VOZ DO ESCURO (Jorge Fernando / Custódio Castelo)
VOZ DO ESCURO
Eis que uma voz me encontrou e disse:
Vem que te espero, sózinha sou triste
Alegria em mim já não existe
Porque a solidão, á noite em mim persiste
Onde estás, bonita voz do escuro
Vinde, vinde, sois vós a quem procuro
Essa voz sois vós... quando o sonho em mim sustenta
Essa voz sois vós... triste sombra que o sol esquenta
Essa voz sois vós... água pura em negra fonte
Essa voz sois vós... lua rasa sobre o monte
Porque o tempo não pára e de mim se vai embora
Asa ferida que arde no meu peito, agora
Eis que um sinal minha noite abriu
Encheu de luz o meu quarto vazio
Roçou leve nos meus lábios e saíu
Sois a voz que em meu sonho surgiu
Onde estás, bonita voz do escuro
Vinde, vinde, sois vós a quem procuro
Essa voz sois vós... quando o sonho em mim sustenta
Essa voz sois vós... triste sombra que o sol esquenta
Essa voz sois vós... água pura em negra fonte
Essa voz sois vós... lua rasa sobre o monte
Porque o tempo não pára e de mim se vai embora
Asa ferida que arde no meu peito, agora
Essa voz sois vós... quando o sonho em mim sustenta
Essa voz sois vós... triste sombra que o sol esquenta
Essa voz sois vós... água pura em negra fonte
Essa voz sois vós... lua rasa sobre o monte
Porque o tempo não pára e de mim se vai embora
Asa ferida que arde no meu peito, agora
Vamos tentar apresentar neste blogger uma grande gama de fados, antigos e modernos. Deixando assim o vídeo e a respectiva letra. Péta e Luísa
PEDIDOS DE OPINIÕES
Pedimos a quem nos visite!... que nos deixe a vossa opinião, utilizando o espaço das mensagens ou comentários, estamos empenhadas a 100% neste blogue.
Mas, gostávamos de saber se o mesmo, será do vosso agrado...Para nós é muito importante a vossa opinião.
Porque, este blogue, foi criado a pensar em si.
Um bem-haja para todos.....obrigado
---------------------------------------------------------------
Mas, gostávamos de saber se o mesmo, será do vosso agrado...Para nós é muito importante a vossa opinião.
Porque, este blogue, foi criado a pensar em si.
Um bem-haja para todos.....obrigado
---------------------------------------------------------------
domingo, 10 de janeiro de 2010
DULCE PONTES
FADO PORTUGUÊS (José Régio / Alain Oulman)
FADO PORTUGUÊS
O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu, o mar prolongava.
Na amurada de um veleiro
No peito dum marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro...
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Na boca de um marinheiro
Do frágil barco veleiro
Cantando a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura...
Que, ou te levo á sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar, sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
À proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro...
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro...
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
FADO PORTUGUÊS
O fado nasceu um dia
Quando o vento mal bulia
E o céu, o mar prolongava.
Na amurada de um veleiro
No peito dum marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro...
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Na boca de um marinheiro
Do frágil barco veleiro
Cantando a canção magoada
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada
Mãe adeus, adeus Maria
Guarda bem no teu sentido
Que aqui te faço uma jura...
Que, ou te levo á sacristia
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar, sepultura
Ora eis que embora outro dia
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava
À proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste cantava
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro...
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
Ai que lindeza tamanha
Meu chão, meu monte, meu vale
De folhas, flores, frutas de oiro...
Vê se vês terras de Espanha
Areias de Portugal
Olhar ceguinho de choro
CRISTINA BRANCO
TIVE UM CORAÇÃO PERDI-O (Amália / Fontes Rocha)
TIVE UM CORAÇÃO PERDI-O
Tive um coração, perdi-o
Ai quem mo dera encontrar
Preso no lodo dum rio
Ou afogado no mar
Quem me dera ir embora
Ir embora e não voltar
A morte que me namora
Já me pode vir buscar
Tive um coração, perdi-o
Ainda o hei-de encontrar
Preso no lodo dum rio
Ou afogado no mar
TIVE UM CORAÇÃO PERDI-O
Tive um coração, perdi-o
Ai quem mo dera encontrar
Preso no lodo dum rio
Ou afogado no mar
Quem me dera ir embora
Ir embora e não voltar
A morte que me namora
Já me pode vir buscar
Tive um coração, perdi-o
Ainda o hei-de encontrar
Preso no lodo dum rio
Ou afogado no mar
MARIA GIRÃO
UM QUADRO NA MOURARIA (
UM QUADRO NA MOURARIA
Três horas da madrugada
Burburinho e algazarra
Ecoa pela Mouraria
Era gente entusiasmada
Pelo gemer de uma guitarra
E a voz da Rosa Maria
Um fidalgo destemido
No meio desses bairristas
C’uma guitarra na mão
Tocava o fado corrido
Desafiando os fadistas
Da rua do Capelão
Com a voz a soluçar
Alguém entrou a cantar
No desafio provocado
Todos quiseram saber
Quem era essa mulher
Que tão bem cantava o fado
Foi ela a Rosa Maria
Que viveu sempre a cantar
E ainda hoje é lembrada
Lá morreu na Mouraria
Depois do sino tocar
Três horas da madrugada
Este quadro tão fadista
Sem nenhuma fantasia
Da minha imaginação
Tem um cunho realista
Passou-se na Mouraria
Em tempos que já lá vão
UM QUADRO NA MOURARIA
Três horas da madrugada
Burburinho e algazarra
Ecoa pela Mouraria
Era gente entusiasmada
Pelo gemer de uma guitarra
E a voz da Rosa Maria
Um fidalgo destemido
No meio desses bairristas
C’uma guitarra na mão
Tocava o fado corrido
Desafiando os fadistas
Da rua do Capelão
Com a voz a soluçar
Alguém entrou a cantar
No desafio provocado
Todos quiseram saber
Quem era essa mulher
Que tão bem cantava o fado
Foi ela a Rosa Maria
Que viveu sempre a cantar
E ainda hoje é lembrada
Lá morreu na Mouraria
Depois do sino tocar
Três horas da madrugada
Este quadro tão fadista
Sem nenhuma fantasia
Da minha imaginação
Tem um cunho realista
Passou-se na Mouraria
Em tempos que já lá vão
GILDA VALENÇA
CANTO O FADO (
CANTO O FADO
Há, para o sofrimento, um bom remédio afinal
É cantar, e no momento, ninguém se lembra do mal
Não custa mesmo nada, tentem fazer como eu
Uma guitarra afinada, uma voz bem timbrada e tudo esqueceu
Quando a tristeza me invade... canto o fado
Se me atormenta saudade... canto o fado
Haja ciúme á vontade... canto o fado
Por uma esperança perdida
Não passo na vida por um mau bocado
Se acaso a sorte o esqueceu
É fazer como eu, deixo andar... canto o fado
Não é que não me interesse, por quem á dôr não resiste
Mas há gente que parece, que gosta até de andar triste
Tem sempre um ar fatal, a que ninguém o obriga
Mas nesta vida, afinal, vendo bem, nada vale mais do que uma cantiga
Quando a tristeza me invade... canto o fado
Se me atormenta saudade... canto o fado
Haja ciúme á vontade... canto o fado
Por uma esperança perdida
Não passo na vida por um mau bocado
Se acaso a sorte o esqueceu
É fazer como eu, deixo andar... canto o fado
CANTO O FADO
Há, para o sofrimento, um bom remédio afinal
É cantar, e no momento, ninguém se lembra do mal
Não custa mesmo nada, tentem fazer como eu
Uma guitarra afinada, uma voz bem timbrada e tudo esqueceu
Quando a tristeza me invade... canto o fado
Se me atormenta saudade... canto o fado
Haja ciúme á vontade... canto o fado
Por uma esperança perdida
Não passo na vida por um mau bocado
Se acaso a sorte o esqueceu
É fazer como eu, deixo andar... canto o fado
Não é que não me interesse, por quem á dôr não resiste
Mas há gente que parece, que gosta até de andar triste
Tem sempre um ar fatal, a que ninguém o obriga
Mas nesta vida, afinal, vendo bem, nada vale mais do que uma cantiga
Quando a tristeza me invade... canto o fado
Se me atormenta saudade... canto o fado
Haja ciúme á vontade... canto o fado
Por uma esperança perdida
Não passo na vida por um mau bocado
Se acaso a sorte o esqueceu
É fazer como eu, deixo andar... canto o fado
JOÃO VILLARET
FADO FALADO (Nelson de Barros / Aníbal Nazaré / A. Barbosa)
FADO FALADO
Fado Triste, fado negro das vielas
Onde a noite quando passa leva mais tempo a passar
Ouve-se a voz, voz inspirada de uma raça
Que mundo fora nos levou pelo azul do mar:
Se o fado se canta e chora, também se pode falar
Mãos doloridas na guitarra que desgarra dor bizarra
Mãos insofridas, mãos plangentes
Mãos frementes, impacientes
Mãos desoladas e sombrias, desgraçadas, doentias
Onde há traição, ciúme e morte, e um coração a bater forte
Uma história bem singela: bairro antigo, uma viela
Um marinheiro gingão e a Emília cigarreira
Que ainda tinha mais virtude que a própria Rosa Maria
Em dia de procissão da Senhora da Saúde
Os beijos que ele lhe dava, trazia-os ele de longe
Trazia-os ele do mar... eram bravios e salgados
E ao regressar à tardinha
O mulherio tagarela de todo o bairro de Alfama
Cochichava em segredinho que os sapatos dele e dela
Dormiam muito juntinhos debaixo da mesma cama
Pela janela da Emília entrava a lua
E a guitarra á esquina de uma rua gemia, dolente a soluçar
E lá em casa:
Mãos amorosas na guitarra que desgarra dor bizarra
Mãos frementes de desejo, impacientes como um beijo
Mãos de fado, de pecado, a guitarra a afagar
Como um corpo de mulher para o despir e para o beijar
Mas um dia:
Mas um dia santo Deus, ele não veio
Ela espera olhando a lua, meu Deus que sofrer aquele
O luar bate nas casas, o luar bate na rua mas não marca
Mas não marca a sombra dele
Procurou como doida e ao voltar da esquina
Viu ele acompanhado com outra ao lado, de braço dado
Gingão, feliz, rufião, um ar fadista e bizarro
Um cravo atrás da orelha
E preso à boca vermelha o que resta de um cigarro
Lume e cinza na viela... ela vê, que homem aquele
O lume no peito dela... a cinza no olhar dele
E pouco a pouco o ciúme chegou
Como lume queimou o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal, a imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou, que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito direito ao maldito que a há-de perder
Puxa a navalha canalha, não há quem te valha, tu tens de morrer
Há alarido na viela, que mulher aquela, que paixão a sua
E cai um corpo sangrando nas pedras da rua
Mãos carinhosas, generosas que não conhecem o rancor
Mãos que o fado compreendem e entendem sua dor
Mãos que não mentem quando sentem outras mãos para acarinhar
Mãos que brigam, que castigam, mas que sabem perdoar
E pouco a pouco o amor regressou
Como lume queimou essas bocas febris
Foi um amor que voltou e a desgraça trocou para ser mais feliz
Foi uma luz renascida, um sonho, uma vida de novo a surgir
Foi um amor que voltou, que voltou a sorrir
Há gargalhadas no ar e o sol a vibrar, tem gritos de cor
Há alegria na viela, e em cada janela renasce uma flor
Veio o perdão e depois, felizes os dois... lá vão lado a lado
E digam lá se pode ou não falar-se o fado
FADO FALADO
Fado Triste, fado negro das vielas
Onde a noite quando passa leva mais tempo a passar
Ouve-se a voz, voz inspirada de uma raça
Que mundo fora nos levou pelo azul do mar:
Se o fado se canta e chora, também se pode falar
Mãos doloridas na guitarra que desgarra dor bizarra
Mãos insofridas, mãos plangentes
Mãos frementes, impacientes
Mãos desoladas e sombrias, desgraçadas, doentias
Onde há traição, ciúme e morte, e um coração a bater forte
Uma história bem singela: bairro antigo, uma viela
Um marinheiro gingão e a Emília cigarreira
Que ainda tinha mais virtude que a própria Rosa Maria
Em dia de procissão da Senhora da Saúde
Os beijos que ele lhe dava, trazia-os ele de longe
Trazia-os ele do mar... eram bravios e salgados
E ao regressar à tardinha
O mulherio tagarela de todo o bairro de Alfama
Cochichava em segredinho que os sapatos dele e dela
Dormiam muito juntinhos debaixo da mesma cama
Pela janela da Emília entrava a lua
E a guitarra á esquina de uma rua gemia, dolente a soluçar
E lá em casa:
Mãos amorosas na guitarra que desgarra dor bizarra
Mãos frementes de desejo, impacientes como um beijo
Mãos de fado, de pecado, a guitarra a afagar
Como um corpo de mulher para o despir e para o beijar
Mas um dia:
Mas um dia santo Deus, ele não veio
Ela espera olhando a lua, meu Deus que sofrer aquele
O luar bate nas casas, o luar bate na rua mas não marca
Mas não marca a sombra dele
Procurou como doida e ao voltar da esquina
Viu ele acompanhado com outra ao lado, de braço dado
Gingão, feliz, rufião, um ar fadista e bizarro
Um cravo atrás da orelha
E preso à boca vermelha o que resta de um cigarro
Lume e cinza na viela... ela vê, que homem aquele
O lume no peito dela... a cinza no olhar dele
E pouco a pouco o ciúme chegou
Como lume queimou o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal, a imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou, que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito direito ao maldito que a há-de perder
Puxa a navalha canalha, não há quem te valha, tu tens de morrer
Há alarido na viela, que mulher aquela, que paixão a sua
E cai um corpo sangrando nas pedras da rua
Mãos carinhosas, generosas que não conhecem o rancor
Mãos que o fado compreendem e entendem sua dor
Mãos que não mentem quando sentem outras mãos para acarinhar
Mãos que brigam, que castigam, mas que sabem perdoar
E pouco a pouco o amor regressou
Como lume queimou essas bocas febris
Foi um amor que voltou e a desgraça trocou para ser mais feliz
Foi uma luz renascida, um sonho, uma vida de novo a surgir
Foi um amor que voltou, que voltou a sorrir
Há gargalhadas no ar e o sol a vibrar, tem gritos de cor
Há alegria na viela, e em cada janela renasce uma flor
Veio o perdão e depois, felizes os dois... lá vão lado a lado
E digam lá se pode ou não falar-se o fado
MARIA ANA BOBONE
DÁ-ME O BRAÇO ANDA DAÍ (Linhares Barbosa / José Blanc)
DÁ-ME O BRAÇO ANDA DAÍ
Dá-me o braço, anda daí
Vem, porque eu quero cantar
Cantar encostada a ti
Sentir caír raios de luar
Cantar encostada a ti
Até a noite acabar
Vê que esta rosa encarnada
Me faz mais apetitosa
Somos três da vida airada
Ao pé de ti sinto-me vaidosa
Somos três da vida airada,
Eu, tu e mais essa rosa
Quero sentir o prazer
De passarmos, lado a lado
Ao lado dessa mulher
Que tens agora e não canta o fado
Ao lado dessa mulher
Com quem me tens anganado
Depois bate-se p’ras hortas
Adoro esta vida airada
Beijar-te fora de portas
E alta noite á hora calada
Beijar-te fora de portas
E amar-te á porta fechada
DÁ-ME O BRAÇO ANDA DAÍ
Dá-me o braço, anda daí
Vem, porque eu quero cantar
Cantar encostada a ti
Sentir caír raios de luar
Cantar encostada a ti
Até a noite acabar
Vê que esta rosa encarnada
Me faz mais apetitosa
Somos três da vida airada
Ao pé de ti sinto-me vaidosa
Somos três da vida airada,
Eu, tu e mais essa rosa
Quero sentir o prazer
De passarmos, lado a lado
Ao lado dessa mulher
Que tens agora e não canta o fado
Ao lado dessa mulher
Com quem me tens anganado
Depois bate-se p’ras hortas
Adoro esta vida airada
Beijar-te fora de portas
E alta noite á hora calada
Beijar-te fora de portas
E amar-te á porta fechada
JOSÉ MÁRIO BRANCO
FADO DA TRISTEZA (Manuela de Freitas e José Mário Branco/José Mário Branco)
FADO DA TRISTEZA
Não cantes alegrias a fingir
Se alguma dor existir
A roer dentro da toca;
Deixa a tristeza sair
Pois só se aprende a sorrir
Com a verdade na boca
Quem canta uma alegria que não tem
Não conta nada a ninguém
Fala verdade a mentir
Cada alegria que inventas
Mata a verdade que tentas
Porque é tentar a fingir
Não cantes alegrias de encomenda
Que a vida não se remenda
Com morte que não morreu
Canta da cabeça aos pés
Canta com aquilo que és
Só podes dar o que é teu
Não cantes alegrias de encomenda
Que a vida não se remenda
Com morte que não morreu
Canta da cabeça aos pés
Canta com aquilo que és
Só podes dar o que é teu
FADO DA TRISTEZA
Não cantes alegrias a fingir
Se alguma dor existir
A roer dentro da toca;
Deixa a tristeza sair
Pois só se aprende a sorrir
Com a verdade na boca
Quem canta uma alegria que não tem
Não conta nada a ninguém
Fala verdade a mentir
Cada alegria que inventas
Mata a verdade que tentas
Porque é tentar a fingir
Não cantes alegrias de encomenda
Que a vida não se remenda
Com morte que não morreu
Canta da cabeça aos pés
Canta com aquilo que és
Só podes dar o que é teu
Não cantes alegrias de encomenda
Que a vida não se remenda
Com morte que não morreu
Canta da cabeça aos pés
Canta com aquilo que és
Só podes dar o que é teu
ALCINDO DE CARVALHO
BAILE DOS QUINTALINHOS (Carlos Conde / José Marques)
BAILE DOS QUINTALINHOS
Venham daí raparigas
Ao Baile dos Quintalinhos
Perder a noite a dançar;
A seguir temos cantigas
No retiro do Charquinho
Só com motes a atirar
Vamos todos de Cacilhas
Numa alegre burricada
Á Cova da Piedade
Á noite no Quebra-bilhas
Há peixe frito e salada
Com carrascão á vontade
Depressa gente rambóia
Dançar a polka janota
Até ao romper do dia
A seguir, temos tipóia
P’ra almoçar na Porcalhota
E jantar na Tia Iria
Vamos ao vinho em tigelas
Que aos arraiais cá da terra
Nunca falta gente faia
Depois da Quinta de Belas
Vamos do Senhor da Serra
Para os Sinos da Atalaia
Fado, toiros, vinho tinto
Se era assim a mocidade
Como oiço dizer p’raí
Além da pena que sinto
Até chego a ter saudades
Daquilo que nunca vi
BAILE DOS QUINTALINHOS
Venham daí raparigas
Ao Baile dos Quintalinhos
Perder a noite a dançar;
A seguir temos cantigas
No retiro do Charquinho
Só com motes a atirar
Vamos todos de Cacilhas
Numa alegre burricada
Á Cova da Piedade
Á noite no Quebra-bilhas
Há peixe frito e salada
Com carrascão á vontade
Depressa gente rambóia
Dançar a polka janota
Até ao romper do dia
A seguir, temos tipóia
P’ra almoçar na Porcalhota
E jantar na Tia Iria
Vamos ao vinho em tigelas
Que aos arraiais cá da terra
Nunca falta gente faia
Depois da Quinta de Belas
Vamos do Senhor da Serra
Para os Sinos da Atalaia
Fado, toiros, vinho tinto
Se era assim a mocidade
Como oiço dizer p’raí
Além da pena que sinto
Até chego a ter saudades
Daquilo que nunca vi
JOSÉ FERNANDES CASTRO
CORAÇÃO DE PORTUGAL (José Fernandes Castro / José Marques)
CORAÇÃO DE PORTUGAL
Malhoa fez do fado a sua glória
Camões cantou-lhe a alma num poema
Pessoa rimou fado com história
A vida deu-lhe a sua voz suprema
A guitarra deu-lhe marca de magia
O desejo marcou seu ritual
A dor do amor gerou a melodia
O sonho deu-lhe força divinal
A noite deu-lhe mar de encantamento
A alma deu-lhe mar de felicidade
O coração marcou o sentimento
A distância marcou sua saudade
Ao fado eu dedico a minha voz
Cantando o seu fulgor tão genial
Cantá-lo é sentir dentro de nós
Vibrar o coração de Portugal
CORAÇÃO DE PORTUGAL
Malhoa fez do fado a sua glória
Camões cantou-lhe a alma num poema
Pessoa rimou fado com história
A vida deu-lhe a sua voz suprema
A guitarra deu-lhe marca de magia
O desejo marcou seu ritual
A dor do amor gerou a melodia
O sonho deu-lhe força divinal
A noite deu-lhe mar de encantamento
A alma deu-lhe mar de felicidade
O coração marcou o sentimento
A distância marcou sua saudade
Ao fado eu dedico a minha voz
Cantando o seu fulgor tão genial
Cantá-lo é sentir dentro de nós
Vibrar o coração de Portugal
VICENTE DA CÂMARA
FADO DAS CALDAS (Raul Ferrão)
FADO DAS CALDAS
Calça justa bem esticada
Tá já manchada p'lo selim,
E plainas afiveladas.
Antigamente era assim;
Mantas de cor nas boleias (ai)
P´ras toiradas e pr'a ceias.
De milorde a guizalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
E as pilecas eram raios
Fidalgos iam com a gente.
E p'la ponte de Tornada
Por lá é que era o caminho
Bem conduzindo a manada
E a passo, devagarinho,
E quem mandava o campino (ai)
Era o mestre Vitorino.
De milorde a guizalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
E as pilecas eram raios
Fidalgos iam com agente.
Praça cheia, toca o hino
É dos Gamas, gado matreiro
Victor Morais, o campino,
Anadia, o cavaleiro
E que sortes tão bem mandadas
Haviam nessas toiradas.
De milorde a guizalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
E as pilecas eram raios
Fidalgos iam com a gente.
E nos tempos que não vivi
Findavam as brincadeiras
Nas barracas do Levi
Com dois tintos das Gaeiras
Entre cartazes, letreiros
Ai de toiros, cavaleiros
De milorde a guizalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
E as pilecas eram raios
Fidalgos iam com a gente.
FADO DAS CALDAS
Calça justa bem esticada
Tá já manchada p'lo selim,
E plainas afiveladas.
Antigamente era assim;
Mantas de cor nas boleias (ai)
P´ras toiradas e pr'a ceias.
De milorde a guizalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
E as pilecas eram raios
Fidalgos iam com a gente.
E p'la ponte de Tornada
Por lá é que era o caminho
Bem conduzindo a manada
E a passo, devagarinho,
E quem mandava o campino (ai)
Era o mestre Vitorino.
De milorde a guizalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
E as pilecas eram raios
Fidalgos iam com agente.
Praça cheia, toca o hino
É dos Gamas, gado matreiro
Victor Morais, o campino,
Anadia, o cavaleiro
E que sortes tão bem mandadas
Haviam nessas toiradas.
De milorde a guizalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
E as pilecas eram raios
Fidalgos iam com a gente.
E nos tempos que não vivi
Findavam as brincadeiras
Nas barracas do Levi
Com dois tintos das Gaeiras
Entre cartazes, letreiros
Ai de toiros, cavaleiros
De milorde a guizalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
E as pilecas eram raios
Fidalgos iam com a gente.
JORGE FERNANDO
ENDEIXA (Luis de Camões/Carlos Gonçalves))
ENDEIXA
Pois meus olhos não deixam de chorar
Tristezas que não deixam de cansar-me
Pois não abranda o fogo em que abrasar-me
Pode quem eu jamais pude abrandar
Não canse o cego amor de me guiar
A parte donde não saiba tornar-me
Nem deixe o mundo todo de escutar-me
Enquanto me a voz fraca não deixar
E se em montes, em rios, ou em vales
Piedade mora ou dentro mora amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas
Ouçam a longa história de meus males
E curem sua dor com minha dor
Que grandes mágoas podem curar mágoas.
Não canse o cego amor de me guiar
A parte donde não saiba tornar-me
Nem deixe o mundo todo de escutar-me
Enquanto me a voz fraca não deixar
E se em montes, em rios, ou em vales
Piedade mora ou dentro mora amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas
Ouçam a longa história de meus males
E curem sua dor com minha dor
Que grandes mágoas podem curar mágoas.
E se em montes, em rios, ou em vales
Piedade mora ou dentro mora amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas
Ouçam a longa história de meus males
E curem sua dor com minha dor
Que grandes mágoas podem curar mágoas.
ENDEIXA
Pois meus olhos não deixam de chorar
Tristezas que não deixam de cansar-me
Pois não abranda o fogo em que abrasar-me
Pode quem eu jamais pude abrandar
Não canse o cego amor de me guiar
A parte donde não saiba tornar-me
Nem deixe o mundo todo de escutar-me
Enquanto me a voz fraca não deixar
E se em montes, em rios, ou em vales
Piedade mora ou dentro mora amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas
Ouçam a longa história de meus males
E curem sua dor com minha dor
Que grandes mágoas podem curar mágoas.
Não canse o cego amor de me guiar
A parte donde não saiba tornar-me
Nem deixe o mundo todo de escutar-me
Enquanto me a voz fraca não deixar
E se em montes, em rios, ou em vales
Piedade mora ou dentro mora amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas
Ouçam a longa história de meus males
E curem sua dor com minha dor
Que grandes mágoas podem curar mágoas.
E se em montes, em rios, ou em vales
Piedade mora ou dentro mora amor
Em feras, aves, plantas, pedras, águas
Ouçam a longa história de meus males
E curem sua dor com minha dor
Que grandes mágoas podem curar mágoas.
ANABELA
RECADO A LISBOA (João Villaret)
RECADO A LISBOA
Lisboa, querida mãezinha
Com o teu xaile traçado
Recebe esta carta minha
Que te leva o meu recado
Que Deus te ajude Lisboa
A cumprir esta mensagem
De um português que está longe
E que anda sempre em viagem
Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa
E mesmo que esteja frio
Que os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar
Se for noite de São João
Lá pelas ruas de Alfama
Aqueço o meu coração
No fogo da tua chama
Depois levo pela cidade
Num vaso de manjerico
Para matar a saudade
Desta saudade em que fico
Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa
E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar
E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar
RECADO A LISBOA
Lisboa, querida mãezinha
Com o teu xaile traçado
Recebe esta carta minha
Que te leva o meu recado
Que Deus te ajude Lisboa
A cumprir esta mensagem
De um português que está longe
E que anda sempre em viagem
Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa
E mesmo que esteja frio
Que os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar
Se for noite de São João
Lá pelas ruas de Alfama
Aqueço o meu coração
No fogo da tua chama
Depois levo pela cidade
Num vaso de manjerico
Para matar a saudade
Desta saudade em que fico
Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa
E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar
E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
TERESA TAPADAS
GAIVOTA (Alexandre O'Neil / Alain Oulman)
GAIVOTA
Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
Num desenho que eu te fizesse
Esse céu, onde o olhar
É uma asa que não voa
Esmorece e cai no mar
Que perfeito coração... no meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia... perfeito, o meu coração
Se um português marinheiro
Dos sete mares, andarilho
Que fosse, quem sabe, o primeiro
A contar-me o que inventasse
Se um olhar de novo brilho
Ao meu olhar se enlaçasse
Que perfeito coração... no meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia... perfeito, o meu coração
Se ao dizer adeus á vida
As aves todas do céu
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro
Esse olhar que era só teu
Amor que foste o primeiro
Que perfeito coração... morreria no meu peito
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito... bateu, o meu coração
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito... bateu, o meu coração
GAIVOTA
Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
Num desenho que eu te fizesse
Esse céu, onde o olhar
É uma asa que não voa
Esmorece e cai no mar
Que perfeito coração... no meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia... perfeito, o meu coração
Se um português marinheiro
Dos sete mares, andarilho
Que fosse, quem sabe, o primeiro
A contar-me o que inventasse
Se um olhar de novo brilho
Ao meu olhar se enlaçasse
Que perfeito coração... no meu peito bateria
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde cabia... perfeito, o meu coração
Se ao dizer adeus á vida
As aves todas do céu
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro
Esse olhar que era só teu
Amor que foste o primeiro
Que perfeito coração... morreria no meu peito
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito... bateu, o meu coração
Meu amor na tua mão
Nessa mão onde perfeito... bateu, o meu coração
MARIA ARMANDA
VELHO MARINHEIRO (Mário Raínho / Fontes Rocha)
VELHO MARINHEIRO
Nasceu á beira do mar
E assim se fez marinheiro
Fez-se ao mar a navegar
E cruzou o mundo inteiro
Chegou primeiro às Índias ao Oriente
Uniu por mares continentes que nos deixou por herança
Nas caravelas, num mar de águas turbulentas
Dobrou o Cabo das Tormentas que é hoje o de Boa Esperança
Qual é o país, vaidoso e feliz, no mar pioneiro
E que é marinheiro... e que é marinheiro
Que levou a cruz de Cristo Jesus pelo mundo inteiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
Nasceu á beira do mar
E assim se fez marinheiro
Fez-se ao mar a navegar
E cruzou o mundo inteiro
Chegou primeiro a outras praias distantes
Por esses mares nunca dantes navegados por alguém
Tem um padrão á coragem aos tormentos
Pelos seus descobrimentos, junto á Torre de Belém
Qual é o país, vaidoso e feliz, no mar pioneiro
E que é marinheiro... e que é marinheiro
Que levou a cruz de Cristo Jesus pelo mundo inteiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
Qual é o país, vaidoso e feliz, no mar pioneiro
E que é marinheiro... e que é marinheiro
Que levou a cruz de Cristo Jesus pelo mundo inteiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
VELHO MARINHEIRO
Nasceu á beira do mar
E assim se fez marinheiro
Fez-se ao mar a navegar
E cruzou o mundo inteiro
Chegou primeiro às Índias ao Oriente
Uniu por mares continentes que nos deixou por herança
Nas caravelas, num mar de águas turbulentas
Dobrou o Cabo das Tormentas que é hoje o de Boa Esperança
Qual é o país, vaidoso e feliz, no mar pioneiro
E que é marinheiro... e que é marinheiro
Que levou a cruz de Cristo Jesus pelo mundo inteiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
Nasceu á beira do mar
E assim se fez marinheiro
Fez-se ao mar a navegar
E cruzou o mundo inteiro
Chegou primeiro a outras praias distantes
Por esses mares nunca dantes navegados por alguém
Tem um padrão á coragem aos tormentos
Pelos seus descobrimentos, junto á Torre de Belém
Qual é o país, vaidoso e feliz, no mar pioneiro
E que é marinheiro... e que é marinheiro
Que levou a cruz de Cristo Jesus pelo mundo inteiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
Qual é o país, vaidoso e feliz, no mar pioneiro
E que é marinheiro... e que é marinheiro
Que levou a cruz de Cristo Jesus pelo mundo inteiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
E que é marinheiro... velho marinheiro
LEONOR SANTOS
SONHEI QUE FUGI CONTIGO
Letra: Carlos Augusto Cabral / Música: Pedro Santos
SONHEI QUE FUGI CONTIGO
Sonhei que fugi contigo
Numa tipóia enfeitada
E que fiquei de surpresa
Num solar de estilo antigo
Mesmo á beirinha da estrada
De uma aldeia portuguesa
Levei a minha guitarra
As cantigas que aprendi
A minha voz e depois
De forma alegre e bizarra
Eu cantava só para ti
Só p`ra mim para nós dois
Assim que a manhã rompia
Nos montávamos cavalos
Os tais de sangue Irlandês
E andávamos todavia
Sem cuidados nem abalos
Nos campos de lés a lés
Sonhei que fugi contigo
Numa tipóia enfeitada
E no teu solar vivi
Ai quem me dera o castigo
De te seguir acordada
Como a sonhar te segui
Letra: Carlos Augusto Cabral / Música: Pedro Santos
SONHEI QUE FUGI CONTIGO
Sonhei que fugi contigo
Numa tipóia enfeitada
E que fiquei de surpresa
Num solar de estilo antigo
Mesmo á beirinha da estrada
De uma aldeia portuguesa
Levei a minha guitarra
As cantigas que aprendi
A minha voz e depois
De forma alegre e bizarra
Eu cantava só para ti
Só p`ra mim para nós dois
Assim que a manhã rompia
Nos montávamos cavalos
Os tais de sangue Irlandês
E andávamos todavia
Sem cuidados nem abalos
Nos campos de lés a lés
Sonhei que fugi contigo
Numa tipóia enfeitada
E no teu solar vivi
Ai quem me dera o castigo
De te seguir acordada
Como a sonhar te segui
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
ARTUR BATALHA
TRAGO MINHA VIDA PRESA
Letra: Artur Batalha - Música: Fado Menor
TRAGO MINHA VIDA PRESA
Trago minha vida presa
No mar sem fim do amor
Nas águas da incerteza
Alimento minha dor
Sou grito de sofrimento
Sem rumo nem condição
Aviva-me o pensamento
Numa constante ilusão
É tão longa a caminhada
Em busca d’um peito amigo
Adormeço na calçada
Como se fosse um mendigo
Letra: Artur Batalha - Música: Fado Menor
TRAGO MINHA VIDA PRESA
Trago minha vida presa
No mar sem fim do amor
Nas águas da incerteza
Alimento minha dor
Sou grito de sofrimento
Sem rumo nem condição
Aviva-me o pensamento
Numa constante ilusão
É tão longa a caminhada
Em busca d’um peito amigo
Adormeço na calçada
Como se fosse um mendigo
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
CARMINHO
SENHORA DA NAZARÉ (João Nobre)
SENHORA DA NAZARÉ
Senhora da Nazaré rogai por mim
Também sou um pescador que anda no mar
No largo da vida aproei nas vagas sem fim
Vi meu barquito de sonhos sempre a naufragar
As minhas redes lancei com confiança
Colhi só desilusões no mar ruim
Perdi o leme da esperança
Eu não sei remar assim
Senhora da Nazaré rogai por mim
As minhas redes lancei com confiança
Colhi só desilusões no mar ruim
Perdi o leme da esperança
Eu não sei remar assim
Senhora da Nazaré rogai por mim
SENHORA DA NAZARÉ
Senhora da Nazaré rogai por mim
Também sou um pescador que anda no mar
No largo da vida aproei nas vagas sem fim
Vi meu barquito de sonhos sempre a naufragar
As minhas redes lancei com confiança
Colhi só desilusões no mar ruim
Perdi o leme da esperança
Eu não sei remar assim
Senhora da Nazaré rogai por mim
As minhas redes lancei com confiança
Colhi só desilusões no mar ruim
Perdi o leme da esperança
Eu não sei remar assim
Senhora da Nazaré rogai por mim
MARIA DE LOURDES
PERSEGUIÇÃO (Avelino Souza/Carlos da Damaia)
PERSEGUIÇÃO
Se de mim nada consegues
Não sei porque me persegues
Constantemente na rua;
Sabes bem que sou casada
Que fui sempre dedicada
E que não posso ser tua
Lá porque és rico e elegante
Queres que eu seja a tua amante
Por capricho, ou presunção
Eu tenho um marido pobre
Que possui alma nobre
E é toda a minha paixão
Rasguei as cartas sem ler
De ti não quis receber
Jóias ou flores que trouxesses
Não me vendo nem me dou
Pois já dei tudo o que sou
Com amor que não conheces
Não me vendo nem me dou
Pois já dei tudo o que sou
Com amor que não conheces
PERSEGUIÇÃO
Se de mim nada consegues
Não sei porque me persegues
Constantemente na rua;
Sabes bem que sou casada
Que fui sempre dedicada
E que não posso ser tua
Lá porque és rico e elegante
Queres que eu seja a tua amante
Por capricho, ou presunção
Eu tenho um marido pobre
Que possui alma nobre
E é toda a minha paixão
Rasguei as cartas sem ler
De ti não quis receber
Jóias ou flores que trouxesses
Não me vendo nem me dou
Pois já dei tudo o que sou
Com amor que não conheces
Não me vendo nem me dou
Pois já dei tudo o que sou
Com amor que não conheces
JOANA VEIGA
Ó PÁ DO FADO (Fernando Farinha, Mário José Lopes/ António Pinho, Américo Leite)
Ó PÁ DO FADO
O fado perdeu a raça
Aquela graça afadistada
Deixou de ser desordeiro
E companheiro da rambóiada
Esses fadistas de agora
Trazem o fado virado
Nos retiros e salões
Cantam canções em vez de fado
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Hoje o fado é p’ra estrangeiro
Para banqueiros e p’ra doutores
Os fadistas são artistas
Não são fadistas, já são cantores
É cantado nas boites
E assim armado em finório
O fado mudou de rumo
Já tem consumo obrigatório
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Ó PÁ DO FADO
O fado perdeu a raça
Aquela graça afadistada
Deixou de ser desordeiro
E companheiro da rambóiada
Esses fadistas de agora
Trazem o fado virado
Nos retiros e salões
Cantam canções em vez de fado
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Hoje o fado é p’ra estrangeiro
Para banqueiros e p’ra doutores
Os fadistas são artistas
Não são fadistas, já são cantores
É cantado nas boites
E assim armado em finório
O fado mudou de rumo
Já tem consumo obrigatório
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
Eh pá!... não fiques calado
Eh pá!...canta lá o fado
O fado era assim meus senhores
Com vinho da pipa, a correr
Assim malcriado e avinhado
É que o fado era fado a valer
ALBERTO RIBEIRO
FADO HILÁRIO
Letra: Gabriel de Oliveira / Música: Augusto Hilário
FADO HILÁRIO
Quando o Hilário cantava
Alta noite no Choupal
Toda a tricana escutava
A sua voz de cristal
Tricana da minha vida
Se eu á noite fôr á Lapa
Hei-de levar-te escondida
Debaixo da minha capa
O Hilário disse um dia:
Ninguém mais será formado
Quando a velha academia
Deixar de cantar o fado
Letra: Gabriel de Oliveira / Música: Augusto Hilário
FADO HILÁRIO
Quando o Hilário cantava
Alta noite no Choupal
Toda a tricana escutava
A sua voz de cristal
Tricana da minha vida
Se eu á noite fôr á Lapa
Hei-de levar-te escondida
Debaixo da minha capa
O Hilário disse um dia:
Ninguém mais será formado
Quando a velha academia
Deixar de cantar o fado
MARIA ALBERTINA
BEIJOS QUENTES (
BEIJOS QUENTES
Deste – me um beijo ao erguer-te
Oh meu amor minha vida
Mas vê não podes esquecer-te
De dar-me um beijo á saída
Da janela ainda te vejo
Enquanto a esquina não viras
Alegre á espera do beijo
Que lá de longe me atiras
E a tarde inteira indolente
Fico a esperar enamorada
Aquele beijo tão quente
Que me vais dar á chegada
BEIJOS QUENTES
Deste – me um beijo ao erguer-te
Oh meu amor minha vida
Mas vê não podes esquecer-te
De dar-me um beijo á saída
Da janela ainda te vejo
Enquanto a esquina não viras
Alegre á espera do beijo
Que lá de longe me atiras
E a tarde inteira indolente
Fico a esperar enamorada
Aquele beijo tão quente
Que me vais dar á chegada
MAX
A ROSINHA DOS LIMÕES (Artur Ribeiro)
A ROSINHA DOS LIMÕES
Quando ela passa, franzina e cheia de graça,
Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro.
Lá vai catita, cada dia mais bonita,
E o seu vestido, de chita, tem sempre um ar domingueiro.
Passa ligeira, alegre e namoradeira,
E a sorrir, p'rá rua inteira, vai semeando ilusões.
Quando ela passa, vai vender limões à praça,
E até lhe chamam, por graça, a Rosinha dos limões.
Quando ela passa, junto da minha janela,
Meus olhos vão atrás dela até ver, da rua, o fim.
Com ar gaiato, ela caminha apressada,
Rindo por tudo e por nada, e às vezes sorri p'ra mim…
Quando ela passa, apregoando os limões,
A sós, com os meus botões, no vão da minha janela
Fico pensando, que qualquer dia, por graça,
Vou comprar limões à praça e depois, caso com ela!
Quando ela passa, apregoando os limões,
A sós, com os meus botões, no vão da minha janela
Fico pensando, que qualquer dia, por graça,
Vou comprar limões à praça e depois, caso com ela!
A ROSINHA DOS LIMÕES
Quando ela passa, franzina e cheia de graça,
Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro.
Lá vai catita, cada dia mais bonita,
E o seu vestido, de chita, tem sempre um ar domingueiro.
Passa ligeira, alegre e namoradeira,
E a sorrir, p'rá rua inteira, vai semeando ilusões.
Quando ela passa, vai vender limões à praça,
E até lhe chamam, por graça, a Rosinha dos limões.
Quando ela passa, junto da minha janela,
Meus olhos vão atrás dela até ver, da rua, o fim.
Com ar gaiato, ela caminha apressada,
Rindo por tudo e por nada, e às vezes sorri p'ra mim…
Quando ela passa, apregoando os limões,
A sós, com os meus botões, no vão da minha janela
Fico pensando, que qualquer dia, por graça,
Vou comprar limões à praça e depois, caso com ela!
Quando ela passa, apregoando os limões,
A sós, com os meus botões, no vão da minha janela
Fico pensando, que qualquer dia, por graça,
Vou comprar limões à praça e depois, caso com ela!
VALDEMAR VIGÁRIO
QUE PENA (António Paixão/Fado Menor)
QUE PENA
Que pena que o tempo passe
Cavando rugas no rosto
Mal na vida o sol nos nasce
Logo p’ra nós é sol-posto
Que pena que o tempo passe
Sem um rumo sem um norte
Tal qual folha que esvoace
Ao sabor do vento forte
Que pena que alma ferida
Por tanto e tanto desgosto
Encha de sombras a vida
Cavando rugas no rosto
Que pena vida á ilusão
Ao menor esforço desfaz-se
Mata em nós o coração
Mal na vida o sol nos nasce
Que pena que p’ra viver
Soframos tanto desgosto
Quando julgámos vencer
Logo p’ra nós é sol-posto
QUE PENA
Que pena que o tempo passe
Cavando rugas no rosto
Mal na vida o sol nos nasce
Logo p’ra nós é sol-posto
Que pena que o tempo passe
Sem um rumo sem um norte
Tal qual folha que esvoace
Ao sabor do vento forte
Que pena que alma ferida
Por tanto e tanto desgosto
Encha de sombras a vida
Cavando rugas no rosto
Que pena vida á ilusão
Ao menor esforço desfaz-se
Mata em nós o coração
Mal na vida o sol nos nasce
Que pena que p’ra viver
Soframos tanto desgosto
Quando julgámos vencer
Logo p’ra nós é sol-posto
FRANCISCO MARTINHO
MAIS UM RISCO (Paco Gonzalez)
MAIS UM RISCO
Mais um risco
Na agenda da minha vida
Mais um risco
De perder por tanto amar
Miserável este coração ardente
Que naufraga no mar de um falso olhar
Mais um risco
Se te vejo na avenida
Mais um risco
No desejo que me abraça
Como louco eu te entrego a minha vida
P`ra que a pises no caminho da desgraça
Mais um risco
Porque mentindo me feres
Mais um risco
Nos beijos de caridade
Mas quem sabe se um dia és tu que me queres
E eu te pague com a moeda da saudade
Mais um risco
No vexame do teu riso
Mais um risco
Nas noites que hão-de passar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Para que um dia não te possa perdoar
Mais um risco
Na agenda da minha vida
Mais um risco
De perder por tanto amar
Miserável este coração ardente
Que naufraga no mar de um falso olhar
Mais um risco
Se te vejo na avenida
Mais um risco
No desejo que me abraça
Como louco eu te entrego a minha vida
P`ra que a pises no caminho da desgraça
Mais um risco
Porque mentindo me feres
Mais um risco
Nos beijos de caridade
Mas quem sabe se um dia és tu que me queres
E eu te pague com a moeda da saudade
Mais um risco
No vexame do teu riso
Mais um risco
Nas noites que hão-de passar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Para que um dia não te possa perdoar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Mais um risco
Na agenda da minha vida
Mais um risco
De perder por tanto amar
Miserável este coração ardente
Que naufraga no mar de um falso olhar
Mais um risco
Se te vejo na avenida
Mais um risco
No desejo que me abraça
Como louco eu te entrego a minha vida
P`ra que a pises no caminho da desgraça
Mais um risco
Porque mentindo me feres
Mais um risco
Nos beijos de caridade
Mas quem sabe se um dia és tu que me queres
E eu te pague com a moeda da saudade
Mais um risco
No vexame do teu riso
Mais um risco
Nas noites que hão-de passar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Para que um dia não te possa perdoar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Para que um dia não te possa perdoar
MAIS UM RISCO
Mais um risco
Na agenda da minha vida
Mais um risco
De perder por tanto amar
Miserável este coração ardente
Que naufraga no mar de um falso olhar
Mais um risco
Se te vejo na avenida
Mais um risco
No desejo que me abraça
Como louco eu te entrego a minha vida
P`ra que a pises no caminho da desgraça
Mais um risco
Porque mentindo me feres
Mais um risco
Nos beijos de caridade
Mas quem sabe se um dia és tu que me queres
E eu te pague com a moeda da saudade
Mais um risco
No vexame do teu riso
Mais um risco
Nas noites que hão-de passar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Para que um dia não te possa perdoar
Mais um risco
Na agenda da minha vida
Mais um risco
De perder por tanto amar
Miserável este coração ardente
Que naufraga no mar de um falso olhar
Mais um risco
Se te vejo na avenida
Mais um risco
No desejo que me abraça
Como louco eu te entrego a minha vida
P`ra que a pises no caminho da desgraça
Mais um risco
Porque mentindo me feres
Mais um risco
Nos beijos de caridade
Mas quem sabe se um dia és tu que me queres
E eu te pague com a moeda da saudade
Mais um risco
No vexame do teu riso
Mais um risco
Nas noites que hão-de passar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Para que um dia não te possa perdoar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Mais um risco
Na agenda da minha vida
Mais um risco
De perder por tanto amar
Miserável este coração ardente
Que naufraga no mar de um falso olhar
Mais um risco
Se te vejo na avenida
Mais um risco
No desejo que me abraça
Como louco eu te entrego a minha vida
P`ra que a pises no caminho da desgraça
Mais um risco
Porque mentindo me feres
Mais um risco
Nos beijos de caridade
Mas quem sabe se um dia és tu que me queres
E eu te pague com a moeda da saudade
Mais um risco
No vexame do teu riso
Mais um risco
Nas noites que hão-de passar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Para que um dia não te possa perdoar
Não tens pena que eu me arrisque tanto tanto
Para que um dia não te possa perdoar
FRANCISCO JOSÉ
SÓ NÓS DOIS (M.António Rodrigues / Joaquim Pimentel)
SÓ NÓS DOIS
Só nós dois é que sabemos
O quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor forte e profundo
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo
Anda... abraça-me, beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua, vem ser minha eu serei teu
Que falem, não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa cá dentro da nossa porta
Só nós dois compreendemos
O calor dos nossos beijos.
Só nós dois é que sofremos
A tortura dos desejos
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só Deus sabe o que será
Anda... abraça-me, beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua, vem ser minha eu serei teu
Que falem, não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa cá dentro da nossa porta
SÓ NÓS DOIS
Só nós dois é que sabemos
O quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor forte e profundo
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo
Anda... abraça-me, beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua, vem ser minha eu serei teu
Que falem, não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa cá dentro da nossa porta
Só nós dois compreendemos
O calor dos nossos beijos.
Só nós dois é que sofremos
A tortura dos desejos
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só Deus sabe o que será
Anda... abraça-me, beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece o que vai na rua, vem ser minha eu serei teu
Que falem, não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa cá dentro da nossa porta
RICARDO RIBEIRO
NOS GESTOS, NOS SENTIDOS (
NOS GESTOS, NOS SENTIDOS
Nos gestos nos sentidos, que nós somos
Pensamos coisas loucas de prazer
Andamos pelo mundo insistimos
Na fúria de amar e de viver
Um olhar para ti na noite dos desejos
Sentir o teu corpo em tempestade
Calar a tua boca com mil beijos
Num tempo de sonho e realidade
Cantar-te a madrugada em pensamento
Dizer-te o adeus de regressar
Na vida que nós somos não há tempo
De sermos um do outro e de ficar
NOS GESTOS, NOS SENTIDOS
Nos gestos nos sentidos, que nós somos
Pensamos coisas loucas de prazer
Andamos pelo mundo insistimos
Na fúria de amar e de viver
Um olhar para ti na noite dos desejos
Sentir o teu corpo em tempestade
Calar a tua boca com mil beijos
Num tempo de sonho e realidade
Cantar-te a madrugada em pensamento
Dizer-te o adeus de regressar
Na vida que nós somos não há tempo
De sermos um do outro e de ficar
JULIO PERES
PARECE INCRÍVEL (
PARECE INCRÍVEL
Parece incrível parece
Mas é certo infelizmente
A gente nunca se esquece
De quem se esquece da gente
Saudade, profunda chaga
Feita de um sonho desfeito
Deixa-nos marcas no peito
Que nem o tempo as apaga
Dor que ás vezes nos esmaga
E nos deprime atrozmente
Que a gente não vê, mas sente
Como vente que arrefece
Parece incrível parece
Mas é certo infelizmente
Se a saudade se mistura
Com laivos de ingratidão
Mais dura se torna então
A magoa que nos tortura
Então a gente procura
Sorrir mostrar-se indiferente
Embora fingidamente
Porque quando isso acontece
A gente nunca se esquece
De quem se esquece da gente
PARECE INCRÍVEL
Parece incrível parece
Mas é certo infelizmente
A gente nunca se esquece
De quem se esquece da gente
Saudade, profunda chaga
Feita de um sonho desfeito
Deixa-nos marcas no peito
Que nem o tempo as apaga
Dor que ás vezes nos esmaga
E nos deprime atrozmente
Que a gente não vê, mas sente
Como vente que arrefece
Parece incrível parece
Mas é certo infelizmente
Se a saudade se mistura
Com laivos de ingratidão
Mais dura se torna então
A magoa que nos tortura
Então a gente procura
Sorrir mostrar-se indiferente
Embora fingidamente
Porque quando isso acontece
A gente nunca se esquece
De quem se esquece da gente
TERESA SILVA DE CARVALHO
EU QUERO AMAR, AMAR PERDIDAMENTE (Florbela Espanca/Teresa Silva carvalho)
EU QUERO AMAR, AMAR PERDIDAMENTE
Eu quero amar amar perdidamente
Amar só por amar aqui e além
Mais este aquele outro e toda a gente
Amar, amar e não amar ninguém
Recordar esquecer indiferente
Prender ou desprender é mal é bem
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente
Há uma primavera em cada vida
É preciso cantá-la assim florida
Pois se Deus nos deu voz foi p´ra cantar
E se um dia hei-de ser pó cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada
Que me saiba perder p´ra me encontrar
E se um dia hei-de ser pó cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada
Que me saiba perder p´ra me encontrar
EU QUERO AMAR, AMAR PERDIDAMENTE
Eu quero amar amar perdidamente
Amar só por amar aqui e além
Mais este aquele outro e toda a gente
Amar, amar e não amar ninguém
Recordar esquecer indiferente
Prender ou desprender é mal é bem
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente
Há uma primavera em cada vida
É preciso cantá-la assim florida
Pois se Deus nos deu voz foi p´ra cantar
E se um dia hei-de ser pó cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada
Que me saiba perder p´ra me encontrar
E se um dia hei-de ser pó cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada
Que me saiba perder p´ra me encontrar
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
AMÁLIA RODRIGUES
O FADO DE CADA UM (
O FADO DE CADA UM
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até à morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!
No meu fado amargurado
A sina minha
Bem clara se revelou
Pois cantando
Seja quem for adivinha
Na minha voz soluçando
Que eu finjo ser quem não sou!
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até à morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!
Bom seria poder um dia
Trocar-te o fado
Por outro fado qualquer
Mas a gente
Já traz o fado marcado
E nenhum mais inclemente
Do que este de ser mulher!
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até à morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!
O FADO DE CADA UM
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até à morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!
No meu fado amargurado
A sina minha
Bem clara se revelou
Pois cantando
Seja quem for adivinha
Na minha voz soluçando
Que eu finjo ser quem não sou!
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até à morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!
Bom seria poder um dia
Trocar-te o fado
Por outro fado qualquer
Mas a gente
Já traz o fado marcado
E nenhum mais inclemente
Do que este de ser mulher!
Bem pensado
Todos temos nosso fado
E quem nasce malfadado,
Melhor fado não terá!
Fado é sorte
E do berço até à morte,
Ninguém foge, por mais forte
Ao destino que Deus dá!
MARIA CLARA
FADO DE LISBOA (
FADO DE LISBOA
Meu pai era mareante
Um pescador o meu amante
Lobo do mar, meu avô
Um novo amante depois
Dos três ficaram só dois
E por fim nenhum ficou
Num fatalismo implacável
Com furores assassinável
No mar levou todos três
E quem eu sou neste mundo
Desconsolo mais fundo
Que o fundo do mar talvez
Sou o resto do naufrágio
O eco do mal presságio
Despojo da maré viva
Lanço de amarras quebradas
De velas despedaçadas
Entre as ondas á deriva
Oh mar que a todos levaste
Oh ladrão que mos roubaste
Tu deves ter feiticeiros
De estranho e cruel destino
O meu filho pequenino
Só pensa em ser marinheiro
FADO DE LISBOA
Meu pai era mareante
Um pescador o meu amante
Lobo do mar, meu avô
Um novo amante depois
Dos três ficaram só dois
E por fim nenhum ficou
Num fatalismo implacável
Com furores assassinável
No mar levou todos três
E quem eu sou neste mundo
Desconsolo mais fundo
Que o fundo do mar talvez
Sou o resto do naufrágio
O eco do mal presságio
Despojo da maré viva
Lanço de amarras quebradas
De velas despedaçadas
Entre as ondas á deriva
Oh mar que a todos levaste
Oh ladrão que mos roubaste
Tu deves ter feiticeiros
De estranho e cruel destino
O meu filho pequenino
Só pensa em ser marinheiro
DINA TEREZA
O VELHO FADO DA SEVERA (
O VELHO FADO DA SEVERA
Embora digam que não
Eu sou boa rapariga
Trago o sol no coração
Trago a navalha
Trago a navalha na liga
Quem tiver filhas no mundo
Não ria das desgraçadas
Porque as filhas da desgraça
Também nasceram
Também nasceram honradas
O VELHO FADO DA SEVERA
Embora digam que não
Eu sou boa rapariga
Trago o sol no coração
Trago a navalha
Trago a navalha na liga
Quem tiver filhas no mundo
Não ria das desgraçadas
Porque as filhas da desgraça
Também nasceram
Também nasceram honradas
VICENTE DA CÂMARA
MODA DAS TRANÇAS PRETAS (
MODA DAS TRANÇAS PRETAS
Como era linda com seu ar namoradeiro
Até lhe chamavam "menina das tranças pretas",
Pelo Chiado caminhava o dia inteiro,
Apregoando raminhos de violetas.
E as raparigas d'alta roda que passavam
Ficavam tristes a pensar no seu cabelo,
Quando ela olhava, com vergonha, disfarçavam
E pouco a pouco todas deixaram crescê-lo.
Passaram dias e as meninas do Chiado
Usavam tranças enfeitadas com violetas,
Todas gostavam do seu novo penteado,
E assim nasceu a moda das tranças pretas.
Da violeteira já ninguém hoje tem esperanças,
Deixou saudades, foi-se embora e à tardinha
Está o Chiado carregado de mil tranças
Mas tranças pretas ninguém tem como ela tinha.
MODA DAS TRANÇAS PRETAS
Como era linda com seu ar namoradeiro
Até lhe chamavam "menina das tranças pretas",
Pelo Chiado caminhava o dia inteiro,
Apregoando raminhos de violetas.
E as raparigas d'alta roda que passavam
Ficavam tristes a pensar no seu cabelo,
Quando ela olhava, com vergonha, disfarçavam
E pouco a pouco todas deixaram crescê-lo.
Passaram dias e as meninas do Chiado
Usavam tranças enfeitadas com violetas,
Todas gostavam do seu novo penteado,
E assim nasceu a moda das tranças pretas.
Da violeteira já ninguém hoje tem esperanças,
Deixou saudades, foi-se embora e à tardinha
Está o Chiado carregado de mil tranças
Mas tranças pretas ninguém tem como ela tinha.
AMÁLIA RODRIGUES
O FADO DA SAUDADE (
O FADO DA SAUDADE
Eu canto o fado p’ra mim
Já o cantei p’ra nós dois
Mas isso foi no passado
Já que assim é seja assim
Já me esqueceste depois
Já cada qual tem seu fado
O mais feliz é o teu tenho a certeza
É o fado da pobreza
Que nos leva á felicidade
Se Deus o quis
Não te invejo essa conquista
Porque o meu é mais fadista
É o fado da saudade
Se Deus o quis
Não te invejo essa conquista
Porque o meu é mais fadista
É o fado da saudade
O FADO DA SAUDADE
Eu canto o fado p’ra mim
Já o cantei p’ra nós dois
Mas isso foi no passado
Já que assim é seja assim
Já me esqueceste depois
Já cada qual tem seu fado
O mais feliz é o teu tenho a certeza
É o fado da pobreza
Que nos leva á felicidade
Se Deus o quis
Não te invejo essa conquista
Porque o meu é mais fadista
É o fado da saudade
Se Deus o quis
Não te invejo essa conquista
Porque o meu é mais fadista
É o fado da saudade
PEDRO MOUTINHO
NÃO ME CONFORMO (
NÃO ME CONFORMO
Não sei como pudeste descansar
Noutros braços sabendo que estou triste
Nem o remorso só te faz lembrar
O que te dei e tu retribuíste
Mas como santo deus tudo apagado
Nesse teu coração descontrolado
Sabendo tu que o meu se queimaria
Numa saudade viva dia a dia
Bem sei que todo o bem tem sempre um fim
Mas não, não me conformo assim
Entre nós dois estão sempre de permeio
Doces recordações a que me agarro
Na estante o livro que deixaste a meio
No meu cinzeiro o ultimo cigarro
E o lenço que me deste nos meus anos
Mortalha de outros tantos desenganos
Onde guardo o que resta desse adeus
Que os teus olhos trocaram com os meus
Bem sei que todo o meio tem sempre um fim
Mas não, não me conformo assim
Bem sei que todo o meio tem sempre um fim
Mas não, não me conformo assim
NÃO ME CONFORMO
Não sei como pudeste descansar
Noutros braços sabendo que estou triste
Nem o remorso só te faz lembrar
O que te dei e tu retribuíste
Mas como santo deus tudo apagado
Nesse teu coração descontrolado
Sabendo tu que o meu se queimaria
Numa saudade viva dia a dia
Bem sei que todo o bem tem sempre um fim
Mas não, não me conformo assim
Entre nós dois estão sempre de permeio
Doces recordações a que me agarro
Na estante o livro que deixaste a meio
No meu cinzeiro o ultimo cigarro
E o lenço que me deste nos meus anos
Mortalha de outros tantos desenganos
Onde guardo o que resta desse adeus
Que os teus olhos trocaram com os meus
Bem sei que todo o meio tem sempre um fim
Mas não, não me conformo assim
Bem sei que todo o meio tem sempre um fim
Mas não, não me conformo assim
AMÁLIA RODRIGUES
NAUFRÁGIO (Cecília Meireles/Alain Oulman)
NAUFRÁGIO
Pus o meu sonho no navio
E o navio em cima do mar
Depois abri o mar com as mãos
Com as mãos, para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul, do azul das ondas entreabertas
E a cor que escorre dos meus dedos
Colore as areias desertas.
O vento vem
Vindo de longe
A noite se curva de frio
Debaixo da água
Vai morrendo o meu sonho
Vai morrendo dentro de um navio
Chorarei, quanto for preciso,
Para fazer, para fazer com que o mar cresça
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça
NAUFRÁGIO
Pus o meu sonho no navio
E o navio em cima do mar
Depois abri o mar com as mãos
Com as mãos, para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
Do azul, do azul das ondas entreabertas
E a cor que escorre dos meus dedos
Colore as areias desertas.
O vento vem
Vindo de longe
A noite se curva de frio
Debaixo da água
Vai morrendo o meu sonho
Vai morrendo dentro de um navio
Chorarei, quanto for preciso,
Para fazer, para fazer com que o mar cresça
E o meu navio chegue ao fundo
E o meu sonho desapareça
TERESA SILVA CARVALHO
NUNCA ME FALES VERDADE (Augusto Gil/Alfredo Marceneiro)
NUNCA ME FALES VERDADE
Oh meu amor, meu amor
Quem me dera ter-te aqui
Passar toda a minha vida
Contigo ao pé de mim
Dizem que a saudade espera
A ausência p’ra chegar
Eu tenho saudades tuas
Ainda antes de te deixar
Vejo os teus olhos divinos
Que enchem de sonho o meu ser
Pensando já na tristeza
Que de não vê-los vou ter
Ainda que o teu amor
Seja apenas falsidade
Abençoada mentira
Nunca me fales verdade
Fico às vezes a cismar
Neste mistério de amor
És o bem da minha vida
Sendo tu a minha dor
NUNCA ME FALES VERDADE
Oh meu amor, meu amor
Quem me dera ter-te aqui
Passar toda a minha vida
Contigo ao pé de mim
Dizem que a saudade espera
A ausência p’ra chegar
Eu tenho saudades tuas
Ainda antes de te deixar
Vejo os teus olhos divinos
Que enchem de sonho o meu ser
Pensando já na tristeza
Que de não vê-los vou ter
Ainda que o teu amor
Seja apenas falsidade
Abençoada mentira
Nunca me fales verdade
Fico às vezes a cismar
Neste mistério de amor
És o bem da minha vida
Sendo tu a minha dor
domingo, 3 de janeiro de 2010
LUCÍLIA DO CARMO
ELE HÁ-DE TER O CASTIGO (
ELE HÁ-DE TER O CASTIGO
Sem ter motivo ofendeu-me
Após dar-me sorte crua
E me por a alma em brasa
Injuriou-me e bateu-me
Abriu a porta da rua
E pôs-me fora de casa
Presa fácil de uma intriga
Julguei-me só na viela
Sem ar sem luz sem saída
Não, eu tinha uma amiga
P’ra desabafar com ela
As penas da minha vida
Corri logo a procurá-la
P’ra lhe contar sem demora
Toda a mágoa do meu fado
Não consegui encontrá-la
Havia mais de uma hora
Que ela se tinha mudado
Mas como há sempre quem diga
O que a gente quer saber
Mais um golpe em mim desceu
É que a minha grande amiga
Mudou-se p’ra ser mulher
Daquele que me bateu
É que a minha grande amiga
Mudou-se p’ra ser mulher
Daquele que me bateu
ELE HÁ-DE TER O CASTIGO
Sem ter motivo ofendeu-me
Após dar-me sorte crua
E me por a alma em brasa
Injuriou-me e bateu-me
Abriu a porta da rua
E pôs-me fora de casa
Presa fácil de uma intriga
Julguei-me só na viela
Sem ar sem luz sem saída
Não, eu tinha uma amiga
P’ra desabafar com ela
As penas da minha vida
Corri logo a procurá-la
P’ra lhe contar sem demora
Toda a mágoa do meu fado
Não consegui encontrá-la
Havia mais de uma hora
Que ela se tinha mudado
Mas como há sempre quem diga
O que a gente quer saber
Mais um golpe em mim desceu
É que a minha grande amiga
Mudou-se p’ra ser mulher
Daquele que me bateu
É que a minha grande amiga
Mudou-se p’ra ser mulher
Daquele que me bateu
sábado, 2 de janeiro de 2010
FREI HERMANO DA CÂMARA
RAPAZ DA CAMISOLA VERDE (
RAPAZ DA CAMISOLA VERDE
De mãos nos bolso e de olhar distante,
Jeito de marinheiro ou de soldado,
Era um rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Perguntei-lhe quem era e ele me disse
“Sou do monte, Senhor, e o seu criado”.
Pobre rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado
Porque me assaltam turvos pensamentos?
Na minha frente estava um condenado.
Vai-te, rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Ouvindo-me, quedou-se o bravo moço,
Indiferente à raiva do meu brado,
E ali ficou de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Soube depois ali que se perdera
Esse que só eu pudera ter salvado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
RAPAZ DA CAMISOLA VERDE
De mãos nos bolso e de olhar distante,
Jeito de marinheiro ou de soldado,
Era um rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Perguntei-lhe quem era e ele me disse
“Sou do monte, Senhor, e o seu criado”.
Pobre rapaz de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado
Porque me assaltam turvos pensamentos?
Na minha frente estava um condenado.
Vai-te, rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Ouvindo-me, quedou-se o bravo moço,
Indiferente à raiva do meu brado,
E ali ficou de camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Soube depois ali que se perdera
Esse que só eu pudera ter salvado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Ai do rapaz da camisola verde,
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
Negra madeixa ao vento,
Boina maruja ao lado.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
TERESA SALGUEIRO
SOMBRA (Fado Nocturno
SOMBRA
Se a noite escura demora
Cativa dentro do peito
Pressinto quando me deito
A voz de alguém
Que hoje não vem
E mora em mim a toda a hora
Falando grave e escondida
Por entre as coisas reais
Suspende a força da vida
E não é ninguém:
Ah, não é ninguém
Somente sombra e nada mais
Porém a voz que se ouvia
Morre com a noite no cais
E o sol agora me alumia
Porém a voz que se ouvia
Morre com a noite no cais
E o sol agora me alumia
SOMBRA
Se a noite escura demora
Cativa dentro do peito
Pressinto quando me deito
A voz de alguém
Que hoje não vem
E mora em mim a toda a hora
Falando grave e escondida
Por entre as coisas reais
Suspende a força da vida
E não é ninguém:
Ah, não é ninguém
Somente sombra e nada mais
Porém a voz que se ouvia
Morre com a noite no cais
E o sol agora me alumia
Porém a voz que se ouvia
Morre com a noite no cais
E o sol agora me alumia
Subscrever:
Mensagens (Atom)