocaram os sinos
E a fonte secou
E áquela hora por ela marcada de noite ou de dia
O Chico da Nora na encruzilhada esperava a Maria
Mas oh santo Deus, escureceram- se os céus, finou- se a beldade
E diz- se no monte que a velhinha fonte
Secou de saudade
TERESA SALGUEIRO
DÁ-ME O BRAÇO ANDA DAÍ (J.L. Barbosa/J. Blanc)
DÁ-ME O BRAÇO ANDA DAÍ
Dá-me o braço anda daí!
Vem porque eu quero cantar.
Cantar encostada a ti,
Sentir cair raios de luar...
Cantar encostada a ti
Até a noite acabar!
Vê que esta rosa encarnada
Me faz mais apetitosa.
Somos três da vida airada,
Ao pé de ti sinto-me vaidosa.
Somos três da vida airada
Eu, tu e mais esta rosa!
Quero sentir o prazer
De passarmos lado a lado...
Ao lado dessa mulher
Que tens agora e não canta o fado.
Ao lado dessa mulher
Com quem me tens enganado!
Depois bate-se pr'às hortas...
Adoro esta vida airada:
Beijar-te fora de portas
E alta noite à hora calada.
Beijar-te fora de portas
E amar-te à porta fechada!
DÁ-ME O BRAÇO ANDA DAÍ
Dá-me o braço anda daí!
Vem porque eu quero cantar.
Cantar encostada a ti,
Sentir cair raios de luar...
Cantar encostada a ti
Até a noite acabar!
Vê que esta rosa encarnada
Me faz mais apetitosa.
Somos três da vida airada,
Ao pé de ti sinto-me vaidosa.
Somos três da vida airada
Eu, tu e mais esta rosa!
Quero sentir o prazer
De passarmos lado a lado...
Ao lado dessa mulher
Que tens agora e não canta o fado.
Ao lado dessa mulher
Com quem me tens enganado!
Depois bate-se pr'às hortas...
Adoro esta vida airada:
Beijar-te fora de portas
E alta noite à hora calada.
Beijar-te fora de portas
E amar-te à porta fechada!
GABRIEL CASTANHAS
CANTAR É LIBERDADE (Péta Afonso)
CANTAR É LIBERDADE
Cantando a minha verdade,
Meu cantar não terá fim!
São gritos da liberdade,
Cantando sou livre assim.
Sempre sonhei ser cantor,
Canto o fado com vaidade!
Sempre fui um sonhador,
Cantando a minha verdade.
Dos meus ídolos eu canto,
Fado, canção, tudo enfim!
Letras que sempre recordo,
Meu cantar não terá fim.
Recordar os velhos tempos,
Lembro a minha mocidade!
Todos estes bons momentos,
São gritos da liberdade.
Estou sempre bem disposto,
Quando olham para mim!
Faço aquilo que mais gosto,
Cantando sou livre assim.
CANTAR É LIBERDADE
Cantando a minha verdade,
Meu cantar não terá fim!
São gritos da liberdade,
Cantando sou livre assim.
Sempre sonhei ser cantor,
Canto o fado com vaidade!
Sempre fui um sonhador,
Cantando a minha verdade.
Dos meus ídolos eu canto,
Fado, canção, tudo enfim!
Letras que sempre recordo,
Meu cantar não terá fim.
Recordar os velhos tempos,
Lembro a minha mocidade!
Todos estes bons momentos,
São gritos da liberdade.
Estou sempre bem disposto,
Quando olham para mim!
Faço aquilo que mais gosto,
Cantando sou livre assim.
AMÁLIA RODRIGUES
ANDA O SOL NA MINHA RUA (David Mourão Ferreira/Fontes Rocha)
ANDA O SOL NA MINHA RUA
Anda o sol na minha rua
Cada vez até mais tarde
A ver se pergunta á lua
A razão porque não arde
Tanto quer saber por quê
Mas depois fica calado
E nunca ninguém os vê
Andarem de braço dado
Se me persegue de dia
E á noite sempre me deixas
Não digas que é fantasia
A razão das minhas queixas
Só andas enciumado
Quando eu não te apareço
Mas se me tens a teu lado
Nem ciúmes te mereço
Anda o sol na minha rua
Cada vez até mais tarde
A ver se pergunta á lua
A razão porque não arde
ANDA O SOL NA MINHA RUA
Anda o sol na minha rua
Cada vez até mais tarde
A ver se pergunta á lua
A razão porque não arde
Tanto quer saber por quê
Mas depois fica calado
E nunca ninguém os vê
Andarem de braço dado
Se me persegue de dia
E á noite sempre me deixas
Não digas que é fantasia
A razão das minhas queixas
Só andas enciumado
Quando eu não te apareço
Mas se me tens a teu lado
Nem ciúmes te mereço
Anda o sol na minha rua
Cada vez até mais tarde
A ver se pergunta á lua
A razão porque não arde
ALICE PIRES E CIDÁLIA MOREIRA
O ARDINITA (Linhares Barbosa/ Jaime Santos)
O ARDINITA
Ó minha mãe, minha mãe,
Ó minha mãe, minha amada,
Quem tem uma mãe, tem tudo,
Quem não tem mãe - não tem nada!
O ardinita, o João,
Levantou-se muito ledo
Porque tinha que estar cedo
À porta da redacção.
Trincou um naco de pão
Que lhe soube muito bem;
Antes de partir, porém,
Beija a mãe adormecida
Dizendo: Cá vou à vida
Ó minha mãe, minha mãe!...
A mãe, com todo o carinho."
Deitou-lhe a benção, beijou-o
E, depois, aconselhou-o:
«Sempre muito juizinho,
Toma tento no caminho,
Não fumes, não jogues nada...
«Pode ficar descansada!...
Disse ele, p'ra a iludir,
E tornou-se a despedir:
Ó minha mãe, minha amada!...
Cruzou toda a Madragoa
Satisfeito, a assobiar
Uma marcha popular
Do São João em Lisboa.
Nisto pensou: «É tão ,boa
A minha mãe!... E contudo
Como a engano, a iludo
E lhe minto, coitadinha!...
«Gramo» tanto essa velhinha!
Quem tem uma mãe, tem tudo!...
Neste calão repelente
Da gíria da malandragem,
Existe um quê de homenagem
Na sua boca inocente.
E marcha p`ro jornal, contente,
Sempre de alma levantada,
Mas, como o calão lhe agrada
Repete: - «Como eu a «gramo»!...
Tanto lhe quero, tanto a amo,
Quem não tem mãe, não tem nada!...
O ARDINITA
Ó minha mãe, minha mãe,
Ó minha mãe, minha amada,
Quem tem uma mãe, tem tudo,
Quem não tem mãe - não tem nada!
O ardinita, o João,
Levantou-se muito ledo
Porque tinha que estar cedo
À porta da redacção.
Trincou um naco de pão
Que lhe soube muito bem;
Antes de partir, porém,
Beija a mãe adormecida
Dizendo: Cá vou à vida
Ó minha mãe, minha mãe!...
A mãe, com todo o carinho."
Deitou-lhe a benção, beijou-o
E, depois, aconselhou-o:
«Sempre muito juizinho,
Toma tento no caminho,
Não fumes, não jogues nada...
«Pode ficar descansada!...
Disse ele, p'ra a iludir,
E tornou-se a despedir:
Ó minha mãe, minha amada!...
Cruzou toda a Madragoa
Satisfeito, a assobiar
Uma marcha popular
Do São João em Lisboa.
Nisto pensou: «É tão ,boa
A minha mãe!... E contudo
Como a engano, a iludo
E lhe minto, coitadinha!...
«Gramo» tanto essa velhinha!
Quem tem uma mãe, tem tudo!...
Neste calão repelente
Da gíria da malandragem,
Existe um quê de homenagem
Na sua boca inocente.
E marcha p`ro jornal, contente,
Sempre de alma levantada,
Mas, como o calão lhe agrada
Repete: - «Como eu a «gramo»!...
Tanto lhe quero, tanto a amo,
Quem não tem mãe, não tem nada!...
AMÁLIA RODRIGUES
É OU NÃO É (Alberto Janes)
É OU NÃO É
É ou não é que o trabalho dignifica
É assim que nos explica o rifão que nunca falha
É ou não é que disto toda a verdade
E que só por dignidade no mundo ninguém trabalha
É ou não é que o povo nos diz que não
Que o nariz não é feição seja grande ou delicado
No meio da cara tem por força que se ver
Mesmo a quem não o meter aonde não é chamado
Digam lá se é assim ou não é
Ai não não é... ai não não é
Digam lá se é assim ou não é
Ai não não é... pois é
É ou não é que um velho que á rua saia
Pensa ao ver a mini-saia que este mundo está perdido
Mas se voltasse agora a ser rapazote
Acharia que o saiote é muitissimo comprido
É ou não é bondosa a humanidade
Todos sabem que a bondade é que faz ganhar a céu
Mas a verdade nua sem salamaleque
É que tive de aprender, ai de mim se não for eu
É OU NÃO É
É ou não é que o trabalho dignifica
É assim que nos explica o rifão que nunca falha
É ou não é que disto toda a verdade
E que só por dignidade no mundo ninguém trabalha
É ou não é que o povo nos diz que não
Que o nariz não é feição seja grande ou delicado
No meio da cara tem por força que se ver
Mesmo a quem não o meter aonde não é chamado
Digam lá se é assim ou não é
Ai não não é... ai não não é
Digam lá se é assim ou não é
Ai não não é... pois é
É ou não é que um velho que á rua saia
Pensa ao ver a mini-saia que este mundo está perdido
Mas se voltasse agora a ser rapazote
Acharia que o saiote é muitissimo comprido
É ou não é bondosa a humanidade
Todos sabem que a bondade é que faz ganhar a céu
Mas a verdade nua sem salamaleque
É que tive de aprender, ai de mim se não for eu
MARIA DA FÉ
FADO ERRADO (ERREI) (Frederico de Brito)
ERREI
Errei porque te amei a vida inteira
Sem nunca deste amor fazer alarde
Agora ando para aqui numa canseira
Pois não encontro a maneira
E para te deixar é tarde
Se alguém me perguntar qual foi o erro
Direi que foi amar-te até mais não
Foi culpa deste amor a que me aferro
Com erro atrás de um erro
Há já erros sem perdão
Assim que te escolhi, errei!
Por querer viver para ti, errei!
Calquei esta paixão
Esmaguei o coração
E se fiz bem ou não, não sei!
Segui o teu olhar, errei!
E quando quis voltar, errei!
Mas reparei depois
Que o erro era dos dois
E foi um erro a mais que eu encontrei
Foi erro aquele beijo prolongado
Que fez nascer em nós ideias loucas
(Ai) Foi erro termos sempre a nosso
lado
Um desejo acostumado
Ao calor das nossas bocas
Foi erro aquelas juras que trocamos
Foi erro ainda maior não as quebrar
Depois de tantos erros que inventamos
Afinal ambos erramos
Pois só Deus não sabe errar
Assim que te escolhi, errei!
Por querer viver para ti, errei!
Calquei esta paixão
Esmaguei o coração
E se fiz bem ou não, não sei!
Segui o teu olhar, errei!
E quando quis voltar, errei!
Mas reparei depois
Que o erro era dos dois
E foi um erro a mais que eu encontrei
ERREI
Errei porque te amei a vida inteira
Sem nunca deste amor fazer alarde
Agora ando para aqui numa canseira
Pois não encontro a maneira
E para te deixar é tarde
Se alguém me perguntar qual foi o erro
Direi que foi amar-te até mais não
Foi culpa deste amor a que me aferro
Com erro atrás de um erro
Há já erros sem perdão
Assim que te escolhi, errei!
Por querer viver para ti, errei!
Calquei esta paixão
Esmaguei o coração
E se fiz bem ou não, não sei!
Segui o teu olhar, errei!
E quando quis voltar, errei!
Mas reparei depois
Que o erro era dos dois
E foi um erro a mais que eu encontrei
Foi erro aquele beijo prolongado
Que fez nascer em nós ideias loucas
(Ai) Foi erro termos sempre a nosso
lado
Um desejo acostumado
Ao calor das nossas bocas
Foi erro aquelas juras que trocamos
Foi erro ainda maior não as quebrar
Depois de tantos erros que inventamos
Afinal ambos erramos
Pois só Deus não sabe errar
Assim que te escolhi, errei!
Por querer viver para ti, errei!
Calquei esta paixão
Esmaguei o coração
E se fiz bem ou não, não sei!
Segui o teu olhar, errei!
E quando quis voltar, errei!
Mas reparei depois
Que o erro era dos dois
E foi um erro a mais que eu encontrei
AMÁLIA RODRIGUES
LÁ PORQUE TENS CINCO PEDRAS (
LÁ PORQUE TENS CINCO PEDRAS
Lá porque tens cinco pedras
Num anel de estimação
Agora falas comigo
Com cinco pedras na mão!
Enquanto nesses brilhantes
Tens soberba e tens vaidade,
Eu tenho as pedras da rua
Pra passear à vontade!
Pobre de mim, não sabia
Que o teu olhar sedutor
Não errava a pontaria
Como a pedra do pastor
Mas não passas sorridente
Ah, lardear satisfeito
Pois hei de chamar-te "a pedra"
Pelo mal que me tens feito!
E hás de ficar convencido
Da afirmação consagrada:
Quem tem telhados de vidro
Não deve andar à pedrada"
LÁ PORQUE TENS CINCO PEDRAS
Lá porque tens cinco pedras
Num anel de estimação
Agora falas comigo
Com cinco pedras na mão!
Enquanto nesses brilhantes
Tens soberba e tens vaidade,
Eu tenho as pedras da rua
Pra passear à vontade!
Pobre de mim, não sabia
Que o teu olhar sedutor
Não errava a pontaria
Como a pedra do pastor
Mas não passas sorridente
Ah, lardear satisfeito
Pois hei de chamar-te "a pedra"
Pelo mal que me tens feito!
E hás de ficar convencido
Da afirmação consagrada:
Quem tem telhados de vidro
Não deve andar à pedrada"
MARIA TERESA DE NORONHA
FADO CORRIDO (
FADO CORRIDO
Teus olhos quando tão às escuras
São duas ave- marias
Do rosário d’ amarguras
Que eu rezo todos os dias
Se eu de saudades morrer
Apalpa meu coração
Talvez eu torne a viver
Ao calor da tua mão
Se os meus olhos te incomodam
Quando estão na tua frente
Eu prometo arranca-los
E amar-te cegamente
Gosto de cantar o fado
Acho que o fado tem raça
E que não foi só criado
Para cantar a desgraça
Se tenho medo da morte
Não tanto como supões
Tenho mais medo da vida
E das suas ilusões
FADO CORRIDO
Teus olhos quando tão às escuras
São duas ave- marias
Do rosário d’ amarguras
Que eu rezo todos os dias
Se eu de saudades morrer
Apalpa meu coração
Talvez eu torne a viver
Ao calor da tua mão
Se os meus olhos te incomodam
Quando estão na tua frente
Eu prometo arranca-los
E amar-te cegamente
Gosto de cantar o fado
Acho que o fado tem raça
E que não foi só criado
Para cantar a desgraça
Se tenho medo da morte
Não tanto como supões
Tenho mais medo da vida
E das suas ilusões
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